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REVISTA: A BANDEIRA DA LEITURA

LEITURAA bandeira da leitura

Esta segunda edição de LeituraS tem dois “Manoéis”, ambos
poetas de verso livre e desimpedido de um compromisso absoluto
com as normas gramaticais. Não que destratem nossa
língua portuguesa, nada mais diferente disso. O que fazem os dois
poetas é libertar o lirismo para seu verdadeiro papel de anunciador
de um “milagre estético”, sem que seja preciso parar e “averiguar no
dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo”. As primeiras aspas
pertencem ao poeta matogrossense Manoel de Barros, que em rara
entrevista revela, em frases curtas urdidas à semelhança de seus
poemas, o que pensa sobre ler e fazer poesia. Para ele, a poesia é um
dom que se vai mostrando devagar. Ou uma disfunção cerebral. “É
conseqüência de um parafuso a mais ou a menos na cabeça. Porque
despraticar as normas é virtude em poesia.”
As segundas aspas do parágrafo acima pertencem a Manuel Bandeira
– inspirador de um consistente projeto de incentivo à leitura, feito na
mesma Recife que ele trouxe para seus poemas – nossa reportagem
de capa. A repórter de LeituraS, Lígia Maria Pagenotto, conheceu
bibliotecas cheias de livros (e, melhor, de alunos), conversou com
professores, formados para se tornarem incentivadores da leitura, e se
encantou com a receptividade que a obra do poeta recifense encontra
junto aos estudantes do ensino fundamental. E trouxe, como prova
e recordação, a coleção Aprendizes da Escrita (ao lado, a capa autografada
por alguns autores). São quatro livros inteiramente escritos
e ilustrados pelos alunos que participaram do projeto, inicialmente
como leitores, ao cabo dele como escritores.

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REVISTA A BANDEIRA DA LEITURA

Fonte: Portal MEC

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