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QUE SÃO PROJETOS E PEDAGOGIA DE PROJETOS? INTERVENÇÃO NO PRESENTE

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RESUMO COMPARATIVO / CRÍTICO ENTRE OS TEXTOS: “Que são Projetos?” e “Pedagogia de Projetos – Intervenção no Presente”

Os textos de Lúcia Helena Alvarez e de Nilbo Ribeiro Nogueira são extremamente comuns em si.

O primeiro citado traz inicialmente o conceito da discussão sobre Pedagogia de Projetos, antes nomeada de Pedagogia Ativa, na qual embasava numa concepção, conforme os dizeres de Dewey, que “educação é um processo de vida e não uma preparação para a vida futura e a escola deve representar a vida presente – tão real e vital para o aluno como a que ele vive em casa, no bairro ou no pátio”.

A Pedagogia de Projetos, atualmente, traz uma discussão polemica sobre “uma postura pedagógica e não uma técnica de ensino” cita ALVAREZ, isto é, Projeto de Trabalho, que tem características como: o aluno como algo essencial, participando ativamente nos trabalhos realizados e nas escolhas ao longo do desenvolvimento do projeto, geral em conjunto; o projeto tem que ser original, fazendo com que os alunos busquem respostas originais, novas.

O projeto tem como objetivo fundamental constituir um problema ou uma fonte geradora de problemas que exige uma atividade para sua resolução.

O projeto obtém varias fases, como:

– escolher o objetivo central;

– formular os problemas;

– planejar;

– executar;

– avaliar e

– divulgar os trabalhos.

Assim o projeto será segundo ALVAREZ, “uma resposta de intervenção pedagógica que dá à atividade de aprender um sentido novo, onde as necessidades de aprendizagem afloram nas tentativas de se resolver situações problemáticas”. O projeto possibilita “que os educandos, ao decidirem, opinarem, debaterem, construam sua autonomia e seu compromisso com o social, formando-se como sujeitos culturais”, dispõe ALVAREZ.

A pedagogia de Projetos demonstra uma determinada concepção de conhecimento escolar, refletindo “sobre a aprendizagem dos alunos e os conteúdos das diferentes disciplinas”. Em relação à participação dos alunos há profissionais pós e contras. Os contras baseiam-se na Concepção Cientificista Conservadora, opinam pela preocupação da passagem de conteúdos disciplinares, pois, dando abertura à palavra de alunos, limitar-se-ia o tempo da transmissão dos conteúdos que lhes são fornecidos para passar aos estudantes. Já os pós, engajados na Concepção Espontaneísta, citam que o conteúdo pode ser deixado de lado quando o espaço é dado para se ter conhecimento da realidade dos alunos e seus respectivos interesses.

Ambas as concepções têm uma visão dicotômica do que seja conhecimento escolar, não separando o processo de aprendizagem dos conteúdos disciplinares do processo de participação dos alunos, nem desvinculando as disciplinas da realidade contemporânea. Os conteúdos disciplinares, conforme ALVAREZ, “deveriam ser fruto da interação dos grupos sociais com sua realidade cultural”. Estas duas concepções se reúnem em uma só, formando-se em Concepção Integradora, tendo o conhecimento escolar como o foco, interagindo nesta os conhecimentos das disciplinas, as concepções dos alunos, os problemas contemporâneos e os interesses dos alunos.

Lúcia Helena, também cita que, “a Pedagogia de Projetos se coloca como uma das expressões dessa concepção globalizante que permite aos alunos analisar os problemas, as situações e os acontecimentos dentro de um contexto e em sua globalidade, utilizando, para isso, os conhecimentos presentes nas disciplinas e sua experiência sociocultural”.

Os projetos trazem modificações relevantes ao processo de ensino/aprendizagem, conforme a prática pedagógica.

Já o texto de NOGUEIRA, relata desde a iniciação do projeto. Lembrando que para iniciar, primeiramente, deve-se ter um conhecimento prévio sobre o assunto / tema a ser proposto, conforme o interesse do aluno, o estudante deve-se ter um “pré” esquemas, que sofrerá mutações conforme o decorrer do Projeto. Aliás, no desenrolar das etapas do processo diversas problemáticas surgirão assim como novas descobertas.

GARDNER cita “(…) um projeto fornece uma oportunidade para os estudantes disporem de conceitos e habilidades previamente dominadas a serviço de uma nova meta ou empreendimento”.

Os projetos são meios criativos, de pesquisas, análises, depuração e inspiração de novas hipóteses, fazendo com que os alunos fiquem constantemente em busca de novas fontes de pesquisas para recolhimento de informações.

Para NOGUEIRA, os alunos deveriam aprender desde a vida escolar como é feita a realização de um projeto.

Ambos os textos relatam os procedimentos do desenvolver de um projeto. Desde a sua iniciação, passando pelo seu desenvolvimento executivo até a parte final que é a demonstração do resultado.

Acho essencial a participação ativa dos alunos, pois, quanto mais nos interagirmos com eles, mais será positivo o resultado, alias, haverá interesse da parte deles em opinam e executar o projeto.

Em relação ao conteúdo disciplinar, penso que, nenhum projeto feito com um bom desempenho e organização é extenso o bastante ao ponto de inibir no desenvolvimento escolar. Pelo contrário, a participação dos alunos favorecê-lo-á, visto que, a partir deles é que se desenvolverá o projeto, verá o conteúdo disciplinar conforme seus desejos e interesses, com meios e métodos que os chamem a atenção. Assim, obteremos bons resultados.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

LEITE, Lúcia Helena Alvarez. Pedagogia de Projetos – Intervenção no Presente.

NOGUEIRA, Nilbo Ribeiro. Interdisciplinaridade Aplicada. São Paulo: Érica, 1998.

Autor:Ana Julia Onofri

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