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PROJETO DE PESQUISA: CONTRIBUIÇÕES DA INTRODUÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS NA PRÁTICA PEDAGÓDICA

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“A Escola Ideal é uma escola onde a aprendizagem ocorre com e não a partir dos computadores”
David A. Dockterman

INTRODUÇÃO

Seres vivos são sistemas abertos que só se mantém vivos quando conseguem se inserir,  tomar parte ativa, no grande fluxo de  informações que percorre todo o universo.(Piaget).

A psicopedagogia, ao definir seu campo e objeto de estudo como a busca de melhores soluções para os problemas de aprendizagem, encontra na informática um riquíssimo instrumental de trabalho, assim pensa OLIVEIRA (1999).

Sendo essencialmente lógico e de fácil programação e por possibilitar incrível agilização na aquisição, registro e troca de informações, o computador oferece condições extraordinárias a quem aprende, de lidar de forma organizada, versátil e interativa com novos conhecimentos.

A globalização em que vivemos atualmente, com a crescente tomada de consciência de novas maneiras de pensar e até de viver, faz com que o educador ou profissionais que lidam com crianças e jovens desta geração, busquem estar atualizados frente aos novos recursos tecnológicos, a fim de estarem inseridos no tempo presente, procurando acompanhar o ritmo cada vez mais rápido das inovações e das trocas de informação.

Sabemos que a educação precisa ser repensada que é preciso buscar formas alternativas para aumentar o entusiasmo do professor, o interesse do aluno e, consequentemente o nível de aprendizagem.

Qual o papel da tecnologia nesse processo de mudança?

JUSTIFICATIVA

O papel que se espera dos educadores, – incluem-se escola e corpo docente- é estar atentos e preparados para formar educandos para a vida, com habilidade, competência, tecnologia e responsabilidade. Tornar um aluno ciente de sua cidadania requer conhecimento sistematizado. Hoje, o desafio do professor e da escola é estruturar o processo ensino – aprendizagem, atualizando conhecimentos metodológicos e permitindo a entrada de novas tecnologias no cotidiano escolar.

Um obstáculo encontrado é professores manterem-se atualizados e trazerem para o convívio escolar de forma adaptada às novas tecnologias.

A pesquisadora pretende através desta pesquisa, definir e apontar os passos que as escolas e educadores precisam percorrer, para preparar adequadamente seus educandos, para que estes possam em um futuro próximo, atender às necessidades do mercado de trabalho. Suprir estas necessidades requer a formação de gerações aptas a vencerem os desafios do mundo moderno. Para isso, torna-se necessário preparar o professor para assumir uma nova responsabilidade como mediador no processo de aquisição de conhecimentos e do desenvolvimento da criatividade de seus alunos. Nessa ótica, a tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa, facilitando esta intermediação e um atendimento mais individualizado, ajudando o aluno a se apropriar do conhecimento. Este novo modelo de escola requer um novo conceito pedagógico e novas relações de trabalho.

Dentro deste contexto os professores assumem uma nova responsabilidade e um papel central como mediadores do processo de apropriação, construção e elaboração de conhecimentos. Porém, para que os professores possam apropriar, construir novos conhecimentos, transferir e aplicá-los e redimensionar a sua prática, é importante que eles aprendam que trabalham com problemas reais em contextos reais conforme afirma COBURN (1988). Assim, qualquer projeto de capacitação de professores no uso de novas tecnologias como ferramenta pedagógica, deve levar em conta que o professor volta à condição de aprendiz tendo que assumir um papel importante na gerência e controle de sua aprendizagem.

Outro aspecto importante é a troca de repasse da informação para a busca da formação do professor/aprendiz: é a nova ordem revolucionária que retira do poder e autoridade do mestre, transformando-o de todo poderoso detentor do saber para um educador-educando.

FORMULAÇÃO DA SITUAÇÃO PROBLEMA

O mercado de trabalho, as universidades e os pais de alunos, exigem uma formação escolar que torne os jovens capazes de interpretar uma quantidade cada vez maior de informação. Para que os educandos recebam atendimento adequado e atualizado é preciso primeiramente qualificar, permitir e incentivar a interação entre os educadores e as novas tecnologias, seja individualmente, ou no coletivo.

A pesquisadora se proporá a pesquisar as reações de educadores frente a esta abordagem, sejam elas – profissionais ou humanas -, e por onde se inicia o processo de capacitação dos professores com esta nova modalidade do conhecimento, além, da posição das instituições no que diz respeito a esta realidade. O enfoque é tentar definir esta nova posição do professor, não como o mediador e detentor do conhecimento dentro de sala de aula, mas o educador exercendo o papel de aluno, aprendendo a usar como ferramenta no processo educacional os equipamentos que as novas tecnologias disponibilizam para a sociedade.

Também a escola tem o seu papel redefinido neste contexto, pois cabe a ela retomar de maneira definitiva o seu papel primordial na educação, ou seja fazer com o que o aluno aprenda a aprender.

OBJETIVOS

Pesquisar as condições de formação, – inclusive se existem – do educador na utilização de novas tecnologias para a transferência de conhecimentos.

Conhecer as práticas atuais de utilização dos recursos de informática nas salas de aula.
Questionar as relações convencionais entre professores e alunos, com o advento das novas tecnologias inseridas em sala de aula, nas escolas em que as possuem no seu cotidiano.

QUESTÕES NORTEADORAS

A atualização dos professores para o uso da informática em sala de aula considera o conhecimento atual do professor no uso desta tecnologia?

A escola tem investido na preparação do educador para que este esteja capacitado para a transferência de conhecimentos?

Há troca de informações e conhecimentos entre os educadores sobre as experiências adquiridas com o uso da informática no processo de aprendizagem?

Os alunos demonstram interesse no processo de aprendizagem quando se utiliza a informática em sala de aula? O computador ajuda ou atrapalha na realidade?

DELIMITAÇÃO DO TEMA

A pesquisadora pretende ter como sujeitos de pesquisa, 20 (vinte) educadores exercendo atividades no 4º. ano do Ensino Fundamental de uma escola em Brasília. Pesquisar esta abordagem da tecnologia na vida profissional e social do professor, seria muito abrangente e demandaria muito tempo, mais recursos e uma equipe de pelo menos 10 componentes.

Atendendo a este motivo, faz-se necessário especificar um campo de pesquisa para viabilizar a pesquisa e delimitar numericamente estes educadores a serem entrevistados.


METODOLOGIA

Como há uma diversidade muito grande de campos na ciência, então haverá também um método específico para campo científico. Os vários campos da ciência precisam ser classificados, mesmo que provisoriamente, devido à evolução da própria ciência-, para facilitar a unidade e ao mesmo tempo a variedade do conhecimento humano.

Assinala o domínio próprio de cada ciência, estabelece relações lógicas que a unem entre si e revelam a ordem em que as ciências devem ser estudadas. De acordo com a bibliografia utilizada, no que se refere à metodologia científica, a Classificação Decimal Universal (CDU), apresenta para fins de catalogação, as mais variadas publicações acerca dos vários campos do conhecimento. Sendo esta disciplina, Projetos Educacionais II, parte integrante do currículo do curso de Pedagogia, esta se encontra classificada em Ciências Sociais, inserida em Educação, conforme a citada CDU.

 Deve-se a Augusto Comte (apud. PARRA, 2000) a formulação básica da sociologia e a sua classificação com ciências que se utiliza outras ciências para a consecução do seu objetivo. Segundo o mesmo autor, a sociologia tem por objetivo estudar as instituições e as manifestações da vida social, e também as variações e transformações dessas mesmas instituições.

Sendo a pedagogia um campo do conhecimento da sociologia, e tendo esta como objeto o estudo dos fatos sociais, ou seja, as maneiras de pensar, os modos de atividade, os usos, os costumes, as leis, as instituições, entre outros, esta vai exigir do pesquisador métodos adequados, segundo o objeto.

Conforme a divisão de métodos de pesquisa utilizada nas ciências sociais (sociologia), utilizarei o método monográfico, para a verificação dos objetivos, utilizando-se como instrumento de coleta de dados a pesquisa de campo, apresentando aos pesquisados questionários, que tem como base observar os fatos tal como ocorrem.

Segundo PARRA (2000), este método permite, mediante o estudo de casos isolados ou de pequenos grupos, entender determinados fatos sociais. Este método é também denominado estudo de caso.

Esta forma de coletar dados, na pesquisa de campo, que pode se dar por meio de questionários ou entrevista – sendo que utilizarei o questionário – junto aos elementos envolvidos vai permitir a análise e conclusões, segundo objetivos previamente estabelecidos, sendo que foram criados dois tipos – um para cada grupo de pesquisados – professores e alunos.

As informações necessárias, tendo-se em vista a pesquisa a ser realizada, podem ser obtidas das mais variadas formas, sendo o critério ideal estabelecido pelo pesquisador, neste caso, será utilizada o método de preenchimento de questionário.

Considerando a impossibilidade de se trabalhar com todo o universo a ser pesquisado, será utilizada a amostra conforme determinado na delimitação do tema, a partir da qual serão tiradas as conclusões, onde serão demonstradas as análises das respostas formuladas no questionário distribuído. As informações necessárias à análise serão obtidas através de questionário com respostas objetivas, atendo-se aos princípios para que não induza o entrevistado a respostas não convenientes ao tema pesquisado, deve-se ter a preocupação de que as perguntas não induzam a possibilidade de dupla interpretação e de forma que as respostas sejam precisas, tomando o cuidado para que os dados obtidos correspondam fielmente ao que foi respondido pelo entrevistado.

Considerando ainda, o nível intelectual dos alunos que responderão ao questionário, a pesquisa será acompanhada pelo pesquisador, para a obtenção das respostas adequadas ao formulário, sanando inclusive dúvidas que possam surgir.

O questionário como forma de coleta de dados vai exigir o estabelecimento de quesitos ou perguntas perfeitamente adequadas aos objetivos propostos. Ao utilizar-me do questionário para esta pesquisa, estarei permitindo ao entrevistado valer-se do anonimato, contribuindo assim para que os dados obtidos correspondam fielmente aos anseios do informante.

Enfim, em relação aos procedimentos, pretendo:

– Prosseguir à revisão bibliográfica da literatura temática, com o propósito de enriquecer os suportes teórico e metodológico para a pesquisa.
– De posse dos questionários, que contém, para os professores 08 (oito) e para os alunos 05 (cinco) quesitos, fazer um contato direto com as escolas em que pretendo realizar a pesquisa, obtendo assim a autorização para a realização desta etapa.
– Entregar os questionários ao público a ser pesquisado, solicitando no caso dos professores, que um fique incumbido de recolher; e quanto aos alunos, entregar pessoalmente, dirimindo quaisquer dúvidas que possam surgir quando do preenchimento.
– Analisar e interpretar os dados, categorizando sua importância e realidade, além de suas relações paralelas ou contrárias ao referencial teórico.

REFERENCIAL TEÓRICO

O uso da informática no aprendizado tem sido nos últimos tempos o assunto mais debatido entre os formuladores das políticas de ensino no país. Todos os projetos de implantação de tecnologias tem como base o uso da tecnologia para melhorar a prática pedagógica. O próprio governo federal tem destinado em seu orçamento verba específica para dotar as escolas de todo o arsenal tecnológico para melhorar o processo de ensino e o de aprendizagem, embora o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação formal continue sem grandes alterações.

Este projeto tem como finalidade analisar o impacto que a informática tem causado neste processo de formação educador/educando. A escola como instituição onde a transferência de conhecimentos é sistematizada, não tem sofrido ao longo dos tempos transformações radicais quanto aos métodos de ensino tradicionais. Na sociedade moderna a velocidade com que as informações são processadas e colocadas à disposição da população faz com que sejam criados a todo o momento novas formas de apresentação e armazenamento do que é transmitido. Na escola, o que se tem notado é a sua passividade diante das transformações da realidade que a tecnologia tem provocado.
Conforme afirma RIPPER (apud OLIVEIRA, 1999, página 58):

 “a escola, paralisada desde a revolução industrial, não estimula seus interlocutores a se utilizarem de forma dinâmica, crítica e criativa dos conhecimentos por ela transmitidos. A formação massificada se adapta bem ao modelo produtivo industrial, que requer um grande número de trabalhadores para tarefas rotineiras a serem executadas sem questionamentos e aos serviços feitos pessoa a pessoa. Com a globalização este modelo de produção, baseado na linha de montagem, está sendo gradualmente abandonado. Um novo modelo de produção requer trabalhadores mais flexíveis, que assumam responsabilidades não só na qualidade das tarefas que executam como no próprio desenvolvimento e melhor do processo produtivo. Este modelo tem provocado uma demanda radical na escola. A revolução técnico-científica deste fim de século desloca o locus do poder do capital financeiro para a informação; esta passa a ser o capital mais importante, conhecer para ter poder.”

Deve-se a Augusto Comte (apud. PARRA, 2000) a formulação básica da sociologia e a sua classificação com ciências que se utiliza outras ciências para a consecução do seu objetivo. Segundo o mesmo autor, a sociologia tem por objetivo estudar as instituições e as manifestações da vida social, e também as variações e transformações dessas mesmas instituições.

Sendo a pedagogia um campo do conhecimento da sociologia, e tendo esta como objeto o estudo dos fatos sociais, ou seja, as maneiras de pensar, os modos de atividade, os usos, os costumes, as leis, as instituições, entre outros, esta vai exigir do pesquisador métodos adequados, segundo o objeto.

Conforme a divisão de métodos de pesquisa utilizada nas ciências sociais (sociologia), utilizarei o método monográfico, para a verificação dos objetivos, utilizando-se como instrumento de coleta de dados a pesquisa de campo, apresentando aos pesquisados questionários, que tem como base observar os fatos tal como ocorrem.

Segundo PARRA (2000), este método permite, mediante o estudo de casos isolados ou de pequenos grupos, entender determinados fatos sociais. Este método é também denominado estudo de caso.

Esta forma de coletar dados, na pesquisa de campo, que pode se dar por meio de questionários ou entrevista – sendo que utilizarei o questionário – junto aos elementos envolvidos vai permitir a análise e conclusões, segundo objetivos previamente estabelecidos, sendo que foram criados dois tipos – um para cada grupo de pesquisados – professores e alunos.

As informações necessárias, tendo-se em vista a pesquisa a ser realizada, podem ser obtidas das mais variadas formas, sendo o critério ideal estabelecido pelo pesquisador, neste caso, será utilizada o método de preenchimento de questionário.

Considerando a impossibilidade de se trabalhar com todo o universo a ser pesquisado, será utilizada a amostra conforme determinado na delimitação do tema, a partir da qual serão tiradas as conclusões, onde serão demonstradas as análises das respostas formuladas no questionário distribuído. As informações necessárias à análise serão obtidas através de questionário com respostas objetivas, atendo-se aos princípios para que não induza o entrevistado a respostas não convenientes ao tema pesquisado, deve-se ter a preocupação de que as perguntas não induzam a possibilidade de dupla interpretação e de forma que as respostas sejam precisas, tomando o cuidado para que os dados obtidos correspondam fielmente ao que foi respondido pelo entrevistado.

Considerando ainda, o nível intelectual dos alunos que responderão ao questionário, a pesquisa será acompanhada pelo pesquisador, para a obtenção das respostas adequadas ao formulário, sanando inclusive dúvidas que possam surgir.

O questionário como forma de coleta de dados vai exigir o estabelecimento de quesitos ou perguntas perfeitamente adequadas aos objetivos propostos. Ao utilizar-me do questionário para esta pesquisa, estarei permitindo ao entrevistado valer-se do anonimato, contribuindo assim para que os dados obtidos correspondam fielmente aos anseios do informante.

Enfim, em relação aos procedimentos, pretendo:

– Prosseguir à revisão bibliográfica da literatura temática, com o propósito de enriquecer os suportes teórico e metodológico para a pesquisa.
– De posse dos questionários, que contém, para os professores 08 (oito) e para os alunos 05 (cinco) quesitos, fazer um contato direto com as escolas em que pretendo realizar a pesquisa, obtendo assim a autorização para a realização desta etapa.
– Entregar os questionários ao público a ser pesquisado, solicitando no caso dos professores, que um fique incumbido de recolher; e quanto aos alunos, entregar pessoalmente, dirimindo quaisquer dúvidas que possam surgir quando do preenchimento.
– Analisar e interpretar os dados, categorizando sua importância e realidade, além de suas relações paralelas ou contrárias ao referencial teórico.

REFERENCIAL TEÓRICO

O uso da informática no aprendizado tem sido nos últimos tempos o assunto mais debatido entre os formuladores das políticas de ensino no país. Todos os projetos de implantação de tecnologias tem como base o uso da tecnologia para melhorar a prática pedagógica. O próprio governo federal tem destinado em seu orçamento verba específica para dotar as escolas de todo o arsenal tecnológico para melhorar o processo de ensino e o de aprendizagem, embora o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação formal continue sem grandes alterações.

Este projeto tem como finalidade analisar o impacto que a informática tem causado neste processo de formação educador/educando. A escola como instituição onde a transferência de conhecimentos é sistematizada, não tem sofrido ao longo dos tempos transformações radicais quanto aos métodos de ensino tradicionais. Na sociedade moderna a velocidade com que as informações são processadas e colocadas à disposição da população faz com que sejam criados a todo o momento novas formas de apresentação e armazenamento do que é transmitido. Na escola, o que se tem notado é a sua passividade diante das transformações da realidade que a tecnologia tem provocado.
Conforme afirma RIPPER (apud OLIVEIRA, 1999, página 58):

“a escola, paralisada desde a revolução industrial, não estimula seus interlocutores a se utilizarem de forma dinâmica, crítica e criativa dos conhecimentos por ela transmitidos. A formação massificada se adapta bem ao modelo produtivo industrial, que requer um grande número de trabalhadores para tarefas rotineiras a serem executadas sem questionamentos e aos serviços feitos pessoa a pessoa. Com a globalização este modelo de produção, baseado na linha de montagem, está sendo gradualmente abandonado. Um novo modelo de produção requer trabalhadores mais flexíveis, que assumam responsabilidades não só na qualidade das tarefas que executam como no próprio desenvolvimento e melhor do processo produtivo. Este modelo tem provocado uma demanda radical na escola. A revolução técnico-científica deste fim de século desloca o locus do poder do capital financeiro para a informação; esta passa a ser o capital mais importante, conhecer para ter poder.”

Ao utilizarmos as novas tecnologias no processo de aprendizagem, estaremos formando e dotando os alunos de conhecimentos e práticas que serão úteis na sua formação escolar e social. No processo de ensino-aprendizagem o computador deve, portanto, ser utilizado no sentido de se tirar o máximo proveito dessa sua característica.

O computador, sem dúvida, é o grande instrumento que permitirá individualizar a aprendizagem, proporcionando ao mesmo tempo a massificação do conhecimento.

Alguns aspetos precisam ser levados em consideração com o advento das novas tecnologias no ambiente escolar.

Trata-se de um problema social, como afirma COBURN (1988) “a inovação tecnológica pode acarretar problemas relacionados com as relações sociais. Um dos problemas no campo educacional pode surgir da disparidade de conhecimentos sobre o computador entre alguns alunos e seus professores. Em quase todas as escolas (em todos os níveis), alguns alunos conhecem mais o computador do que o professor. Isto pode criar problemas para muitos professores, especialmente neste momento em que os professores sentem que sua autoridade diminui; e na sociedade estas disparidades tornar-se-ão mais significativas”.

Talvez o conflito entre as culturas do computador e da classe mais debatido gire em torno da questão da autoridade do professor. Freqüentemente ouve-se dizer alunos aprendem rapidamente a usar o computador, excedendo em muito o conhecimento de adultos não treinados. No cenário escolar, onde o conhecimento superior do professor está intimamente ligado com sua autoridade sobre os alunos, este estado de coisas pode ameaçar a ordem social da sala de aula. Muitos professores precisam ser incapazes de responder às questões sobre computadores, levantadas pelos alunos, e assim perderem o respeito dos estudantes aos quais eles devem instruir em outras áreas do conhecimento.

Alguns educadores acham que o desconforto dos professores com a utilização dos computadores cessará à medida que o uso do computador nas escolas aumentar. O interesse será desenvolvido naturalmente. É longo o caminho para sobrepujar o receio dos professores pelo computador.

Aceitando os microcomputadores, como parte integrante e ferramentas de trabalho no ambiente escolar, a escola fica obrigada a usá-las com as crianças, seja direta ou indiretamente, o que requer a distribuição do tempo do professor e os eu treinamento, a necessidade destinar verbas para a compra de softwares e manutenção de hardware, o escalonamento do tempo do computador durante e depois das aulas, até a possibilidade de precisar trocar a instalação elétrica das salas e outras demandas não previstas para o computador funcionar bem em uma escola. Não é apenas disponibilizar e finito está o trabalho, é necessário programação para os gastos futuros, agregar despesas operacionais com estes novos integrantes do ambiente escolar.

Segundo PAPERT (1986) “é a presença do computador que contribui para o processo da criação de um ambiente próprio a mudanças”. Familiarizado com o pensamento abstrato, o aluno vai atrás dos dados, pergunta por que certos fatos estão lá e por que devem ou não ser considerados importantes. Não acontece aqui meramente a transmissão do conhecimento, o aluno aprende a ser cético, curioso e criativo, concentrando-se não na memorização de fatos, mas em questões de julgamento e interpretação. Segundo LITTO (apud OLIVEIRA 1999), o aluno aprende a colaborar.

“Colaborar significa poder trabalhar em equipe, comunicando conceitos em relatórios, desenhos memorandos, apresentações orais, esboços, roteiros, projeções e buscando o consenso do grupo”.

O que é diferente da educação formal atual, que procura eficiência, silêncio e desempenho solitário de tarefas especializadas, dando aval ao individualismo. A tecnologia em se tratando de metas educacionais, deve servir, não ditar as necessidades. O uso do computador em sala de aula deve facilitar o trabalho do professor e não torná-lo mais difícil, além de oferecer flexibilidade pedagógica e apoiar as várias formas que um professor usa para ensinar. Assim é possível criar apresentações animadas , conduzir discussões entre os alunos, inspirar a autodescoberta, levantar o uso social de equipamentos, preparando-os para o mundo fora do ambiente escolar.

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Saiu artigo novo! em 24/05/2020
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