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O PAPEL DA GLOBALIZAÇÃO NA REVISÃO DO MODELO EDUCACIONAL DE NOSSOS FILHOS

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O papel da globalização na revisão do modelo educacional de nossos filhos

Nos tempos atuais, cada vez mais vemo-nos envolvidos por um modelo sistêmico de vida, ou por um modelo holístico, onde a valorização do todo supera o enfoque das partes e onde já é difícil, para não dizer impossível, vislumbrar nos fatos cotidianos a causa-efeito dos mesmos, pois muitos e diferentes fatores podem ser a causa/origem de determinado problema, que gera muitas outras conseqüências.

Isso significa que para entendermos de fato nossa relação com nossos filhos e com a sociedade em geral é necessário que estejamos, a todo momento, sintonizados com o meio em que vivemos, da forma como nos relacionamos, e revendo constantemente nosso papel em família, no trabalho e em sociedade como um todo.
Logo, é desnecessário querermos ter um comportamento muito comum do passado, o de controlar as variáveis envolvidas em nossos problemas e, ao controlá-las, ter a certeza de que estaríamos encaminhando uma solução lógica para cada problema existente.

Hoje uma variável pode causar vários desdobramentos ou o contrário(várias e diferentes variáveis causam um desdobramento). Isso significa então que estamos fadados a viver no caos, onde o descontrole e o desconhecimento tomam conta do cenário?

Sim e não, porque não devemos negar que hoje nossos padrões de comportamento tendem a um contexto muito mais dinâmico e ansioso que antigamente. A mulher é, por exemplo, mãe, dona de casa, trabalhadora, estudante, quando não tem outros papéis vinculados a este quadro. Não vivemos mais a realidade das décadas de 1940-1980 quando tínhamos uma mãe que geralmente ficava em casa, cuidava da casa e dos filhos e a provisão do lar estava a cargo do marido. Isso sem contar mulheres separadas, mães solteiras, divorciadas e viúvas que tem sob sua responsabilidade a provisão do lar e educação dos filhos.

Isso não quer dizer que estas mulheres tenham perdido o controle sobre seus filhos, mas, com o advento tecnológico, a facilidade de recepção e envio de informações, enfim, com o advento da modernidade, nossos filhos estão cada vez mais libertos de um modelo de educação submisso, onde o que os pais falavam era considerado verdade. E pronto.
Cabe a estes pais orientar, então , o certo e o errado, impor limites, conversar e dialogar muito com seus filhos, trazer exemplos da vida cotidiana, manter-se a par do que essa criança ou jovem acessa na internet e quem são seus amigos, enfim, manter uma postura de pai e mãe, e não de amigo.

A escola, por sua vez, cumpre um papel cada vez mais ativo na sociedade e reflete muitas vezes a falta de envolvimento de pais e filhos em seu contexto diário. Pais sentem-se menos responsáveis porque acham que a escola deve educar, quando, no entanto, cabe à família este papel, e a escola pode ser parceira neste cenário, mas não é dela a responsabilidade inicial.

A orientação dos pais e a existência de um modelo sólido de valores e princípios é a base fundadora e formadora do caráter e comportamentos de nossas crianças, onde vale o ditado:”faça o que eu faço”.De nada adianta falar e fazer o contrário. Isso também é valido para a escola, que, ao ter  regras, é obrigada a cumpri-las para a construção de bons modelos de cidadãos arregimentados com valores éticos e morais.

Isso não quer dizer que devemos nos manter longe de nossos filhos agindo apenas como autoridade. Não. Podemos ter autoridade, sem sermos autoritários. É na base do dialogo que construímos bons modelos de relação, com confiança, sinceridade, transparência e verdade.

No entanto, cabe a nós, pais, valorizar a questão de nossa experiência de vida e ensinar nossos filhos a ponderar e refletir sobre situações e fatos, nem sempre agir por impulso, ter noções de valor e responsabilidade pelos próprios atos, enfim, levá-los a compreender que cada um responde por seus atos e que isso deve ser ensinado desde cedo( claro que para cada idade há um contexto diferente).

Ao mostrarmos qual o valor da experiência, estamos também estimulando nossos filhos a valorizar as suas experiências de vida, expô-las, dividi-las com nós, enfim, vivenciá-las de forma integral e integra. A experiência de vida traz consigo o respeito, a tolerância, o altruísmo, enfim, tudo isso é um  aprendizado que se constrói ao longo de nossa formação escolar e nosso convívio familiar.

Na medida em que a convivência familiar se restringe, é certo que a troca de experiências entre os próprios membros também fica comprometida, e não pode ser substituída pela convivência com amigos ou escola.

Nos dias de hoje, realmente é difícil manter uma rotina de trabalho de poucas horas, geralmente trabalha-se 11, 12, ou mesmo 14 horas por dia. E como garantir a salubridade do modelo familiar ao ficarmos tantas horas fora de casa?

Não há receita de sucesso para isso, mas quanto mais nos interessarmos e nos aproximarmos através da conversa e do dialogo de nossos filhos, certamente melhor será a construção e repercussão futura deste modelo; até porque o exemplo de trabalho também é um fator presente e que não pode ser excluído da vida moderna que levamos hoje.

No entanto, existem algumas questões que podem ser levadas em conta quando queremos vislumbrar a criança como um todo e identificar algum tipo de problema/ansiedade/sofrimento pelo qual esta criança esteja passando:
É impossível determinar, por exemplo, que uma criança tem determinado problema porque seus pais se separaram.

Outros fatores estão envolvidos na vida desta criança que podem, sim, ter colaborado para que determinado problema tenha surgido.É preciso conhecer o histórico de vida, de família, escolar, social, enfim, enxergar esta criança como um todo para poder fazer um diagnostico mais preciso e entender e encaminhar o tipo de cuidado que devemos ter com ela, a forma de tratar os problemas, a forma de tratá-la, enfim, como criar ou recriar novos vínculos que garantam estímulos adequados para as respostas que queremos considerando todo o contexto ambiental onde esta criança se encontra.

Muitas vezes, é preciso mudar ou adaptar determinadas formas de convívio familiar que vem interferindo no ambiente em que esta criança se encontra e cabe aí, então, uma visão holística de como esta família se relaciona e de que forma e qual é o papel desta criança dentro deste contexto.

Todas as questões levantadas acima confirmam como lidar com os aspectos levantados inicialmente da importância do contexto holístico de vida nos dias de hoje, sem, no entanto, confirmar que estaríamos fadados a viver no caos, mas sim que a complexidade de vida exige de nós um olhar mais atento, próximo e multifocal da realidade em que estamos inseridos. Não podemos mais, simplesmente , por exemplo, rotular um aluno de fracassado sem entender seu contexto de vida.

As questões bio-psico-sociais da criança são muito amplas e não se restringem a um simples diagnostico, mas sim exigem um olhar multidisciplinar e que, com ele, poderemos rever e recriar nossas formas de vida que podem, por algum motivo, estar inadequadas ou não adaptadas à realidade da globalização  em que vivemos hoje.

Neste contexto, nós pais, e nós, filhos, estaremos realizando uma revisão de nossos papeis perante a família e a sociedade, o que é muito saudável para nossas vidas como um todo.

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3 respostas para “O PAPEL DA GLOBALIZAÇÃO NA REVISÃO DO MODELO EDUCACIONAL DE NOSSOS FILHOS”

  1. Olá
    Soraya;
    Saudações.
    Tudo que você expoem e consequencia do mundo evoluido e pessoinhas com DNA diferente. Pois veja como explicar que tres filhos de pais separados dois deles são diferente do terceiro? Meus pais quando mandava eu desligar o televisor ele não perguntava pra mim bébé, você quer deixar de assistir, ele ia lá e desligava. Os pais atuais passam o pano como diz na giria, pra não serem quadrados. Passaria horas falando desse belo aerigo. Volto pra comentar mais, vou achar mais expiração.
    Um abraço

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