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NÃO VIOLÊNCIA

Por ter características históricas de uma sociedade que estabelece limites para ações humanas e por conter indivíduos que decidem respeitar ou não esses limites, a violência pode ser considerada um fenômeno ao mesmo tempo social e individual.

As razões morais para praticar o bem e evitar o mal têm sido, historicamente, de natureza religiosa. Mas, para não optar pela violência que ameaça e inviabiliza as relações entre os sujeitos, é preciso que haja uma educação para a “não violência”.

É preciso buscar razões muito mais sólidas que o laico recurso “moral/imoral” e dar lugar às experiências éticas, colocando no ponto central do debate as faces que se julgam estar acima e além de toda lei e de todo limite.

Toda face que pode revestir-se de violência social, pode revelar o fracasso da ação educativa na sociedade humana. Seja na violação de leis, no silêncio cínico da má-fé ou nos centros de poder político, quando essas práticas se disseminam na sociedade, as consciências morais e éticas entram em conflito.

Desse modo, a violência é um problema social, que repercute de várias maneiras e razões no meio escolar, na forma de atos de violência e/ ou de vandalismo contra a escola e seus integrantes; atos de violência na escola; e atos de violência praticados pela escola ou seus dirigentes. (Pino, 1995).

As razões são várias, principalmente se considerarmos, conforme Pino (2007), que: a escola é uma espécie de caixa de ressonância das turbulências sociais que ocorrem nos diferentes meios de onde procedem seus integrantes; a escola, frequentemente alheia ao que ocorre no meio em que está inserida, torna-se alvo fácil de ações predatórias e espaço predileto de circulação de produtos legalmente proibidos, como as drogas; a escola parece a mesma de séculos anteriores frente às mudanças que vêm ocorrendo na sociedade; os dirigentes da escola (direção, administração e corpo docente), com honrosas exceções, parecem não ter o feeling necessário para entender os sinais dos tempos; a instituição escolar traduz em si mesma, em maior ou menor grau, os processos e mecanismos históricos de exclusão social das crianças e jovens das classes populares.

Contudo, o desafio que se abre é que a escola pode incentivar os alunos para a compreensão dos valores realmente humanos, capazes de fornecer razões para não se optar pelo uso da violência, além de repensar sua função numa sociedade em constante mudança.

Autor: Eliane da Costa Bruini
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Pedagogia
Pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo – UNISAL

 Fonte: Brasil Escola

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