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DICA DE LEITURA: PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES

Pais Brilhantes, Professores Fascinantes


INTRODUÇÃO

O livro está dividido em alguns temas que o autor chama-os fundamentais como: os sete hábitos dos pais brilhantes, os sete hábitos dos professores fascinantes, os sete pecados capitais dos educadores e as dez técnicas pedagógicas que podem revolucionar a sala de aula e a da casa.

O autor demonstra que bons hábitos podem tornar uma pessoa mais eficiente e que podem ser, segundo ele, “o segredo para a verdadeira felicidade”. Esses hábitos são trabalhados nos dois primeiros capítulos do livro.

O sistema educacional está falido, pais e professores estão confusos. Acreditava-se que nesse novo milênio as pessoas seriam mais felizes, mais inteligentes, mas a solidão nunca foi tão intensa.

Os pais são estranhos aos seus filhos, não dividem a sua história, o seu ser. Os professores se escondem atrás do giz, não conhecem os seus alunos, apesar de conviverem juntos por muitos anos. Estão perdidos na arte de educar. Ele mostra que educar é ter esperança, é acreditar na vida e para isso ele mostra que para fazer a diferença temos que adquirir hábitos por ele apresentados e fazer uma reflexão de nossas atitudes nessa sociedade de alto grau de desequilíbrio emocional.

Compartilha com o leitor as suas ferramentas psicológicas que poderão promover a formação de pensadores, de pessoas mais felizes e livres do seu próprio cárcere: a sua emoção.

Segundo o autor, estamos adoecendo coletivamente no território da emoção não apenas por doenças clássicas, tais como a depressão, a ansiedade, a síndrome do pânico, mas também por inúmeros outros transtornos de personalidade.

Entre esses fatores ele deu especial ênfase á solidão, a chamada Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), a falta de sentido de vida, a crise de diálogo, a insatisfação instabilidade e à irritabilidade emocional.

Como se pode notar, o mundo moderno se tornou uma fábrica de stress. Nunca produzimos tanto conhecimento, mas também nunca tivemos tantos conflitos emocionais, afirma Cury.

De acordo com ele, “perdemos a capacidade de falar de nossos sofrimentos, nossas dificuldades, por medo de sermos criticados”. Ressalta que todos precisam perceber que a grandeza da vida está no funcionamento da mente e que a sociedade está encarcerada no território da emoção. Não sabemos lidar com o sucesso, porque não investimos naquilo que amamos. Tornamos máquinas de trabalho e formamos máquinas de aprender, esclarece. Segundo ele, bons professores abrem o leque da inteligência, procuram saber sobre o funcionamento da mente e determinam as trajetórias que vão seguir. Pais e professores são parceiros na empreitada da educação.

RESUMO

Os pais que vivem em função de dar presentes para seus filhos são lembrados por um momento. Os pais que se preocupam em dar a sua história aos filhos se tornam inesquecíveis. Um pai ou uma mãe brilhante têm que ter coragem de falar sobre os dias tristes da sua vida com seus filhos.

Fale das suas aventuras, dos seus sonhos e dos momentos mais alegres de sua existência. Humanize-se . Transforme a relação com seus filhos numa aventura. Tenha consciência de que educar é penetrar um no mundo do outro.

Os filhos arquivam diariamente os seus comportamentos, sejam eles inteligentes ou estúpidos. Você não percebe, mas eles o estão fotografando a cada instante.

O que gera os vínculos inconscientes não é só o que você diz a eles, mas também o que eles vêem em você. Muitos pais falam coisas maravilhosas para suas crianças, mas têm péssimas reações na frente delas: são intolerantes, agressivos, parciais, dissimulados. Com o tempo, cria-se um abismo emocional entre pais e filhos.

Outro papel importante da memória é que a emoção define a qualidade do registro. Todas as experiências que possuem um alto volume emocional provocam um registro privilegiado. O amor e o ódio, a alegria e angústia provocam um registro intenso.

Nossa memória tornou-se uma lata de lixo. Não é à toa que o homem moderno é um ser intranqüilo, que sofre por antecipação e tem medo do amanhã.

Se você tem um inimigo fica mais barato perdoá-lo. Faça isso por você. Caso contrário será arquivado em sua memória. O inimigo dormirá com você e perturbará seu sono. Compreenda suas fragilidades e perdoe-o, pois só assim você ficará livre dele. Ensine seus filhos a fazer do palco da sua mente um teatro de alegria, e não um palco de terror. Leve-os a perdoar as pessoas que os decepcionam. Explique a eles este mecanismo.

O mecanismo psíquico é o seguinte: uma experiência dolorosa é registrada automaticamente no centro da memória. A partir daí ela é lida continuamente, gerando milhares de outros pensamentos. Estes pensamentos são novamente registrados, gerando as chamadas zonas de conflitos no inconsciente.

Declare a seus filhos que eles não estão no rodapé da sua vida, mas nas páginas centrais da sua história.

Nos divórcios é comum o pai prometer aos filhos que jamais os abandonará. Mas quando diminui a temperatura da culpa, alguns pais também se divorciam dos seus filhos. Os filhos perdem a sua presença, às vezes não física, mas emocional. Os pais deixam de curtir, sorrir, elogiar e ter momentos agradáveis com os filhos.

Quando isso acontece, o divórcio gera grandes seqüelas psíquicas. Se a ponte for bem feita, se a relação continuar a ser poética e afetiva, os filhos sobreviverão à turbulência da separação dos seus pais e poderão amadurecer.

Seus filhos não precisam de gigantes, precisam de seres humanos, ele precisa de você. Adquira o hábito de abrir seu coração para os filhos e deixá-los registrar uma imagem excelente da sua personalidade. Eles se apaixonarão por você. Terão prazer em procurá-lo, em estar perto de você. Deixe seus filhos participarem de sua vida. Nenhuma técnica psicológica funcionará se o amor não funcionar.

Abra-se, chore e abrace-os. Chorar e abraçar são mais importantes do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.

Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade. Este hábito dos pais brilhantes contribui para desenvolver: reflexão, segurança, liderança, coragem, otimismo, superação do medo, prevenção de conflitos.

Você pode não ter dinheiro, mas, se for rico em bom senso, será um pai ou mãe brilhante. Se você contagiar seus filhos com seus sonhos e entusiasmo, a vida será enaltecida. O pessimismo é um câncer da alma. Muitos pais são vendedores de pessimismo. Tudo lhes é difícil e perigoso. Estão preparando os filhos para temer a vida, fechar-se num casulo, viver sem poesia. Nutra seus filhos com um otimismo sólido!

Pais brilhantes não formam heróis, mas seres humanos que conhecem seus limites e sua força.

Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar. Este hábito os pais brilhantes contribui para desenvolver: consciência crítica, pensar antes de reagir, fidelidade, honestidade, capacidade de questionar, responsabilidade social.

Bons pais corrigem falhas, pais brilhantes ensinam os filhos a pensar. Educar não é repetir palavras, é criar idéias, é encantar. A personalidade das crianças e dos jovens está em constante ebulição. Pensar é inevitável, mas pensar demais, como estudaremos, gera um desgaste violento de energia cerebral, prejudicando drasticamente a qualidade de vida. Surpreender os filhos é dizer coisas que eles não esperam, reagir de modo diferente diante dos seus erros, superar as suas expectativas. Seu filho acabou de levantar a voz para você. O que fazer? Ele espera que você grite e o castigue! Mas, em vez disso, você inicialmente se cala, relaxa e depois diz algo que o deixa pasmo: “Eu não esperava que você me ofendesse desse jeito. Apesar da dor que você me causou, eu amo e respeito você”. Após dizer essas palavras , o pai sai de cena e deixa o filho a pensar. A resposta do pai abalará os alicerces de sua agressividade. Se você quiser causar um impacto enorme no universo emocional e racional dos seus filhos, use de criatividade e sinceridade.

Bons pais dizem aos filhos: “Você está errado”. Pais brilhantes dizem: “O que você acha do seu comportamento”! Bons pais punem quando os filhos fracassam; pais brilhantes os estimulam a fazer de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.

Uma das coisas mais importantes na educação é levar um filho a admirar seu educador. Leve os jovens a enxergar os singelos momentos, a força que surge nas perdas, a segurança que brota no caos, a grandeza que emana dos pequenos gestos. Para muitos, a felicidade é loucura dos psicólogos, delírio dos filósofos, alucinação dos poetas. Eles não entenderam os segredos da felicidade se esconderem nas coisas simples e anônimas, tão distantes e tão próximas deles.

Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam. Conversar é falar sobre o mundo que nos cerca, dialogar é falar sobre o mundo que somos. Comportamentos inadequados muitas vezes são clamores que imploram a presença, o carinho e a atenção dos pais. Não há coisa mais linda, mais poética, do que pais serem grandes amigos dos seus filhos.

Cativem seus filhos pela sua inteligência e afetividade, não pela sua autoridade, dinheiro ou poder. Bons pais são tolerantes com alguns erros dos seus filhos, pais brilhantes jamais desistem deles, ainda que os filhos os decepcionem e adquiram transtornos emocionais. Pais brilhantes são semeadores de idéias e não controladores dos seus filhos. Se eles não ouvirem “não” dos seus pai, estarão despreparados para ouvir “não” da vida. Atuar no aparelho da inteligência é uma arte que poucos aprendem. A vida é uma grande escola que pouco ensina para quem não sabe ler.

Pais e professores são parceiros na fantástica empreitada da educação.

Os professores fascinantes transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência. A educação passa por uma crise sem precedentes na história. Os alunos estão alienados, não se concentram, não têm prazer em aprender e são ansiosos. De quem é a culpa? Dos alunos ou pais? Nem de uns nem dos outros. As causas principais são frutos do sistema social que estimulou de maneira assustadora os fenômenos que constroem os pensamentos.

Os professores estão presentes na sala de aula e os alunos estão em outro mundo. Bons professores falam com a voz, professores fascinantes falam com os olhos. Entenda que somos criadores e vítimas do sistema social que valoriza o ter e não o ser, a estética e não o conteúdo, o consumo e não as idéias. Os professores fascinantes sabem que trabalhar com a emoção é mais complexo do que trabalhar com os mais intricados cálculos da física e da matemática. A emoção pode transformar ricos em paupérrimos, intelectuais em crianças, poderosos em frágeis seres.

Eduque a emoção com inteligência. Estimular o aluno a pensar antes de reagir, a não ter medo do medo, a ser líder de si mesmo, autor da sua história, a saber filtrar os estímulos estressantes e a trabalhar não apenas com fatos lógicos e problemas concretos, mas também com as contradições da vida. Educar a emoção também é se doar sem esperar retorno, ser fiel à sua consciência, extrair prazer dos pequenos estímulos da existência, saber perder, correr riscos para transformar os sonhos em realidade, ter coragem para andar por lugares desconhecidos. As escolas não estão conseguindo educar a emoção. Elas estão gerando jovens insensíveis, hipersensíveis ou alienados.

Precisamos formar jovens que tenham uma emoção rica, protegida e integrada. Professores fascinantes são profissionais revolucionários. Ninguém sabe avaliar o seu poder, nem eles mesmo. Eles mudam paradigmas,transformam o destino de um povo e um sistema social sem armas, tão-somente por prepararem seus alunos para a vida através do espetáculo das suas idéias. Os mestres fascinantes podem ser desprezados e ameaçados, mas sua força é imbatível. São incendiários que inflamam a sociedade com o calor da sua inteligência, compaixão e singeleza. São fascinantes porque são livres, são livres porque pensam, pensam porque amam solenemente a vida. Seus alunos adquirem um bem extraordinário: consciência crítica. Por isso, não são manipulados, controlados, chantageados. Num mundo de incertezas, eles sabem o que querem.

Os professores fascinantes são promotores de auto-estima.

Um educador jamais deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ele seja, diante dos outros. A exposição pública produz humilhação e traumas complexos difíceis de serem superados. Um educador deve valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa. Os pais ou professores só devem intervir publicamente quando um jovem ofendeu ou feriu alguém em público. Mesmo assim, devem agir com prudência para não colocar mais lenha no calor das tensões.

Quando dermos um espetáculo agressivo na frente das crianças, devemos pedir desculpas não apenas para o nosso cônjuge, mas também para os filhos, pela manifestação de intolerância a que assistiram. Se temos coragem para errar, devemos ter coragem para refazer nosso erro. Uma pessoa autoritária nem sempre é bruta e agressiva. Às vezes sua violência está disfarçada numa delicada imutabilidade e teimosia. Quantos pais perdem o amor dos filhos porque não sabem dialogar com eles quando são desafiados! Têm medo de que o diálogo lhes roube a autoridade. Alguns pais odeiam quando seus filhos comentam sobre suas falhas. Os pais que impõem sua autoridade são aqueles que têm receio das suas próprias fragilidades. Os limites devem ser colocados, mas não impostos.

Não compare seu filho com seus colegas. Cada jovem é um ser único no teatro da vida.

A pior maneira de preparar os jovens para a vida é colocá-los numa estufa e impedi-los de errar e sofrer.

Estimados educadores, temos de ter em mente que os fracos condenam, os fortes compreendem, os fracos julgam, os fortes perdoam. Mas não é possível ser forte sem perceber nossas limitações.

Se um jovem o magoou, fale dos seus sentimentos com ele. Se necessário, chore com ele. A maturidade de uma pessoa é revelada pela forma inteligente com que ela corrige alguém. Podemos ser heróis ou carrascos para os jovens. Jamais coloque limites sem dar explicações.

Para educar, use primeiro o silêncio e depois as idéias. Paciência é o segredo, a educação do afeto é sua meta. Por trás de cada aluno arredio, de cada jovem agressivo, há uma criança que precisa de afeto.

Educar é provocar a inteligência, é a arte dos desafios. A exposição interrogada transforma a informação em conhecimento, e o conhecimento, em experiência. O melhor professor não é o mais eloqüente, mas o que mais instiga e estimula a inteligência. Através da arte da pergunta, o professor estimula mais ainda o estresse positivo da dúvida. Ele cativa a atenção dos alunos e penetra no território da emoção e no anfiteatro de suas mentes. O conhecimento pronto estanca o saber e a dúvida provoca a inteligência.

Educar é contar histórias. Contar histórias é transformar a vida na brincadeira mais séria da sociedade. A vida tem perdas e problemas, mas deve ser vivida com otimismo, esperança e alegria. Pais e professores devem dançar a valsa da vida como contadores de histórias.

A educação moderna está em crise, porque não é humanizada, separa o pensador do conhecimento, o professor da matéria, o aluno da escola, enfim, separa o sujeito do objeto. Ela tem gerado jovens lógicos, que sabem lidar com números e máquinas, mas não com dificuldades, conflitos, contradições e desafios. Por isso, raramente produz executivos e profissionais excelentes, que saem da mesmice e fazem a diferença. Um professor influencia mais a personalidade dos alunos pelo que é do que pelo que sabe. Caros pais, vocês também possuem uma brilhante história. Falem de si mesmos, deixem seus filhos descobrirem seu mundo. Na escola dos meus sonhos cada criança é uma jóia única no teatro da existência, mais importante que todo o dinheiro do mundo.


CONCLUSÃO

Podemos concluir que a escola está formando máquinas e não seres humanos, nós podemos revolucionar a educação, sem esperar isso de outras pessoas, devemos contribuir com nossa parte.

O pilar da pirâmide da educação são os pais e professores. Juntos são formadores de personalidades.

Segundo o autor temos que levar os jovens a sonhar, se eles deixarem de acreditar na vida, não haverá futuro.

O mundo está carente de pessoas que querem humanizar o aprendizado, precisamos de pessoas que sabem conviver com os seus fracassos e que saibam refazer uma nova história de sua vida.

Ele afirma neste livro que a mudança na educação acontecerá usando as ferramentas apresentadas pelo autor para pais e professores brilhantes e mais do que tudo cultivar a emoção das pessoas antes de cultivar apenas a inteligência. Os pais não param para falar com seus filhos, nunca tem tempo para eles, pois o trabalho, o mundo dos negócios se tornou mais importante do que a família com isso os filhos sofrem a ausência dos pais. O diálogo e o carinho são fundamentais para a relação pais e filhos.

O autor nos mostra o quanto perguntar é importante para nossa vida, pois se você parar de perguntar você para de aprender e para de crescer. Nos mostra que a auto-estima salva vidas, devemos elogiar antes de criticar as pessoas.

Os pais e professores muitas vezes esquecem de elogiar seus filhos. O professor muitas vezes não conhece os alunos, não entram no mundo deles e perdem oportunidades de ajudar um aluno que talvez esteja precisando de uma palavra de incentivo.

Nós professores do futuro precisamos repensar todas essas técnicas que o autor nos mostra, mas o que realmente pode entender é que o amor, o respeito e a valorização de pais, filhos e professores caminham lado a lado. E que antes de criticar alguém temos que conhecer, ajudar e levantar a auto-estima desta maneira podemos salvar vidas, não deixar para depois uma conversa com alunos ou familiares, pois talvez o depois seja tarde demais.

O autor nos deixa claro que devemos acordar e formar seres humanos precisamos melhorar o nosso interior para vivermos um futuro melhor.

A sociedade infelizmente não valoriza o professor, mas nós alunos e futuros professores sabemos o valor de nossos mestres, se são exigentes hoje conosco devemos agradecer porque de uma coisa podemos ter certeza o mundo lá fora irá cobrar muito mais de todos nós.


BIBLIOGRAFIA

Cury, Augusto. Pais Brilhantes, Professores Fascinantes. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

Autor: Raquel Pereira Cotta

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