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ZIRALDO COMPLETOU 80 ANOS, PERERÊ 52

O cartunista Ziraldo comemora lançando uma caixa com 3 volumes de histórias em quadrinhos do Pererê editadas nos anos 60, mais umfac-símile da primeira edição, lançada em outubro de 1960.

O saci inspirado no lendário popular e o primeiro a militar na causa ecológica – o segundo foi Chico Bento, em 1961 – também carrega o mérito de ser a primeira revista em quadrinhos nacional a cores e de um único autor. O gibi circulou entre outubro de 1960 e abril de 1964 com uma tiragem média de 120 mil exemplares.
A partir de 2007, a Editora Globo editou em formato de álbum para venda em livrarias – “As Manias de Tininim”, por exemplo, foi selecionado pelo Ministério da Educação para o Programa Nacional Biblioteca da Escola -PNBE- 2009.

Desde então, a turma já foi inspirou especial de TV e cartilhas educativas, participou de campanhas publicitárias da FIAT e do Governo de Minas, inspirou série de selos postais e cartão telefônico, e foi icenciada para produtos escolares, peça de teatro e livros escolares.

LONGA EM ANIMAÇÃO
Estão previstos ainda o longa-metragem de animação “A Turma do Pererê – O Filme”, 35mm, 2D e 3D, com direção de Marcos Magalhães, com roteiro de Ziraldo; “A Turma do Pererê em Motion Comics”, uma série de 12 estórias em quadrinhos animados, para celulares, internet e novas mídias, com patrocínio do Oi Futuro; Neste domingo (24) o mineiro setentão receberá os amigos no Oi Futuro de Ipanema, das 13h às 18h.

CHICO MENDES VIRA PERSONAGEM
A ligação do artista com a natureza continua até hoje, como explica seu braço direito, Miguel Mendes. “Fizemos, sob a batuta do Ziraldo, um livro infantil que se chama A História de Chiquinho. O Ziraldo fez um Chiquinho Mendes e deu de presente para a filha do Chico, Elenira. Agora, pode ter outras pessoas fazendo um Chico Mendes infantil. Nós temos um plano de produzir mais material desse Chiquinho do Ziraldo”.


ZIRALDO

Eu era assim.

Fiquei quase assim

Hoje estou assim…

…de cabelos brancos de tanto andar por este país (como dizia Luiz Gonzaga).

Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. É o mais velho de uma família de sete irmãos. Seu nome vem da combinação dos nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai, Geraldo: assim, surgiu o nome Zi-raldo, único.

Passou a infância em Caratinga, onde cursou o Grupo Escolar Princesa Isabel. Em 1949 foi com o avô para o Rio de Janeiro, onde cursou dois anos no MABE (Moderna Associação de Ensino). Em 1950 voltou para Caratinga para fazer o Tiro de Guerra. Terminou o Científico no Colégio Nossa Senhora das Graças. Formou-se em Direito na Faculdade de Direito de Minas Gerais em Belo Horizonte, em 1957. No ano seguinte casou-se com D. Vilma (falecida no ano passado) após sete anos de namoro. O casal teve três filhos, Daniela, Fabrizia e Antônio, e quatro netos.

Apaixonado pelo desenho desde a mais tenra idade, Ziraldo desenhava em todos os lugares – na calçada, nas paredes, na sala de aula… Outra de suas paixões desde a infância é a leitura. Lia tudo que lhe caia nas mãos: Monteiro Lobato, Viriato Correa, Clemente Luz (O Mágico), e todas as revistas em quadrinhos da época. Já nesse momento, ao ler as páginas do primeiro “Gibi”, sentiu que ali estava o seu futuro.

A carreira de Ziraldo começou na revista Era Uma Vez…com colaborações mensais. Em 1954 começa a trabalhar no Jornal A Folha de Minas com uma página de humor. Por coincidência, foi esse mesmo jornal que publicou o seu primeiro desenho em 1939, quando tinha apenas seis anos de idade… Em 1957, começa a publicar seus trabalhos na revista A Cigarra, e posteriormente em O Cruzeiro. Em 1963 colabora com O Jornal do Brasil, onde até hoje publica diariamente uma tira de ‘comics’. Trabalhou, ainda na revista Visão e Fairplay.

No decorrer dos anos 60 seus cartuns e charges políticas começaram a aparecer na revista ‘O Cruzeiro’ e no ‘Jornal do Brasil’. Personagens como Jeremias, o Bom, a Supermãe e posteriormente o Mineirinho, tornaram-se popularíssimas. Por essa época, realizou seu sonho infantil: transformou-se num autor de ‘comics’ e lançou a primeira revista brasileira do gênero feito por um só autor, reunindo uma turma chefiada pelo Saci Pererê, figura mais importante do imaginário brasileiro. Os personagens dessa turma incluíam-se um pequeno índio, e vários animais formadores do universo folclórico brasileiro tais como a onça, o jabuti, o tatu, o coelho e a coruja. A Turma do Pererê marcou época na história dos quadrinhos no Brasil.

Em 1964, com a tomada do poder pelos militares, a revista encerrou sua carreira. Era nacionalista demais para sobreviver ao golpe fascista no Brasil. Entretanto, a força desses personagens, tão tipicamente brasileiros, resistiu aos duros anos do militarismo. Em 1973, a Editora Primor, do Rio de Janeiro, viria a reeditar em três álbuns uma seleção das melhores histórias do Saci Pererê com o nome – A Turma do Pererê. As histórias passaram então a fazer parte de vários livros didáticos publicados no país, ajudando a criança brasileira a conhecer melhor sua cultura.

Durante o período da Ditadura Militar (1964-1984), Ziraldo realizou um trabalho intenso de resistência à repressão. Fundou, junto com outros humoristas, o mais importante jornal não-conformista da história da imprensa brasileira, ‘O Pasquim’ (que já está no prelo para voltar às bancas). Quando foi editado o AI-5, durante a Revolução Militar, muita gente contrária ao regime, procurou se esconder para fugir à prisão. Ziraldo passou a noite ajudando a esconder os amigos e não se preocupou consigo mesmo. No dia seguinte à edição do famigerado Ato, foi preso em sua residência e levado para o Forte de Copacabana, por ser considerado um elemento perigoso.

Em 1968, Ziraldo teve reconhecido o seu talento internacionalmente, com a publicação de suas produções na revista Graphis, uma espécie de Panthéon das artes gráficas. Teve ainda trabalhos publicados nas revistas internacionais ‘Penthouse’ e ‘Private Eye’ (Inglaterra), ‘Plexus’ e ‘Planète’ (França) e ‘Mad’ (Estados Unidos).

No ano de 1969 grandes acontecimentos marcaram a vida do artista. Ganhou o Oscar Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e o prêmio ‘Merghantealler’, prêmio máximo da imprensa livre da América Latina, patrocinado pela Associação Internacional de Imprensa, recebido em Caracas, Venezuela. Foi convidado a desenhar o cartaz anual da Unicef, honraria concedida pela primeira vez a um artista latino.

Ziraldo fez um mural para a inauguração do Canecão, casa noturna do Rio de Janeiro, numa parede de mais de cento e oitenta metros quadrados. Esta obra foi reproduzida em várias revistas do mundo, mas encontra-se hoje escondida atrás de um painel de madeira. Foi ainda nesse ano que publicou seu primeiro livro infantil, ‘Flicts’. É a história de uma cor que não encontrava seu lugar no mundo. Nesse livro usou o máximo de cores e o mínimo de palavras. A Embaixada Dos Estados Unidos no Brasil presenteou com um exemplar os astronautas americanos que pisaram na lua pela primeira vez, quando de sua visita ao Brasil. Neil Armstrong, um dos astronautas leu o livro e comovido, escreveu ao autor: The moon is FLICTS.

Na década de 70, com seu trabalho já consagrado, Ziraldo prosseguiu abrindo caminhos no Brasil e no mundo. Desde 1972, seus trabalhos são sempre selecionados pela revista Graphis-Anual e Graphis Porter. Diversas revistas internacionais usam seus desenhos em capas, inclusive Vision, Playboy, e a GQ (Gentlemen’s Quaterly). Os seus cartuns percorrem revistas de várias partes do mundo. Alguns de seus desenhos foram selecionados para fazer parte do acervo do Museu da Caricatura de Basiléia, na Suíça.

A partir de 1979 Ziraldo passou a dedicar mais tempo à sua antiga paixão: escrever histórias para crianças. Nesse ano publicou ‘O Planeta Lilás’, um poema de amor ao livro, onde ele mostra que o livro é maior que o Universo que cabe inteirinho dentro de suas páginas.

Em 1980, Ziraldo recebeu sua maior consagração como autor infantil na Bienal do Livro de São Paulo, com o lançamento de ‘O Menino Maluquinho’. O livro se transformou no maior sucesso editorial da Feira e ganhou o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em São Paulo. Esse livro foi adaptado para o teatro, cinema, WWW, e em ópera infantil pelo Maestro Ernani Aguiar. O Menino Maluquinho virou um verdadeiro símbolo do Menino Nacional e pulou para as telas de cinema há poucos anos, com grande sucesso.

Em 1994, O Menino Maluquinho, o Bichinho da Maçã, a Turma do Pererê  e o próprio Saci Pererê, transformaram-se em selos comemorativos do Natal. Os livros de Ziraldo já foram traduzidos para várias línguas, entre elas, espanhol, italiano, inglês, alemão, francês e basco.

Ziraldo fez cartazes para inúmeros filmes do cinema brasileiro como Os Fuzis, Os Cafajestes, Selva Trágica, Os Mendigos, etc. Foi no Rio de Janeiro que Ziraldo se consagrou como um dos artistas gráficos mais conhecidos e respeitados nacional e internacionalmente.

ALGUMAS OBRAS:

http://ziraldo.comprar-livro.com.br/

Fonte: www.ziraldo.com/historia

Alfabeto e Números dos Super Heróis

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