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TEMPOS MODERNOS

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1-Título do filme : TEMPOS MODERNOS

2- País de Produção: E.U.A .

3- Diretor : CHARLIE CHAPLIM

4- Ano de produção : 1936

5- Duração : 85 minutos

6- Distribuidora : CONTINENTAL HOME VÍDEO

7- Assunto : A condição do operário na grande indústria durante a depressão dos anos 30.

8- Resumo : O filme faz uma crítica ao capitalismo e ao modelo industrial.

ROTEIRO:

1- Relação trabalho intelectual e trabalho manual.

O presidente da fábrica, do seu escritório, comandava  e vigiava tudo. As ordens eram passadas a um funcionário que se encarregava de repassá-las aos operários que executavam o que era mandado. Era  um trabalho meramente mecânico. O rítimo  de trabalho dos operários era determinado pela velocidade das máquinas, que ficava a cargo de um técnico que a controlava. Todo trabalho era em série, visando só a produtividade .Portanto o trabalho intelectual era exercido por quem comandava e o trabalho manual por aqueles que trabalhavam pesados: os operários.

2- O controle sobre o processo de trabalho.

Os operários eram controlados através do sistema de cartão de ponto , pelo circuito interno de TV. A todo momento , os operários eram vigiados tendo apenas os intervalos do lanche que também era pré-determinado, ao toque da sineta voltavam ao rítimo alucinante de produção contínua.

3- A fragmentação e desqualificação do trabalho.

Sendo um processo de produção fragmentado, para aumentar o desempenho do operário a produção é dividida em várias operações. Cada operário executa uma única etapa, cada um tendo uma função específica e sempre do mesmo jeito, o que o aliena  do processo de trabalho.

Pesquisadora Americana Fala na COPPE sobre Reengenharia e Gestão por Stress

A conferência da jornalista e pesquisadora americana Jane Slaughter, que esteve na COPPE no início do mês de maio, revelou aspectos inusitados dos modernos sistemas produtivos, que vêm se expandindo pelo mundo através da globalização. “Reengenharia e Gestão por Stress” foi o tema da palestra de Slaughter, co-autora do livro Lean Work, que vem fazendo grande sucesso no mercado internacional. Nele expõe as contradições da chamada revolução do sistema de produção, o Toyotismo (Lean Production), e aponta os custos sociais causados por estas novas técnicas,com exemplos de deixar de cabelo em pé até mesmo os mais fanáticos defensores do neoliberalismo. A jornalista demonstra que ficou apenas no sonho a teoria de que “no futuro” as novas tecnologias e os modernos sistemas de produção poupariam tempo e esforço, garantindo ao trabalhador o aumento do número de horas disponíveis ao lazer. Segundo ela, o que se constata no presente é que o trabalhador é que teve que se ajustar à velocidade e aos padrões impostos pelas novas tecnologias e novos sistemas de produção, tornando-se a principal vítima do que denomina gestão por stress.

A pesquisadora trabalhou até 1976 como operária numa fábrica da GM e há 15 anos responde pela editoria de economia do jornal Labor Notes, de Detroit. Seu livro Lean Work, recentemente publicado, vem causando grande polêmica nos EUA, principalmente por apontar as falhas na teoria dos professores da Universidade de Massachusetts, James Womack, Daniel Jones e Daniel Roos, autores do best seller “A Máquina que Mudou o Mundo”. “A Lean Production não foi inventada, mas aperfeiçoada pela Toyota. Na verdade é um acréscimo ao Fordismo. Os autores do MIT ampliam e exageram o papel deste modelo. É diferente, mas nem tanto”, explicou Slaughter.

Gestão por Stress

Cena do filme “Tempos Modernos”, 1936

Os trabalhadores que estão inseridos em sistemas de produção que adotaram a Lean Production suportam pressões enormes. Durante a palestra a pesquisadora citou como exemplo de gestão por stress um sistema implantado em algumas fábricas das grandes indústrias automobilísticas.

Segundo ela, painéis são instalados em cima dos diferentes setores da linha de montagem. Neles acendem luzes que podem ser verdes, amarelas ou vermelhas, que significam respectivamente: Ok, dificuldades e produção parada. Perto de cada um dos operários pende uma cordinha que ao ser puxada acende a luz amarela no setor. Quando isto acontece toca uma música que serve de sinal para o coordenador do setor afetado.

A partir desse instante ele terá que identificar e tentar resolver o problema no tempo padrão que pode ser, por exemplo, 15 minutos. Quando ele consegue resolver o problema puxa a cordinha novamente e a luz volta a ser verde.

Mas se ele não conseguir fazer isso nesse tempo a linha de produção para. “O sistema não depende de um grande número de supervisores para controlar a produtividade. Quando alguém comete um erro, na hora uma luz acende, identifica o “culpado”, para que todos saibam quem foi. Os efeitos do erro são ampliados artificialmente, para fazer com que os empregados se sintam culpados e apavorados, conseguindo assim que eles tenham atenção redobrada”, explicou Jane.

No decorrer da palestra Jane fez uma pausa e perguntou ao auditório qual seria a cor da luz que os gerentes de uma fábrica gostariam de ver sempre acesa nos painéis. A maioria respondeu que seria o verde. Errado. O ideal para eles é uma mistura de verde e amarelo. Pode parecer inacreditável ma é que de acordo com a lógica deste sistema, se a luz estiver sempre verde, indica que os trabalhadores conseguem realizar suas funções tranquilamente. Neste sentido, os gerentes deduzem que estam perdendo dinheiro, pois poderiam fazê-los trabalhar mais. Verde e amarelo indicam que os empregados estão trabalhando no limite.

Outro exemplo dos métodos adotados para elevar ao máximo a produtividade é o chamado Killer Software. Imagine que você trabalha no setor de compras de uma empresa e que por algum motivo um dos fornecedores não entregou a remessa X a tempo e você não informou o fato ao seu superior. A função do killer é detectar estas falhas. Quando o software “percebe” que a remessa X nao está registrada ele age. De repente todo o sistema de compras trava e todos ficam sabendo que foi sua responsabilidade. Por sua causa ninguém mais pode entrar no sistema e a companhia está tendo prejuízos. Humilhação automática.

Neste tipo de sistema produtivo existe um envolvimento forçado dos trabalhadores na chamada gestão participativa, cuja base é a filosofia denominada Kai Zen ou melhoria continua. “A Lean Production tem por objetivo não desperdiçar nada. Material, espaço físico, trabalhadores, tudo tem que ser mínimo. Eu comparo este processo a uma anorexia profunda que diminui cada vez mais e mais o que é considerado necessário”, denunciou Slaugther.

A jornalista também relatou o que assistiu numa das fábricas da Mazda. Os gerentes delimitam com linhas brancas o espaço em que o operários devem se movimentar para conseguir realizar uma determinada função, em 120 segundos cronometrados. Por incrível que pareça, atualmente eles conseguiram “enxugar” ainda mais o sistema. Hoje este espaço foi subdividido em 10 partes e em cada uma delas o trabalhador tem que se movimentar em apenas 12 segundos.

Qualidade de Vida

Ao contrário da imagem propagada pelos defensores da produção enxuta, do fordismo ao toyotismo aconteceram poucas mudanças no que se refere a qualidade de vida do trabalhador. Atualmente, além do desemprego, que atinge vários países, ele tem que sobreviver ao stress provocado pelos novos sistemas de produção atrelados às modernas tecnologias.

Alguns anos atrás, quando os trabalhadores atingiam uma certa idade eram realocados em serviços menos sacrificados. Mas hoje em dia os serviços mais simples são terceirizados, as empresas pagam US$6/h por um serviço que custaria US$19/h. Atualmente os trabalhadores mais velhos têm que acompanhar o ritmo jovens até a aposentadoria.

Numa pesquisa realizada entre empregados de fábricas sobre o tema, apenas 27% dos entrevistados acreditavam que conseguiriam chegar à aposentadoria com saúde. Os outros 73% afirmaram que não aguentariam o ritmo de trabalho e terminariam abandonando o emprego ou que sofreriam algum acidente de trabalho antes de se aposentar.

Segundo Slaughter, a Lean Production está começando a fazer vítimas entre os próprios tigres asiáticos. Recentemente os operários japoneses das grandes fábricas automobilísticas solicitaram a redução da jornada de trabalho de 2 mil e 200 para 1 mil e 800 horas/ ano. Ou seja, nem o milenar espírito oriental de trabalho resistiu à voracidade dos tempos modernos.

httpv://www.youtube.com/watch?v=XFXg7nEa7vQ

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