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TELEVISÃO: HEROÍNA OU VILÃ?

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“Nosso século presenciou o triunfo da ação à distância. Hoje, aperta-se um botão e entra-se em comunicação com Pequim. Aperta-se um botão e um país inteiro explode. Aperta-se um botão e um foguete é lançado a Marte. A ação a distância salva numerosas vidas, mas irresponsabiliza o crime.” (Umberto Eco).

AUTORA

Soraya Mendonça Marques
(Pedagoga, Pós-Graduanda em Educação Infantil).

RESUMO

Este trabalho foi elaborado a partir de aulas práticas apresentadas em sala de aula, pesquisas bibliográficas, leitura de artigos, etc., tendo como objetivo principal, mostrar a forma como a televisão interfere na nossa vida e dos nossos filhos dentro ou fora de casa, mostrando também a maneira demasiadamente valorizada em que é tratada na atualidade.

INTRODUÇÃO

A televisão foi ganhando espaço até se tornar um meio de comunicação indispensável, fato este verificável. O artigo visa debater sobre as questões a este tema relacionado. Estamos nós críticos o suficiente para não aceitar passivamente tudo que é visto na televisão? Qual o papel da televisão na construção da educação? Quais os benefícios e prejuízos?

DESENVOLVIMENTO

É admirável a potente capacidade de manipulação e massificação presente nos Meios de Comunicação de Massa. Desde os tempos mais remotos a sociedade vem aprendendo a lidar com as novas tecnologias, ícones dos tempos modernos, e delas absorvendo atitudes e ideologias umas coerentes, outras não.

A Indústria Cultural – indústria que transforma informação em mercadoria – é a responsável pela crescente e recente “fábrica” de ideologias padrões, impostas principalmente pela mídia eletrônica e considerada o mais importante agente no atual esfriamento das relações humanas.

Isto posto, é real e perceptível o grande avanço proporcionado por tais tecnologias, como a minorização virtual do mundo e a habitual e invejável comodidade a qual temos acesso, e isso achamos ser a evolução. Estamos sim, nos distanciando cada vez mais das pessoas, nos relacionando cada vez menos, e achando que toda essa “evolução” é maravilhosa e de acordo com Sancho (1998):

As novíssimas tecnologias da informação e a comunicação, com seu poder multiplicador e sua aplicabilidade a todas as tarefas humanas, desde o lar, a indústria e o comércio até a pesquisa e o ensino, passando pelo lazer e a cultura, contribuíram de forma significativa para o avanço de um tipo de pensamento hegemônico. (…) Neste mundo cada vez mais artificial e dominado pelos objetos feitos industrialmente, os indivíduos e os grupos, mais do que desenvolver e utilizar as tecnologias para adaptar o meio às suas necessidades, têm que desenvolver ou adquirir capacidade e habilidades cada vez mais complexas para entender ninimamente seu próprio ambiente. (p.11)

Para muitas pessoas a televisão é um compêndio de todas as suas esperanças: é aquilo que de mais importante ocorre em sua vida ao longo do dia. Como “totem”, a televisão é vestígio do que é sagrado, de quem as tribos modernas esperam todo tipo de benefício. É a nova religião. E isso ocorre porque, recuperando o sentido etimológico do termo, provoca uma re-ligare, ou seja, uma nova forma de ligar o cidadão com o mundo, uma nova forma de relacioná-los com a realidade.

Como nas tribos primitivas, a televisão como “totem” gera uma série de exigências e proibições. Em muitas famílias condiciona tanto a organização do tempo como a do espaço.
Como símbolo de identidade e como gerador de exigências, como meio benfeitor e como gerador de dependências, a televisão como totem provoca uma ambivalência afetiva. Ela é amada e odiada, desejada e desprezada. E tudo isso se manifesta na multiplicidade de expressões com que é conhecida: a escola paralela, a sala de aula sem paredes, a aula eletrônica, a caixa sábia, a caixa tola, a caixa mágica, a babá eletrônica, etc.

Referindo-se diretamente à televisão é correto afirmar que se trata do mais acessível e comum meio de comunicação, capaz de induzir pensamentos, ditar normas, distorcer valores familiares, transgredir a ética e transformar os lares em verdadeiras arenas.

Quando, às vezes, usando o controle remoto e ligando a televisão em um desses canais, o que mais vemos é hipocrisia e briga pelo maior índice de audiência entre as concorrentes. Será que é esse o tipo de programação que a população deseja ou é a única opção, visto que entra em nossa casa sem pedir licença, sem preocupar-se se tem menores vendo aquelas barbaridades?

Como poderíamos nós, simples mortais, interferir nesta guerra de audiência? Como? Usando o ímpeto ou tornarmos ineptos perante tal situação? Afirma Teixeira (1987):

Num contexto social, onde a mãe é levada para fora do lar, por uma real necessidade de contribuir para o orçamento doméstico, ou por outros motivos, que vão desde fatores socioculturais até os de ordem pessoal, geralmente a criança passa grande parte do dia, diante do aparelho de televisão, muitas das vezes induzida pela pessoa responsável que vê no “mágico aparelho” um auxiliar que atrai a criança, enquanto libera para outros afazeres. (p.11)

As grandes programações são colocadas em horários totalmente inadequados, as que aliciam menores sobrepõe todas as outras, ganhando até mesmo de outros meios tecnológicos. A maioria dos programas apresenta combates do bem contra o mal, nos quais crianças guerreiras movidas pela honra daqueles que exibem valor e lealdade, nem sempre são recompensadas geralmente nas tramas. Aqueles que demonstram ganância e egoísmo muitas vezes não são punidos, saindo como verdadeiros heróis.

O mais impressionante nisso tudo é que, apesar da enorme quantidade, a violência que está sendo exibida na televisão na maioria das vezes não é questionada pelos pais. Às vezes, são obrigados a deixar as crianças em casa para trabalhar, e a tendo como o único recurso, apelam para a “babá eletrônica”. A maioria dos pais já está acostumada à violência, pois eles próprios cresceram juntos com ela, em preto-e-branco ou a cores. Segundo Teixeira (1987):

Na atual sociedade de massas em que vivemos o homem está se desconhecendo cada vez mais. A moradia, quase sempre, se concebe simplesmente como um lugar de repouso transitório. Do espaço reservado nela à criança, dos objetos que lhe são familiares, depende em grande parte seu comportamento na primeira idade; o destaque que é dado ao aparelho de televisão, na maioria de nossas habitações, segue a criança de perto, chegando freqüentemente a sua “babá eletrônica”. (p.11).

A programação televisiva é repleta de ação, apesar de poder ser, de fato, considerada benigna ou maligna se comparada aos programas que contêm material que vai de sexo e violência explícitos voltados para adultos até aos entretenimentos adequados para espectadores mais jovens.

A indústria da televisão viveu nos últimos anos uma grande transformação, passando de uns poucos para um sistema de múltiplos canais, embora eles não sejam de modo algum acessíveis a todos. Transformou-se em um sistema muito mais global, muito mais comercial, o que tem conseqüências para as crianças. Ficou ainda mais difícil exigir que sejam produzidos produtos específicos para essa faixa de público afirma Teixeira em seu livro “A criança e a televisão: amigos ou inimigos”?
(1987, p.25).
Segundo os autores Sancho, Teixeira, Fischer, Saviani e Paiva:

Argumenta-se: Bem, as crianças acabam assistindo a programas de adultos do mesmo jeito, porque iriam precisar de programas feitos só para elas? É uma das discussões que precisamos enfrentar. Outro problema é o fato de que as crianças foram descobertas enquanto um grande mercado em potencial. E a televisão, principalmente, busca atingir comercialmente esse mercado. A questão é: quais são os direitos das crianças nesse contexto? Tudo parece ser visto em termos da exploração de crianças vulneráveis – o que até pode ser uma forma muito dramática de referir-me à questão, mas de fato o problema é sério. Quando referimos em direitos, pensamos no que é que as crianças e jovens têm direito de ver na TV?

Diz Fischer (2001):

Quando o estudo da televisão se torna uma prática freqüente no espaço escolar – em qualquer nível -, é possível que professores e alunos se dêem conta de como assumem relevância certos temas na sociedade, na medida em que se tornem públicos, debatidos nesse espaço amplo da televisão. (…) Havendo um trabalho sistemático de estudos dos materiais da mídia, é bem provável que outras temáticas sejam apontadas; e dependerá muito do professor, de sua sensibilidade, aproveitar essas descobertas e transformá-las numa fonte inesgotável de formação dos mais jovens: formação em relação ao senso e ao gosto estético, ao debate político, ao debate e à expressão de idéias, opiniões e posicionamentos éticos, e assim por diante. (p.101)

Também, é possível fazermos à análise do que está sendo mostrado ao público jovem, tanto em termos da grade de programação quanto em termos da qualidade dos programas. É o caso do Brasil em que a questão tem a ver com a distância entre pobres e ricos: ricos em tecnologia e pobres em tecnologia. Só uma pequena parte da população tem acesso a cabo e satélite. Vale insistir em que os canais públicos devem proporcionar de graça prazer e informação de qualidade para o público infanto-juvenil. Não se pode entregar todas as decisões para o mercado imaginando que ele irá fazer o que é necessário.

Reforça Paiva que,

(…) não é menos verdadeiro que aos demais deverá caber a aquisição da capacidade de natureza abstrata, reforçada por mais uma ampla formação de natureza cultural, de capacitação para o desenvolvimento do potencial criativo e para independência, de modo a poder facilitar o engajamento em atividades autônomas e iniciativas individuais. Para os “excluídos”, abre-se à contraditória possibilidade da “vida alternativa”, “em pequeno”; conectada ao subemprego que ao mesmo tempo limita e libera o indivíduo, tornando-o dono do seu tempo e mestre de sua atividade, lançando-o diante de grandes riscos, mas também lhe abrindo novas chances. Esta realidade exige uma formação para a iniciativa, para o empreendimento pessoal, que deve abranger toda a população, porque, na verdade, qualquer parcela pode ser atingida pela exclusão em algum momento da vida. (1990:56-57).

Em outros países, parece a haver um consenso de que a violência na televisão contribui significativamente para a violência na sociedade. Aqui no Brasil também têm essa visão, mas para muitos a questão é basicamente política. Nos EUA, as pessoas culpam a TV pela violência, porque não conseguem encarar as causas da mesma, que são questões mais complicadas, como a desigualdade social e o racismo que lá impera.

Os meios de comunicação têm uma grande parcela de culpa pela violência social, mas há muitas pessoas que dizem que essa é uma questão muito mais complicada, que temos que investigar com muito mais cuidado se quisermos saber por que as pessoas se interessam pela violência na TV. E levar em conta os prazeres envolvidos nisso, em vez de tirarmos conclusões simplistas dentro desses esquemas de estímulo-resposta, causa-efeito. Para Teixeira (1987).

Segundo o professor Charles Atkins, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, o tipo de violência mais assimilável pela criança, através da TV, é aquela que enfatiza a luta física.(…) Filmes de crime e polícia são mais perniciosos que as cenas “fortes” dos desenhos animados. Mas, mais perniciosas ainda são as imagens reais de violência: aquelas mostradas nos noticiários que as crianças assistem muito. De qualquer forma, as crianças que presenciam na televisão cenas de violência são duas vezes mais agressivas do que aquelas que não o fazem.
Para o professor Marco Antônio Rodrigues Dias, vice-reitor da Universidade de Brasília é a violência gratuita a mais assimilável, pois a criança passa a ser colocada diante desses fatos, como se fossem os mais normais possíveis. Acontece que a solução de todos os problemas passa estar na violência – o que não pode ser benéfico. (p.18)

Um dos problemas mais sérios é que cada vez mais fica difícil censurar ou controlar a violência nos meios de comunicação. O que precisamos fazer é encontrar um jeito de capacitar os espectadores a fazerem suas próprias escolhas, escolhas bem-informadas. É nesse contexto que a escola deve entrar principalmente os professores servindo de agentes, para formar alunos capacitados a selecionar o que é bom ou o que é ruim, a ser reflexivo e crítico. Segundo Sancho (1998):
Na maioria dos profissionais da educação já existe a consciência de que cada pessoa é diferente das outras, que cada uma tem as suas necessidades próprias, seus objetivos pessoais, um estilo cognitivo determinado, que cada pessoa usa as estratégias de aprendizagem que lhe são mais positivas, possui um ritmo de aprendizagem específico, etc. Além disso, quando se trata de estudantes adolescentes ou adultos, é preciso acrescentar novos elementos, como as diferentes disponibilidades horárias, as responsabilidades adquiridas ou o aumento da capacidade de determinação pessoais de necessidades e objetivos. Assim parece óbvio que é preciso adaptar o ensino a todos estes fatores.
Esta reflexão não é nova. As diferenças sempre têm sido reconhecidas. Mas, antes, eram vistas como um problema a ser eliminado, uma dificuldade a mais para o educador. Em uma fase posterior, considerava-se que esta diversidade devia ser considerada e isso já bastava. No entanto, agora se considera que é a partir daí que devemos organizar a formação e é nos traços diferenciais que devemos fundamentar a tarefa de formação: as capacidades de cada pessoa representam uma grande riqueza que é conveniente aproveitar.
Parece que, neste caso, na inovação que isto tudo representa, agirão em conjunto, tanto aqueles que se dedicam à pesquisa dos aspectos mais teóricos como aqueles que têm responsabilidades diretas na atividade de formação. Estes dois grupos, às vezes com pouca comunicação entre si, começam a mostrar um interesse convergente no trabalho dirigido a proporcionar uma formação cada vez mais adaptada a cada pessoa em particular. (185)

Muitas vezes os pais não permitem que seus filhos possam ver, por exemplo, um filme de horror com elementos sobrenaturais, porque sabem que ele vai ficar assustado. Mas, não se importam que ele veja programas com exagerado números de palavrões, que escuta de qualquer maneira à sua volta. Todos os pais deveriam definir critérios nessa hora. Não têm a ver só com a idade da criança, mas com a pessoa que aquela criança é, com os padrões que você quer manter, sendo que estes variam de um sujeito para outro.

De fato as bases da sociedade são criadas pelos padrões e valores por ela impostos, e se os membros desta sociedade não se mobilizam por problemas de caráter social e ético, é real a necessidade de reverem os mesmos. Para Saviani (2000):

Eu diria que a nível estrutural, o contexto econômico atual se caracteriza por aquilo que eu chamaria “a radicalização do processo de desenvolvimento capitalista no Brasil”. Na verdade o projeto de desenvolvimento capitalista no Brasil toma formas mais nítidas depois de 30 e vai se aprofundando, progressivamente, até assumir formas mais radicais no período posterior a 64. O que nós tivemos então, neste período, é justamente o aprofundamento capitalista que tende a se expandir para todo território nacional e abarcar todo o conjunto da sociedade.

A cultura “recebeu” o sentido de imediato devido à imagem, este sentido é valorizado no ritmo acelerado do discurso da televisão e no caráter concreto dos seus significantes. A televisão é beneficiada pela aproximação da realidade da mente humana, e pela capacidade de entendê-la com muito menos esforço do que o que seria gasto lendo um livro.

A narrativa audio-visuial aumenta o sentido dinâmico e imediato no qual o telespectador vive imerso no seu cotidiano, ao contrário da leitura. Há também o aspecto prazeroso, a satisfação instantânea que a televisão proporciona. E quando ela não existe, basta apenas mudar de canal e procurá-la em outro programa.

É de fundamental importância que todos os cidadãos envolvidos nesse processo de formação, informação, comunicação com uma criança, estejam cientes que a televisão tornou-se um dos mais concorridos passatempos de nossa época.
Porém, é bom lembrar que nela estão inseridos vários aspectos de ordem positiva e negativa. De fato, ela é um meio de informação, instrução e recreação barato, confortável e diversificada, mas não podemos negar que a TV tem esfriado as relações sociais, tornando as pessoas mais individualistas e compulsivas.

Será que vale a pena trocar um bom diálogo com filho, marido, esposa, amigos, por uma novela, um filme de ação ou de terror?

São os diálogos que favorecem o desenvolvimento da personalidade de qualquer ser humano, que necessita a todo instante de uma interação. A televisão é capaz de substituir tudo isso?

CONCLUSÃO

Cabe a nós a decisão: uma família bem estruturada ou valores degradados por certos programas de televisão que nada acrescentam no alicerce de conhecimento?

Vivendo em meio a um mundo que pratica sua falsa realidade, aquela semelhante mostrada na televisão, com planos acelerados, falta de coerência e com a possibilidade de mudar o canal sempre que não nos interessamos pelo que é mostrado, nossas crianças estão se tornando velhos, nossos jovens perdem algumas de suas capacidades com o simples argumento da compensação de estarem desenvolvendo outros não tão importantes.

Mas, a decepção vem apenas quando é percebido que não se pode ser um zapping na vida real, que ela não é tão estimulante, colorida e simples quanto àquela mostrada na sala de aula.

Vale mais a capacidade lógica e crítica criada pela leitura de um livro do que a inquietação e impaciência desenvolvidas pela televisão. Não existe um controle remoto para mudar a realidade, ela deve ser construída.
REFERÊNCIAS:

FISCHER, Maria Rosa Bueno. Televisão e educação: fruir e pensar a TV. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
PAIVA, Vanilda. Produção, qualificação e currículo. Revista Educação e Sociedade. São Paulo, nº 37, 1990.
SAVIANI, Demerval. Educação: o senso comum à consciência filosófica. 13. ed.Campinas,SP: Autores Associados, 2000.
SANCHO, Juana M. Para Uma Tecnologia Educacional. Porto alegre: Artes Médicas, 1998.
TEIXEIRA, Luiz Monteiro. A criança e a televisão: amigos ou inimigos? 2. ed. São Paulo: Loyola, 1987.

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4 respostas para “TELEVISÃO: HEROÍNA OU VILÃ?”

  1. Olá…respeito toda e qualquer opinião, mais pra mim, a tv é uma heroína, apesar dos programas podres, mais tem muita coisa útil pra se assistir sim, é só procurar…e a meu ver a tv só faz a cabeça de quem já tem ela meio desparafusada…rsrs…um abraço.

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