Planos de Aula BNCC

Como escolher jogos pedagógicos cooperativos para desenvolver habilidades socioemocionais em crianças com TDAH, dislexia e TEA

Descubra como selecionar jogos pedagógicos cooperativos para desenvolver habilidades socioemocionais em crianças com TDAH, dislexia e TEA de forma inclusiva.

Como escolher jogos pedagógicos cooperativos para desenvolver habilidades socioemocionais em crianças com TDAH, dislexia e TEA

Na busca por estratégias que integrem aprendizado cognitivo e emocional, os jogos pedagógicos cooperativos surgem como ferramentas poderosas para crianças com TDAH, dislexia e TEA. Esse tipo de jogos pedagógicos cooperativos incentiva a colaboração, fortalece a autoestima e promove a autorregulação, contribuindo para um ambiente de aprendizagem inclusivo e acolhedor.

Ao aplicar essas atividades, educadores e psicopedagogos conseguem estimular não apenas competências acadêmicas, mas também habilidades socioemocionais essenciais, como empatia, comunicação assertiva e controle emocional. A seguir, exploramos os principais benefícios, critérios de escolha e recomendações de títulos para potencializar suas sessões psicopedagógicas e aulas inclusivas.

Benefícios dos jogos pedagógicos cooperativos no desenvolvimento socioemocional

Os jogos pedagógicos cooperativos diferenciam-se dos jogos competitivos ao favorecer a parceria entre as crianças, transformando-as em agentes ativos do próprio aprendizado e do aprendizado coletivo. Entre as vantagens, destacam-se:

Fortalecimento de habilidades de colaboração

Participar de jogos cooperativos exige que os alunos compartilhem recursos, planejem estratégias e ajudem uns aos outros a alcançar metas comuns. Essa dinâmica reforça a importância da cooperação e do trabalho em equipe, competências valorizadas tanto no ambiente escolar quanto na vida adulta.

Promoção do autocontrole e autorregulação

Ao lidar com regras compartilhadas e objetivos conjuntos, as crianças aprendem a controlar impulsos, esperar a sua vez e respeitar o ritmo dos colegas. Essas práticas contribuem para o desenvolvimento do autocontrole, aspecto fundamental no manejo de sintomas de TDAH e na regulação emocional de indivíduos com TEA.

Estimulação de empatia e comunicação

Durante o jogo, os participantes precisam se colocar no lugar do outro, entender suas necessidades e trocar feedbacks. Esse processo favorece o desenvolvimento da empatia e aprimora habilidades de comunicação verbal e não verbal, promovendo um ambiente mais harmônico.

Critérios para escolher jogos cooperativos adequados

Selecionar o jogo ideal envolve avaliar características que se alinhem ao perfil do grupo e aos objetivos terapêuticos ou pedagógicos definidos. Veja os principais critérios:

Adequação à faixa etária e ao perfil cognitivo

Cada jogo possui uma faixa etária recomendada e um grau de complexidade que deve considerar o nível cognitivo e o estágio de desenvolvimento socioemocional das crianças. Jogos muito simples podem desmotivar, enquanto jogos muito complexos podem gerar frustração.

Componentes sensoriais e psicopedagógicos

Integrar elementos sensoriais, como texturas, cores vibrantes e sons, potencializa a atenção e o engajamento. Além disso, é essencial que o jogo ofereça desafios graduais, possibilitando o progresso e a adaptação das regras conforme a evolução dos participantes. Para explorar atividades complementares, confira o nosso artigo sobre materiais sensoriais para dislexia.

Nível de complexidade e possibilidades de customização

Opte por títulos que permitam ajustes de regras e objetivos, adaptando o grau de desafio à turma ou ao atendimento individual. Jogos flexíveis garantem uma maior durabilidade pedagógica e atendem diferentes necessidades ao longo do tempo.

Top 5 jogos pedagógicos cooperativos recomendados

Apresentamos cinco sugestões de jogos cooperativos selecionados para desenvolver habilidades socioemocionais em crianças com TDAH, dislexia e TEA. Cada opção está disponível em diversas versões e pode ser adquirida no link abaixo:

  • 1. Jogo Cooperativo “Construindo Juntos”

    Em “Construindo Juntos”, as crianças unem blocos de montar para criar formas específicas dentro de um tempo limitado, incentivando a comunicação e o planejamento em grupo. Ideal para trabalhar coordenação motora e paciência em grupos de 3 a 6 anos. Adquira em jogos cooperativos crianças.

  • 2. Jogo Sensorial “Caminho Harmônico”

    Este jogo reúne tabuleiro, peças táteis e cartões de desafios emocionais. Os participantes avançam coletando peças que representam emoções, discutindo cada sentimento ao longo do trajeto. Excelente para explorar reconhecimento emocional e empatia. Encontre em jogos sensoriais cooperativos.

  • 3. “Missão Colaborativa”

    “Missão Colaborativa” propõe diferentes cenários (resgate, expedição, construção) em que as crianças precisam cooperar para superar obstáculos. Oferece cartas de estratégia e papéis distintos, favorecendo a flexibilização de regras conforme o perfil do grupo. Saiba mais no nosso guia de jogos de cartas neuroeducativos.

  • 4. Puzzle Gigante de Histórias Compartilhadas

    Esse puzzle conta com peças ilustradas que, ao serem unidas, revelam sequências narrativas. Cada criança contribui montando parte da história, estimulando a criatividade coletiva e a comunicação. Veja também como montar um kit de estimulação cognitiva psicopedagógico para potencializar atividades.

  • 5. Caça ao Tesouro Emocional

    Um jogo de exploração em que pistas sensoriais levam a sentimentos escondidos em diferentes estações. Ideal para trabalhar autorregulação e expressão emocional em equipe. Disponível em versões impressas e digitais. Adquira em brinquedos cooperativos.

Como integrar jogos cooperativos às sessões psicopedagógicas e à sala inclusiva

A aplicação adequada desses jogos requer planejamento e reflexão sobre os objetivos terapêuticos ou pedagógicos. Abaixo, algumas estratégias práticas.

Dicas para aplicação no atendimento individual

1. Defina metas claras: estabeleça objetivos de regulação emocional ou de interação social.
2. Ajuste o ritmo: ofereça suporte extra em passos que exijam maior autorregulação, usando reforços positivos.
3. Registre progressos: utilize diários de atendimento para anotar avanços, auxiliando no planejamento de sessões futuras.

Estratégias para trabalho em grupo na sala de aula

1. Forme equipes heterogêneas: misture diferentes perfis para estimular empatia e cooperação.
2. Rotacione funções: atribua papéis como facilitador, mediador e anotador, para que cada aluno experiencie diversas responsabilidades.
3. Promova a reflexão: ao final do jogo, conduza uma roda de conversa para que compartilhem suas percepções e sentimentos vivenciados.

Conclusão

Os jogos pedagógicos cooperativos representam uma abordagem de impacto para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais em crianças com TDAH, dislexia e TEA. Ao escolher títulos adequados e integrá-los de forma planejada em atendimentos psicopedagógicos ou na sala inclusiva, educadores e psicopedagogos promovem uma aprendizagem mais engajada, colaborativa e transformadora. Explore essas opções e potencialize seus resultados com dinâmicas lúdicas e significativas!


Professora Fábia Monteiro
Professora Fábia Monteiro
Responsável pelo conteúdo desta página.
Este site faz parte da Webility Network network CNPJ 33.573.255/0001-00