Como usar jogos de cartas neuroeducativos para estimular funções executivas em crianças com TDAH
Descubra como jogos de cartas neuroeducativos podem estimular funções executivas em crianças com TDAH, otimizando atendimentos psicopedagógicos de forma lúdica e eficaz.

Em atendimentos psicopedagógicos, encontrar recursos lúdicos e cientificamente embasados para estimular funções executivas em crianças com TDAH pode ser um desafio constante. Os jogos de cartas neuroeducativos surgem como uma opção inovadora, combinando design atrativo e atividades cognitivas que favorecem atenção, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e autorregulação. Neste guia, apresentamos princípios, práticas e produtos recomendados para você integrar esses jogos ao seu trabalho com resultados reais.
O que são jogos de cartas neuroeducativos
Jogos de cartas neuroeducativos são conjuntos de cartas projetadas com base em estudos de neurociência para trabalhar habilidades cognitivas específicas. Cada baralho inclui cartas com estímulos visuais, instruções de atividades e níveis de desafio graduais. Diferente de jogos tradicionais, o foco está em exercícios direcionados a funções executivas, como:
- Atenção sustentada e seletiva;
- Memória de trabalho;
- Flexibilidade cognitiva;
- Planejamento e organização;
- Autorregulação emocional.
Esses elementos são fundamentados em pesquisas sobre TDAH, dislexia e TEA, garantindo que as tarefas sejam adequadas ao perfil dos alunos. Além disso, muitos jogos incorporam materiais sensoriais, como texturas e sensores, o que reforça o engajamento e facilita a retenção das estratégias.
Benefícios dos jogos de cartas neuroeducativos para funções executivas
A aplicação regular de jogos de cartas neuroeducativos traz diversos ganhos no desenvolvimento cognitivo e emocional de crianças com dificuldades de aprendizagem. Entre os principais benefícios, destacam-se:
- Melhora da atenção: Atividades que exigem foco em sequências, padrões e respostas rápidas ajudam a treinar a atenção seletiva e a reduzir dispersões.
- Fortalecimento da memória de trabalho: Muitas cartas propõem desafios de memória, nos quais o aluno deve reter e manipular informações por curto período, reforçando circuitos neurais essenciais.
- Estimulação da flexibilidade cognitiva: Ao alternar regras e modos de jogo, as crianças aprendem a se adaptar a novas demandas, o que é crucial para lidar com imprevistos.
- Desenvolvimento de planejamento e organização: Jogos que solicitam criação de estratégias ou sequenciamento de ações promovem habilidades executivas de nível superior.
- Aprimoramento da autorregulação emocional: O componente lúdico e sensorial favorece a modulação de impulsos e a gestão de frustrações.
Essas vantagens tornam os jogos de cartas neuroeducativos aliados valiosos em sessões individuais ou em grupos reduzidos, otimizando o tempo e incrementando o engajamento dos alunos.
Como selecionar jogos de cartas apropriados
Escolher o kit certo envolve avaliar três dimensões fundamentais: relevância cognitiva, diversidade sensorial e adaptabilidade. Veja como orientar sua decisão:
Relevância cognitiva
Analise o desenho das atividades para verificar se elas trabalham especificamente funções executivas. Prefira baralhos que detalhem claramente quais habilidades estão sendo estimuladas e apresentem respaldo em estudos de neurociência aplicada.
Diversidade sensorial
Crianças com TDAH e dislexia costumam beneficiar-se de estímulos táteis e visuais variados. Jogos que incorporam texturas, cores contrastantes e elementos sonoros facilitam o engajamento. Para complementar, você pode usar materiais sensoriais extras, conforme explicado em Materiais Sensoriais para Estimular a Memória de Trabalho em Crianças com Dislexia.
Adaptabilidade e níveis de dificuldade
Um bom jogo deve conter cartas com tarefas graduais, permitindo progresso contínuo. Observe se há variação de níveis iniciante ao avançado e instruções claras para ajustar a complexidade conforme a evolução da criança.
Dicas para aplicar jogos de cartas neuroeducativos em atendimentos psicopedagógicos
Para maximizar resultados, siga estas práticas ao introduzir jogos de cartas:
- Planejamento da sessão: Defina objetivos específicos para cada encontro (ex.: melhorar memória de trabalho ou atenção sustentada) e selecione cartas alinhadas a essas metas.
- Ambientação sensorimotora: Crie um espaço organizado, com almofadas, tapetes sensoriais e iluminação adequada. Isso facilita a concentração e reduz distrações externas.
- Feedback imediato: Elogios e recomendações construtivas durante o jogo reforçam comportamentos positivos e mantêm a motivação.
- Registro de progresso: Utilize planilhas ou tabelas para monitorar acertos, tempo de resposta e autonomia. Você pode complementar essa prática consultando o guia de Como Montar um Kit de Estimulação Cognitiva Psicopedagógico.
- Customização de regras: Adapte o tempo, o número de cartas e as instruções para atender ao perfil de cada aluno.
Integração com outras estratégias de estimulação cognitiva
Os jogos de cartas neuroeducativos não substituem, mas potencializam abordagens complementares. Veja como integrá-los:
- Gamificação sensorial: Combine as cartas com atividades de gamificação focadas em movimentos e sensações, conforme sugerido em Gamificação Sensorial para TDAH: Estratégias Psicopedagógicas Eficazes.
- Mapas mentais e flashcards: Após finalizar rodadas de cartas, peça ao aluno para registrar insights em mapas mentais ou flashcards, reforçando a retenção.
- Realidade Mista e Virtual: Em sessões híbridas, use aplicativos que complementem o jogo físico, aumentando a imersão.
Produtos recomendados: jogos pedagógicos, livros e materiais sensoriais
Para equipar seu atendimento, conheça algumas sugestões de produtos disponíveis na Amazon:
- Baralho de Funções Executivas para Crianças: Cartas ilustradas para trabalhar atenção e memória de trabalho.
- Livro “Neurociência Aplicada à Educação Inclusiva”: Teoria e práticas para psicopedagogos.
- Kit de Materiais Sensoriais: Texturas, bolas antiestresse e objetos para estimulação tátil.
- Brinquedos Educativos Neurocognitivos: Jogos de montar para trabalhar planejamento e raciocínio lógico.
Conclusão
Os jogos de cartas neuroeducativos representam uma ferramenta poderosa para estimular funções executivas em crianças com TDAH e outros transtornos de aprendizagem. Ao selecionar produtos de qualidade, planejar sessões com objetivos claros e integrar estratégias sensoriais, você potencializa o desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos. Experimente combinar esses baralhos com outros recursos do site e ferramentas complementares para criar atendimentos cada vez mais eficazes e humanizados.

