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SOCIOLOGIA DE DURKHEIM

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1 – Por que a sociologia nasce no período histórico denominado modernidade? Explicite sua resposta, tendo em vista as mudanças ocorridas no referido período.

A sociologia nasce no período na modernidade por ser este o momento mais propício para o seu surgimento, já que as crises de transição ideológica e social da Idade Média para a Idade Moderna, responsáveis pela instabilidade e caos da época, exigiram a criação de uma ciência que desse conta de compreender e explicar os conflitos com os quais os homens se deparavam. Além disso, o racionalismo , o iluminismo e o empirismo, correntes de pensamento que deram origem ao cientificismo e, conseqüentemente promoveram a concepção da sociologia, borbulhavam suas teorias naquele momento, o que evidenciava a necessidade de uma ciência que contribuísse para a compreensão da dissolução dos valores anteriormente aceitos e da probabilidade de uma tentativa de reorganização em busca de um novo equilíbrio social.

2 – Como Durkheim explica a possibilidade de coesão nas sociedades modernas? Explicite sua resposta, tendo em vista a problemática do individualismo e o papel do Direito.

Para Durkheim, a possibilidade de coesão na sociedade moderna se dá, principalmente, através da divisão do trabalho, quando a consciência comum perde seu lugar para a consciência individual exaltando, assim, as diversidades humanas e o individualismo. Com essa divisão e especialização do trabalho, a sociedade perde o controle das funções dos seus membros; é aí que entra o direito, como regulador das atividades humanas, utilizando-se da criação de leis e órgãos cada vez mais eficazes a fim de evitar que a coesão social seja fragilizada, assegurando, dessa forma, a ordem e o estado de paz na sociedade.

3 – O que caracteriza a anomia, segundo Durkheim?

A anomia, para Durkheim, é a inexistência ou a ineficiência das normas; uma indeterminação jurídica, gerada pelos comportamentos individualistas freqüentes na modernidade, comportamentos justificados pela tendência dos indivíduos de verem como ilimitados os seus direitos. A anomia pode ser considerada, também, uma falha, uma ruptura dos laços da solidariedade social, na medida em que, inexistindo uma interação adequada de funções individuais oriundas de uma divisão anômica do trabalho e de um eficaz sistema normativo capaz de regular essas interações, surgem cada vez mais desigualdades e níveis de insatisfação dentro das sociedades. Quando a divisão do trabalho deixa de cumprir o seu próprio papel moral e moderador da competição existente na vida social ocorre a diluição da coesão e a impossibilidade de uma harmonia entre as funções pretendida por essa divisão, caracterizando a anomia.

4 – Por que, para Peter Berger, a instituição social que melhor expressa a qualidade dos fatos sociais é a lei? Explique sua resposta através da afirmação de Durkheim de que os fatos sociais podem ser vistos como coisas.

Para Peter Berger, os fatos sociais são mais bem expressos através da lei, a instituição social que controla e regula esses fatos, por ser ela a representação objetiva e exterior dos mesmos, caracterizadora inclusive da condição histórica da sociedade. A partir das normas, a sociedade se impõe aos indivíduos como objeto concreto, que não se consegue fazer inexistir apenas pela vontade individual. Assim, as leis são as representações dos fatos sociais que possibilitam uma melhor análise sociológica por deixar o subjetivismo intrínseco a esses fatos de lado ao indicar suas demarcações, limitações e impressões concretas.

5 – Por que Durkheim afirma que o tempo e o espaço não podem ser considerados categorias individuais? Dê exemplos.

Para Durkheim, o tempo e o espaço são conceitos criados pela sociedade como modos de organização que somente fazem sentido quando são comuns a todos os homens ou a eles comunicados. Apesar de esses conceitos serem utilizados pelos homens, não são pertencentes a eles porque os transcendem. Os homens, como indivíduos, perecem, apenas a sociedade prevalece sobre o tempo e o espaço, sobreexiste aos homens.


Referências Bibliográficas

BERGER, Peter. A Perspectiva Sociológica – O Homem na Sociedade. In: Perspectivas Sociológicas: Uma Visão Humanística.17ª ed. Petrópolis: Vozes, 1997. 202 p. Cap. 4.

BRAGA, Magda Regina Ribeiro; SELEGAR, Luciana. DURKHEIM: Uma Breve Visão.

CARLOS, Jorge Adriano. O Crime Segundo a Perspectiva de Durkheim. In: Seminário História do Pensamento Sociológico, 1997, Universidade de Évora.

FERNANDES, Florestan (Cons.). A Sociologia de Durkheim.

FILHO, Aldir Araújo Carvalho (Cons.) et al. Parte IV – Ciências Humanas e Suas Tecnologias. In: FILHO, Aldir Araújo Carvalho (Cons.) et al. Parâmetros Curriculares Nacionais.

LEITE, Eduardo Lima. A Sociologia de Durkheim: uma análise teórica e metodológica de “O Suicídio”.

MOVA, Maurício Assumpção. Anomia. In: MOVA, Maurício Assumpção. Dicionário Político.

MOVA, Maurício Assumpção. Individualismo. In: MOVA, Maurício Assumpção. Dicionário Político.

QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia de. Um Toque de Clássicos: Durkheim, Marx e Weber. Belo Horizonte, editora UFMG, 1996.

SILVA, Airton José da. A Sociologia Funcionalista. In: SILVA, Airton José da. O Discurso Sócio-Antropológico: Origem e Desenvolvimento.

SILVA, Antonio Ozaí da. Lula: O Positivista! Revista Espaço Acadêmico, Ano II, Nº16, set. 2002

Autor: Paola

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