PEDALA, LELÊ!

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Pedala, Lelê!

Quando eu ganhei uma bicicleta, a minha mãe colocou ela no carro e a gente foi até a praia.

“Vamos lá, Lelê, hoje você vai aprender a andar de bicicleta!”

“Mas e se eu me machucar?”

“A areia é macia. Você pode cair à vontade.”

“Tá bom…”

“E agora?” – pergunta Lelê já em cima da bicicleta

“Agora é só andar.”

“Mas eu não tive aula disso.”

“Andar de bicicleta não se ensina. É um negócio que a gente aprende fazendo.”

“Mas como é que eu vou aprender fazendo se eu não sei fazer?”

“Vamos fazer assim, eu vou te dar um empurrão, depois você pedala, e aí fica mais fácil.”

“Tá bom.”

A mãe de Lelê segura no guidão e no banco da bicicleta e começa a empurrá-la. Quando já estão embalados, ela a solta e Lelê anda, mas não pedala. No começo, Lelê até ri de felicidade, mas aos poucos a velocidade diminui, e ele cai na areia.

“Você tem que pedalar, Lelê!”

“Tá bom…”

“A gente ficou um tempão assim. Ela me empurrava, eu andava um pouquinho e pimba! caía no chão.”

“Ufa…, só, ufa…, mais, ufa…, uma, ufa…, vez. A última…”

“Ela me empurrou de novo. E o que foi que aconteceu? Eu caí de novo. O meu joelho até sangrou.”

“Bom, por hoje chega.”

UMA SEMANA DEPOIS…

“Uma amiga da minha mãe foi lá em casa e levou o filho dela, que tinha só seis anos.”

“Posso andar?” – o menininho perguntou pra mim.

“Bicicleta é muito perigoso, você vai se machucar”, respondi.

“Deixa ele andar, Lelê. Você não usa mesmo”, disse a minha mãe.

“Tá bom”… – concordei.

Ele subiu na bicicleta e começou a andar como se fosse a maior moleza! Aquilo me deu uma baita raiva! Como é que um menino de seis anos andava de bicicleta e eu não andava?! Então, depois que o menino e a mãe dele foram embora, eu disse para a minha mãe:

“Mãe, me ensina a andar de bicicleta?”

“Ai, Lelê, agora não dá para a gente ir para a praia.”

“Pode ser aqui em frente de casa mesmo.”

“No asfalto?”

“É!”

“Tá bom”, ela concordou.

Aí a gente foi para frente de casa, ela me deu um empurrão, eu comecei a pedalar bem forte e dessa vez eu não caí! Eu andei de bicicleta! E era o maior fácil!

“Ai, Lelêêêêêêêêêêê!”

Foi muito legal! O vento batia na minha cara e eu estava me equilibrando só naquelas duas rodas. Eu fui indo em frente, pedalando bem rápido e o maior feliz.

Só que a minha rua é sem saída, acaba num muro. Eu não sabia fazer curva e, se eu parasse de pedalar, ia cair. Então eu achei que era melhor continuar pedalando, porque aí pelo menos eu demorava mais para cair. Então eu vi o muro chegando, chegando, chegando…, e pou!

Eu já ia começar a chorar, mas aí a minha mãe gritou assim:

“Agora volta, Lelê!”

Então eu peguei a bicicleta, sentei e comecei a pedalar. E deu certo! Eu andei de novo. Sem ninguém me empurrando.

“Me segura que eu não sei parar!”, eu gritei pra ela

Ela me segurou e eu não caí. E nessa história eu aprendi uma lição muito importante: Se a gente parar de pedalar, a gente cai.

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