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Os Níveis de Escrita

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Este artigo descreve de forma simples e resumida as hipóteses de escritas pelas quais todas as crianças passam na fase de alfabetização. Todo professor deve se basear nessas fazes para propor atividades adequadas e que estimulem os alunos a evoluírem.

Primeiro Nível – Pré-silábico I – Indiferenciado

Neste nível o aluno pensa que se escreve com desenhos. As letras não significam nada para ele. A professora pede que ele escreva “bola”, por exemplo, e ele desenha uma bola, rabiscos, garatujas.

Segundo Nível – Pré-silábico II – Diferenciado

O aluno já sabe que não se escreve com desenhos. Ele já usa letras ou, se não conhece nenhuma, usa algum tipo de sinal ou rabisco que lembre letras.

Nesse nível o aluno ainda nem desconfia que as letras possam ter qualquer relação com os sons da fala. Ele só sabe que se escreve com símbolos, mas não relaciona esses símbolos com a língua oral. Acha que coisas grandes devem ter nomes com muitas letras e coisas pequenas devem ter nomes com poucas letras. Acredita que para uma palavra possa ser lida ela deve ter pelo menos três símbolos. Caso contrário, para ele, “não é palavra, é pura letra”.

 Terceiro Nível – Silábico

O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma sílaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever “cabeça”, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contando as sílabas orais e responde: três, uma para “ca”, uma para “be”, e uma para “ça”.

Dentro deste nível podemos identificar três fases importantes:

  1. Quantitativo: para cada sílaba o aluno põe uma letra sem pensar na correspondência sonora.
  2. Qualitativo: escreve para cada sílaba uma letra com correspondência sonora. Exemplo: para casa escreve “ca” ou “cz”.
  3. Silábico-alfabético: ora escreve as sílabas completas (simples) e ora usa apenas uma letra para representá-la.

Quarto Nível – Alfabético

O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto. Descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras da nossa língua. Porém, inicialmente escrevem com fortes marcas da oralidade.

O vídeo abaixo explica de forma detalhada os níveis de escrita e leva à compreensão de que é indispensável para o alfabetizador ter estes conhecimentos que ajudarão no planejamento de atividades futuras e no ajuste de intervenções pedagógicas às necessidades da criança que está sendo alfabetizada.

Alfabetização e Hipóteses de Escrita

Desafios para as crianças em cada nível conceitual de escrita

Abaixo descrevo de forma simple e resumida as hipótese de escrita que passa toda a criança na fase de alfabetização, todo professor deve se basear nestas fase para propor atividades adequadas e que estimule os estudantes a evoluires dentro destas.

Primeiro nível → Pré-silábico I – Indiferenciado

Nesse nível o aluno pensa que se escreve com desenhos. As letras não querem dizer nada para ele. A professora pede que ele escreva “bola”, por exemplo, e ele desenha uma bola, rabiscos, garatujas.

  • Associar palavras e objetos;
  • Memorizar palavras globalmente;
  • Analisar palavras quanto ao número de letras, inicial e final;
  • Distinguir letras e números;
  • Reconhecer as letras do alfabeto (cursiva e bastão);
  • Familiarizar-se com os aspectos sonoros das letras através das iniciais de palavras significativas;
  • Relacionar discurso oral e texto escrito;
  • Distinguir imagem de escrita;
  • Observar a orientação espacial dos textos;
  • Produzir textos pré-silabicamente;
  • Ouvir e compreender histórias;
  • Identificar letras e palavras em textos de conteúdo conhecido.

Segundo nível → Pré-silábico II – Diferenciado

O aluno já sabe que não se escreve com desenhos. Ele já usa letras ou, se não conhece nenhuma, usa algum tipo de sinal ou rabisco que lembre letras.


Nesse nível o aluno ainda nem desconfia que as letras possam ter qualquer relação com os sons da fala. Ele só sabe que se escreve com símbolos, mas não relaciona esses símbolos com a língua oral. Acha que coisas grandes devem ter nomes com muitas letras e coisas pequenas devem ter nomes com poucas letras. Acredita que para que uma escrita possa ser lida deve ter pelo menos três símbolos. Caso contrário, para ele, “não é palavra, é pura letra”.

Terceiro nível → Silábico

O aluno descobriu que as letras representam os sons da fala, mas pensa que cada letra é uma sílaba oral. Se alguém lhe pergunta quantas letras é preciso para escrever “cabeça”, por exemplo, ele repete a palavra para si mesmo, devagar, contando as sílabas orais e responde: três, uma para “ca”, uma para “be” e uma para “ça”.

  • Reconhecer a primeira letra das palavras no contexto da sílaba inicial;
  • Comparar palavras memorizadas globalmente com a hipótese silábica;
  • Contar o número de letra das palavras;
  • Desmembrar oralmente as palavras em suas sílabas;
  • Reconhecer o som das letras pela análise da primeira sílaba das palavras;
  • Reconhecer a forma e as posições dos dois tipos de letras: cursiva e maiúscula;
  • Identificar palavras em textos de conteúdo conhecido (qualquer tipo de palavra);
  • Produzir textos silabicamente;
  • Ouvir e compreender histórias;
  • Completar palavras com as letras que faltam (observando que o número de letras presentes exceda sempre o número de sílabas da palavra).

Quarto nível → Alfabético

O aluno compreendeu como se escreve usando as letras do alfabeto. Descobriu que cada letra representa um som da fala e que é preciso juntá-las de um jeito que formem sílabas de palavras de nossa língua. Porém inicialmente escrevem com fortes marcas da oralidade.

  • Compor palavras com sílabas;
  • Decompor palavras em suas sílabas;
  • Produzir textos alfabeticamente;
  • Escrever textos (curtos) de memória;
  • Reescrever partes de histórias conhecidas;
  • Ler textos de seu nível;
  • Completar palavras com as sílabas que faltam;
  • Observar a segmentação entre as palavras no texto;
  • Observar os sinais de pontuação;
  • Ouvir e compreender histórias;
  • Completar textos com palavras;
  • Construir frases com palavras dadas.
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Saiu artigo novo! em 24/05/2020
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