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OS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Os Critérios de Avaliação Matemática na Educação Básica


SUMÁRIO:

1. INTRODUÇÃO
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE
4. CONCLUSÃO
5. REFERÊNCIAS

1. INTRODUÇÃO

O Papel do Educador na Avaliação Matemática da Educação Básica

“A educação está relacionada com a convivência das pessoas, com a vida de quem vive dia-a-dia. A educação não está totalmente em livros, e sim nas observações do mundo em que vivemos. Com esta educação, a criança conseguirá se auto avaliar e entenderá que não adianta ninguém avaliá-lo, pois a pessoa tem que se responsabilizar pela sua aprendizagem.”

(Paulo Freire)

O educador possui autonomia para avaliar. Em geral, ao avaliar os alunos o professor simplesmente o “classifica” com uma nota, que diz perante a sociedade quem ele é na escola. O professor possui o poder arbitrário de classificar em definitivo o educando, de interferir no processo ensino-aprendizagem, de tal maneira que facilite ou dificulte demasiadamente o processo de aquisição do saber. Ou seja, aquele que aprendeu, aprendeu; e o que não aprendeu fica como está. Esta é a classificação por notas e conceitos. Desse modo, tanto será arbitrário e maléfico o educador “bonzinho”, que piedosamente facilita a vida dos educandos classificando-os em níveis qualitativos que ainda não possuem; como o educador “durão” que ardilosamente transforma testes e provas em barreiras para dificultar a aprendizagem. Ambos estão trabalhando contra um processo democrático de acesso ao saber e contra a convivência em sociedade.

Dados relevantes referem-se às situações didáticas onde professor e aluno estão empenhados em atingir os objetivos de ensino. A avaliação é um componente do processo de ensino que visa determinar a correspondência dos resultados obtidos com os planejados. Ela é um ato pedagógico que envolve a objetividade e a subjetividade em relação ao professor, que deve estabelecer critérios como o quê avaliar, para quê avaliar e como avaliar; e em relação aos alunos também.

“(…) O ensino da Matemática prestará sua contribuição [à construção da cidadania] à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a criação de estratégias, a comprovação, a justificativa, argumentação, o espírito crítico, que favoreçam a criatividade, o trabalho coletivo,a iniciativa pessoal e a autonomia advinda do desenvolvimento da confiança na própria capacidade de conhecer e enfrentar desafios.(…) a Matemática deverá ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do seu raciocínio, de sua capacidade expressiva, de sua sensibilidade estética e de sua imaginação”
(PCN – Matemática, p.31)

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O conhecimento é uma aquisição do saber de dentro para fora, é uma reconstrução do saber, e nossa postura se constituirá em vivenciá-la como processual e contínua. E diante das dificuldades observadas com relação à avaliação percebe-se que é necessária uma relação mais harmoniosa entre docente e discente. É necessário rever as atitudes do “professor-educador” frente aos problemas e capacitá-lo para melhor compreender as potencialidades e os limites de cada um. Respeitar estas limitações e buscar com criatividade soluções para os mesmos.

A tarefa do educador consiste num permanente exercício de interpretação de sinais, de indícios a partir dos quais manifesta juízo de valor que lhe permita reorganizar a atividade pedagógica. \

3. DESCRIÇÃO E ANÁLISE

Os Critérios de Avaliação Matemática na Educação Básica

A avaliação se compõe de duas partes: conhecimentos e capacidades que compõe 80% dos critérios de avaliação, e atitudes e valores que compõe os outros 20% .

Conhecimentos e Capacidades

-Revelar e analisar os dados de um problema;
– Revelar a capacidade de raciocínio;
– Manifestar capacidade de síntese a partir de representações matemáticas (tabelas, gráficos, expressões, etc);
– Aplicar conhecimentos da matemática em situações reais;
– Compreender enunciados orais e/ou escritos, de problemas;
– Evidenciar competências no âmbito da Matemática em relação ao domínio da língua portuguesa;
-Revelar criatividade;
– Dominar os algoritmos das operações fundamentais;
– Dominar o cálculo numérico escrito e cálculo numérico mental;
– Conhecer números inteiros e racionais nas suas diferentes representações;
– Descrever traçar e classificar figuras geométricas planas;
– Conhecer as unidades do sistema métrico;
-Aplicar conhecimentos adquiridos sobre geometria;
-Aplicar conhecimentos adquiridos sobre perímetros, áreas e volumes, na resolução de problemas.

Atitudes e Valores

– Assiduidade e pontualidade;
– Postura na sala de aula;
– Realização de trabalhos de casa;
– Interesse e participação nas atividades letivas;
-Organização de caderno diário;
– Organização do material necessário para a aula;
– Cumprimento das regras do trabalho de grupo;
– Solidariedade, tolerância, respeito pelos outros e cooperação.

4. CONCLUSÃO

Portanto, é através dos critérios de avaliação que o educador verifica se o educando obteve aprendizagem da matemática ancorada em contextos sociais que mostrem claramente as relações existentes entre conhecimento matemático e trabalho. Constata-se que a maioria dos alunos possui a sensação de que a matemática é uma matéria difícil e que seu estudo se resume em decorar e reproduzir números e contas com habilidade, sem ao menos compreendê-los e sem perceber suas aplicações, o que transforma o ensino-aprendizagem da disciplina de Matemática algo desvalorizado. Existe o mito de que a Matemática é algo de outro mundo, o que se desmistifica, pois, ela está presente em todas as atividades cotidianas, e pessoas que não freqüentaram a escola conseguem fazer contas e dominam as quatro operações. Então onde elas aprenderam como aprenderam senão no dia-a-dia? Enfim nas escolas deveria haver um sorriso ao se falar na disciplina, por ser algo tão corriqueiro, porém poucos se desprendem do “mito” e se abrem ao conhecimento.

5. REFERÊNCIAS

SOUSA, Olenêva Sanches. Módulo de Pesquisa e Prática Pedagógica II.

LUCKESI, Cipriano Calos. Avaliação da Aprendizagem Escolar. 12 ed. São Paulo: Cortez editora, 2002.

FREIRE, Paulo. A pedagogia do oprimido. 17 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001, p. 32.

URL:http://www.sec.ba.gov.br/numeros_da_educacao_no_brasil_2003/BA.pdf. Taxas de Rendimento Escolar.

CARVALHO, Edleide. Módulo de Didática.

URL:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/EnsMed/expensmat_icap.

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