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HISTÓRIA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO – FATOS INTERESSANTES NEM SEMPRE DIVULGADOS

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| Por: Raquel
Crusoé Loures de Macedo MeiraSegundo o Prof. Alvacyr Pedrinha, “o Hino  Nacional de cada povo expressa, em todas as suas gamas, o modo de ser da psique  coletiva de sua gente. A identificação do povo com o Hino é mais do que  necessária para que, ao ouvi-lo ou cantá-lo, se possa sentir ser ele, realmente,  o porta-voz da nação, da alma do povo.”

Apesar de ser repleta de fatos  interessantes, a história do Hino Nacional Brasileiro não é nada divulgada.
Normalmente se limita a uma breve referência aos autores da letra e da  música.

Letra: Joaquim Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manuel da SilvaNo entanto ela é  riquíssima. Talvez mais do que qualquer outro dos Símbolos Nacionais, a história  do nosso hino reflete os momentos mais relevantes da nossa pátria.

A  música de Francisco Manuel da Silva, inicialmente composta para banda,  popularizou-se em 1831, com versos que comemoravam a abdicação de Dom Pedro I e,  por ocasião da coroação de Dom Pedro II, com uma outra letra, a música se tornou
tão popular que, apesar de não ter sido oficializada como tal, passou a ser  considerada o hino nacional brasileiro.

Portanto, o nosso hino nasceu com  o calor das agitações populares, quando vacilava a independência do Brasil, num  dos momentos mais dramáticos de nossa História. Durante quase um século, por  incrível que pareça, o Hino Nacional Brasileiro foi executado, sem ter  oficialmente uma letra.

Francisco Manuel, como muitos, desejava a  abdicação do Imperador e, com isto, não era visto com bons olhos. Os irmãos  Portugal, maestros Marcos e Simão, eram realmente os ditadores da música oficial  aqui no Brasil. Como Mestre da Capela Imperial, o maestro Portugal proibiu  terminantemente que ali fosse executada qualquer música que não fosse de sua  autoria. Imaginem o clima. No entanto, apesar de todas as forças contrárias, foi  ao som deste hino que conhecemos bem, porém com versos do desembargador Ovídio  Saraiva de Carvalho e Silva que a fragata inglesa Volage, levantou âncoras  levando D. Pedro I e a sua família para o exílio na Europa. Segundo Luís Heitor  de Azevedo Correia, o nosso hino foi “executado entre girândolas de foguetes e  vivas entusiásticos”, quando da partida de D. Pedro I, em 13 de abril de  1831.

Com a proclamação da república, os governantes abriram um concurso para a  escolha e oficialização de um novo hino. Leopoldo Miguez foi o vencedor, porém o  povo não aceitou. Com as inúmeras manifestações populares contrárias à adoção do  novo hino, o então presidente da República, Deodoro da Fonseca, oficializou como  Hino Nacional Brasileiro a composição de Francisco Manuel da Silva e estabeleceu  que a composição de Leopoldo Miguez seria o Hino da Proclamação da República. A  letra escrita pelo jornalista e poeta Joaquim Osório Duque Estrada, tornou-se  finalmente oficial, durante o centenário da Proclamação da Independência em 1822  . Com a orquestração de Antônio Assis Republicano e instrumentação para banda do  tenente Antônio Pinto Júnior, a adaptação vocal foi feita por Alberto  Nepomuceno, quando então foi proibida a execução de quaisquer outros arranjos  vocais ou artístico-instrumentais no hino.

 Será isto o que estamos assistindo no dia a dia em nosso país ?DECRETO N.º 171, DE 20 DE JANEIRO DE
1890



“Conserva o Hino Nacional e  adota o da Proclamação da República.”
“O Governo Provisório  da República dos Estados Unidos do Brasil constituído pelo Exército e Armada, em  nome da Nação, decreta:
Art. 1º – É conservada como Hino  Nacional a composição musical do maestro Francisco Manuel da  Silva.
Art. 2º – É adotada sob o título de Hino da  Proclamação da República a composição do maestro Leopoldo Miguez, baseada na  poesia do cidadão José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros  Albuquerque.”


Fonte:raquelcrusoemeira.blogspot.com

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