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CRÔNICA: CHEIA DE ALEGRIA


 

larissa

Do ventre materno para o ventre “tierno”. A branquela não é minha preferida. É tão preferida quanto e maravilhosa demais. Quando você surgiu, com a pele branquinha, cachos loiros e fininhos que brilhavam no sol, na chuva, nos trovões e em qualquer estação do ano, pequenina, e com braços longos…eu pensei: é feia demais de tão linda demais. E assim, muitas águas rolaram nos colchões até se tornar esta  fantástica, guerreira, que luta e compreende as pessoas, não se importando se a vida lhe bate. Ela chora, com aquela boca quadrada do pai (um horror), e fica com o nariz de palhaço, olhos inchados, mas chora, e muito, passa até dos sete minutos tradicionais. Depois ela levanta, brada, diz que é poder puro, coloca os anéis dourados nos anos dourados e cabelos dourados e sai.

Num desses rompantes, passou o dia submetendo-se aos testes que a vida oferece. Ansiosa pela vitória, busca a cada dia o fruto civil do trabalho. O primeiro degrau, graças a Deus, surgiu. Foi lá e conferiu. De novo, pedagogas do mundo, tremam. Larissa – do grego – CHEIA DE ALEGRIA, apesar de muitas lágrimas, cumpriu certificados, horas de voo, e a municipalidade serrana vai saborear o fantástico gosto das aulas de libras, de sons, de sorrisos, de vaidade, “de aprendiz de perua”. Tudo isto CHEIA DE ALEGRIA, de viver, de perdão, de simplicidade, de felicidade, de “tiatiete” que sou, de alegria mesmo.

Autor: Aurea Mendonça Coelho Gonçalves


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