Artigo: Considerações sobre alfabetização tradicional

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Com o objetivo de saber como ocorre o processo de aprendizagem de leitura e escrita, surgiram os métodos e teorias de alfabetização, que estabelece regras que necessitam ser seguidas pela criança a ser alfabetizada como: os métodos sintéticos, os métodos analíticos e a teoria construtivista.

Os métodos sintéticos partem de elementos menores para a palavra, ou seja, primeiro o aluno domina o alfabeto, depois as sílabas, as palavras, frases e finalmente os textos.

 

O método sintético é divido em três tipos: 

Método alfabético ou de soletração

 

O método alfabético é considerado o mais antigo dos métodos. Ele propõe que o aluno aprenda os nomes das letras do alfabeto, reconheça cada letra fora da ordem e aprenda a soletrar seu nome através da decoração.

Apesar do método alfabético não ser o indicado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, ainda é muito utilizado em diversas cidades do interior.

 

Método silábico

 

Embora o método silábico pareça antiquado, ainda é muito usado tanto na cidade quanto no interior. Muitos professores acreditam que este seja de fácil ensino. Porém, nem todas as crianças captam o mecanismo de união das sílabas. De acordo com Carvalho (2005) o método dá “ênfase excessiva nos mecanismos de codificação e decodificação, apelo excessivo á memória e não á compreensão, pouca capacidade de motivar os alunos para a leitura e escrita”.

 

Método fônico

 

Esse método consiste no aprendizado através da associação entre fonemas e grafemas (sons e letras). O método fônico permite primeiro descobrir o princípio alfabético e dominar o conhecimento ortográfico próprio de sua língua. Primeiro são ensinadas as sílabas mais simples e depois as mais complexas.

Os métodos analíticos partem do todo (o texto, as frases) para as unidades menores (palavras e sílaba).

 

O método analítico apresenta-se como:

 

Palavração

 

Neste método a palavra é apresentada ao aluno, na maioria das vezes acompanhada da imagem, entretanto a atenção é direcionada aos detalhes da palavra como sílabas, letras e sons. Desta forma o aluno aprende associando imagem e palavra.

 

Sentenciação

 

Nesse método são usadas frases curtas, no qual o aluno visualiza e memoriza as palavras, das palavras vão para as sílabas e das sílabas para as letras, ou seja, a sentença que depois de reconhecida e compreendida é decomposta em palavras e sílabas.

 

Teoria construtivista

 

Nessa teoria conhecimento é construído pelo aluno e pelo professor. O aluno tem condições de aprender sem a ajuda de cartilhas e mecanismos que o induzem a decorar de forma mecânica. São criadas situações em que o estudante é estimulado a pensar e a solucionar problemas. As ideias do biólogo suíço Piaget e de Emília Ferreiro norteiam as escolas que se denominam construtivistas.

 

 

Na alfabetização tradicional o professor é visto como detentor de todo o saber e o aluno como apenas um sujeito passivo no processo de ensino-aprendizagem.

No processo de alfabetização tradicional as práticas utilizadas são muitas vezes, baseadas na junção de sílabas simples, repetições, memorização de sons e cópias. Fazendo com que o aluno seja apenas um sujeito passivo e não construtor do conhecimento. Em oposição a isto aparece o modelo de alfabetização de Emília Ferreiro, no qual o aluno tem um papel ativo na aprendizagem, participando do processo de construção do conhecimento. No processo de aprendizagem a criança passa por fases, cada aluno tem seu tempo para superar as fases e é de extrema importância que o professor respeite a evolução de cada criança.

Para Ferreiro as primeiras escritas feitas pelas crianças no início da aprendizagem devem ser consideradas como produções de grande valor para os professores.

Para os construtivistas, o aprendizado da alfabetização não ocorre desligado do conteúdo da escrita, não se aprende por pedacinhos, mas por conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos respectivamente. No processo de alfabetização, utilizar textos do cotidiano é muito mais produtivo do que seguir uma cartilha. Atualmente, o construtivismo é a fonte da qual resultam várias das diretrizes oficiais do Ministério da Educação.

 

 



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