O que é Bullying?

Um dos problemas encontrados ao se pesquisar o bullying é definir exatamente o que a palavra significa.  Bullying significa apenas bater, empurrar ou atormentar alguém? Inclui colocar apelidos ou encarnar em alguém por causa do nariz grande? Inclui também fechar as portas do grupo social para alguém? O bullying inclui insultos raciais e observações degradantes sobre a sexualidade de alguém?

A definição mais frequentemente usada para bullying é esta: Bullying é qualquer tipo de abuso contínuo, físico ou verbal, com a intenção de ferir,  onde existe um desequilíbrio de poder entre o bully e a vítima.  Geralmente, mas não sempre, significa uma criança ou adolescente maior e mais velho pegando no pé de um mais fraco, ou um mais popular com um menos popular.

Veja aqui sobre o curso de bullying

De alguma forma, bullying é um jogo “de ficar por cima”, uma tentativa de vencer enquanto o outro perde.  Geralmente a vítima fica muito aborrecida (diferente das brincadeiras normais).  O bully geralmente não vê suas ações como fora da linha.  Às vezes, infelizmente, a linha entre “só brincadeira” e bullying pode parecer muito nebulosa.  Vítimas e bullies podem não ter consciência da diferença.

Os comportamentos de bullying podem ser diretos: ‘pegar no pé’, ameaçar, bater ou roubar pertences das vítimas.  Podem também ser indiretos: espalhar fofocas, isolar um colega excluindo-o do grupo social.  Em geral, os meninos se envolvem em bullying direto  mais do que as meninas, que são mais propensas ao bullying indireto, embora certamente existam exceções.  Algumas pesquisas têm mostrado que o comportamento de bullying direto começa a aumentar durante os anos do Fundamental 1 (Elementary School) , atinge um pico no Fundamental 2 (Middle School) e começa a diminuir no Ensino Médio (High School).”

Mitos sobre o Bullying

Vamos rever algumas afirmativas que são feitas, que são tomadas como verdadeiras, mas que não passam de mitos e que só servem para paralisar ações de combate ao bullying.  O que apresento aqui é um resumo de vários autores que, em sua maioria, concordam sobre a existência destes mitos.  Colocarei as referências no final.

  1. Bullying faz parte do crescimento, trata-se apenas de brincadeiras de crianças.  Epa, bullying não é brincadeira!!!!  Machucar alguém, física ou emocionalmente, nunca é engraçado e deve ser levado em conta seriamente.
  2. O bullying físico é mais prejudicial do que o bullying verbal ou relacional. Nos Estados Unidos, há um ditado bastante popular – “Sticks and stones can break my bones, but words will never hurt me”  (Paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas as palavras nunca vão me machucar).  Pura mentira! Os estudos e a experiência têm mostrado que o bullying verbal e/ou relacional pode ser tão prejudicial ou até mais do que o bullying físico.  Os efeitos negativos destas formas   mais encobertas  (incluindo o cyberbullying) podem durar a vida inteira.
  3. É impossível parar com o bullying.  Bullying/vitimização ocorrem em praticamente todas as escolas, em graus variados.  Mas sabe-se que quando existe uma liderança adulta positiva, um ambiente emocionalmente acolhedor e relações saudáveis, há menos bullying.  Não é impossível erradicar o bullying, apenas exige um esforço inteligente e coordenado.
  4. Bullying é uma ação agressiva isolada e individual.  O bullying NÃO é uma ação agressiva, isolada.  De fato, os problemas bullying/vitimização são influenciados pelos pares, famílias, escolas e comunidades.  Portanto, o bullying será melhor compreendido a partir de uma perspectiva sócio-ecológica.
  5. O bullying ocorre entre o “bully” e uma vítima.  Raramente este é o caso.  Precisamos reconhecer que o bullying é um problema dinâmico  e de relações sociais.
  6. Nós não temos bullying em nossa escola.  Afirmativa comum entre educadores, mas totalmente mentirosa ou alienada.  Todas as escolas têm bullying, em graus variados.  Não reconhecer isto é jogar o problema pra debaixo do tapete.  Boas escolas são aquelas que reconhecem o bullying  e empreendem ações para combatê-lo e não aquelas que afirmam que o problema não existe dentro dos seus muros.
  7. Bullying e bullies são facilmente identificados.  Na verdade, professores e outros adultos podem não ver o bullying acontecendo, principalmente porque os bullies são suficientemente inteligentes para não deixarem os adultos presenciarem seu comportamento.
  8. Sofrer bullying fortalece para a vida.  Ao contrário, bullying tem efeitos sérios na autoestima de quem o sofre.  William Woors compara o bullying a um assalto real na vida de um adulto: melhora a confiança e a autoestima ou tem um efeito devastador sobre a pessoa?
  9. Bullying é um rito de passagem.  Sofrer bullying ou ser o agente de bullying muitas vezes é visto como um teste para ver como a pessoa vai encarar os rigores da vida.  O raciocínio errado aqui é se uma criança ou jovem puder enfrentar o bullying – como agente ou alvo- estará pronto para dar o próximo passo em direção a uma nova fase.  O bullying não ajuda ninguém a passar mais facilmente para a adolescência ou vida adulta, portanto atos de bullying não têm nada de rito de passagem.
  10. O bullying não tem efeitos a longo prazo.  O abuso entre pares na escola tem sido normalizado numa tal medida que os adultos realmente acreditam que não afeta a longo prazo a personalidade em desenvolvimento dos alunos.  A pesquisa e a experiência de profissionais de saúde desmentem totalmente isto: os efeitos são duradouros e se estendem por toda a vida.

Como evitar o bullying na escola?

O ambiente educacional nos últimos tempos, passa por intensas transformações no que se refere à violência moral e física entre os estudantes.

Os atos de violência teem por objetivo intimidar e/ou agredir o outro ou um grupo, incapaz de se defender. A maioria dos alunos xingam, agridem fisicamente ou isolam um colega, além de colocar apelidos grosseiros. Tais atitudes não devem ser ignoradas pelo professor, diretor e demais servidores, pois estes vêem tal atitude como uma simples brincadeira de aluno, porém o problema é mais sério do que se imagina. Trata-se de bullying , descrito como ato de violência física ou psicológica caracterizando-se como comportamento agressivo e negativo, executado repetidamente. O bullying ocorre não só na escola mas também na Universidade, nos locais de trabalho, na política, entre vizinhos.

Os atos de bullying são impulsionados, muitas das vezes, pela falta de conhecimento, pelo preconceito e até mesmo pela falta de respeito ao próximo, configurando-se portanto como ato ilícito por desrespeitar os princípios constitucionais ao se tratar da dignidade da pessoa humana.

Entre as formas de bullying no ambiente escolar estão a exclusão do aluno do grupo social; a injúria; a calúnia ou difamação; a perseguição; a discriminação e o uso de sites, redes sociais ou comunicadores instantâneos (messengers) para incitar a violência, adulterar fotos, fatos e dados pessoais – o chamado cyberbullying. A existência do bullying na escola traz conseqüências negativas como baixo rendimetno escolar e sentimentos de impunidade, exclusão e humilhação por parte das vítimas. Por outro lado o problema ainda é motivo de preocupação tendo em vista que, na maioria das escolas públicas das pequenas cidades não existem profissionais preparados para combater o bullying.

Falta conscientização por parte da comunidadeem especial ao pais, capacitação por parte dos professores e demais servidores das escolas para lidar com a situação de bullying.

O Bullying já existe há muito tempo no ambiente escolar. Todavia era visto pela escola e pelos pais apenas como brincadeira de criança, porém, essa brincadeira de criança trouxe ultimamente enormes preocupações pelo fato de serem violentas em todos os sentidos, seja moral, físico ou psicológico. A tudo isso dá-se o nome de bullying.

Diante disso a escola hoje tem os olhos voltados para a tensão, pois revela dificuldades extremas de lidar com a diferença, de lidar com Neste sentido surge a obrigatoriedade de as escolas públicas e privadas adotarem medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate ao bullying escolar. Tais medidas devem ser incorporadas no projeto pedagógico da escola das unidades escolares e ao planejamento escolar, para que se saiba até que ponto o fato ocorrido é um bullying.

Uma das maiores preocupações parte da escola é com a tecnologia da informação em que são cometidos vários atos violentos contra a moral. Neste ponto é viável que os pais acompanhem seu filho em tudo o que ele faz ou fez durante o dia; corrijam suas atitudes; dê atenção, segurança e principalmente limite para que ele seja capaz de cumprir regras.

Quanto à escola, esta deve ter em seu quadro de pessoal um Psicopedagogo, o qual trabalhará junto com o agressor ou a vítima de Bullying, e que este trabalho seja acompanhado pela direção da escola e principalmente pela família. O trabalho com a família é de certa forma difícil, sendo que esta sempre apresenta certa resistência em acreditar que o filho fez algo de errado.

Nota:

A presente atividade fora realizada em virtude de uma ação de Bullying por parte da Direção da Escola em que sou funcionária. A atitude do diretor da escola para com uma criança de 06 anos fora lastimável, constrangedora para a criança e para os funcionários que presenciaram a atitude do diretor.

Olhou para o rosto da criança e disse em voz alta: êta menino fedorento! O garoto me olhou, olhou para a professora e se recostou na cadeira demonstrando um enorme constrangimento. Das muitas ações de bullying praticas por este diretor, com alunos e servidores, esta fora a mais branda. Assim pode se afirmar que a conscientização e a capacitação se tornam essenciais para o combate ao bullying no ambiente escolar.

Referências

Voors, William – Bullying – changing the course of your child`s life. 2000

Swarer, Espelage e Napolitano – Bullying – Prevention and Intervention – Realistic Strategies for Schools.  2009.

Kohut – Bullies & Bullying – A complete guide for teachers and parents.  2007

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