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BRINCANDO E APRENDENDO

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BRINCANDO E APRENDENDO
“Todas as emoções pertencem ao corpo, mas só são reconhecidas pela mente.”
D. H. Lawrence

A escola de Ensino Infantil pode e deve ser o ambiente onde três elementos fundamentais – tempo, espaço e pessoas – estejam alinhados de maneira harmoniosa contribuindo para a aprendizagem de jogos, brinquedos e brincadeiras a partir de um programa pedagógico que desenvolva e valorize a prática psicomotora.
“Uma ação educativa que permite à criança expressar sua espontaneidade criadora inicialmente a um nível dos comportamentos motores e afetivos que se traduzirá, mais tarde, pela atitude do organismo de efetuar sínteses novas e explorar no plano mental o que tem experimentado na vivência corporal” (Le Bouch). Se, pelo contrário, os estímulos e as vivências corporais de uma criança forem limitados, a mesma poderá ter seu processo de maturação retardado. Nessas situações o trabalho psicomotor exerce um papel reeducativo possibilitando à criança recuperar, em parte, o atraso da maturação nervosa, aumentando sua experiência corporal.
O trabalho psicomotor na educação infantil traz também outros benefícios além do aproveitamento adequado das boas condições cognitivas. Por meio da observação das respostas aos estímulos, os professores podem detectar eventuais problemas de desenvolvimento e, inclusive, deficiências sensoriais das crianças, que podem passar despercebidas nas consultas pediátricas.
A criança conhece o mundo através de sua ação, pelas experiências exploratórias que vêm dos sentidos e das relações com as pessoas e os objetos que a cercam. Deve, portanto, ter espaço para experimentar, ver, sentir e manusear. Pensando nisso, voltemos ao início do texto “Corre cutia, na casa de quem?” – as crianças reunidas no pátio da escola… “lenço atrás, rodar pião, morto-vivo” e várias outras brincadeiras conhecidas. Sob um olhar superficial, parecem atividades que servem apenas para entreter as crianças, mas fazem muito mais.
Segundo a neurocientista Suzana H. Houzel “Essas brincadeiras são um excelente exercício para o córtex pré-frontal. O córtex pré-frontal é a parte do cérebro que organiza nossas ações, faz planos, elabora estratégias e, sobretudo, diz não às respostas impulsivas do cérebro.” A neurocientista sinaliza que as crianças pequenas ainda não fazem nada disso muito bem, com seu pré-frontal imaturo, de modo que qualquer “aula” de organização é bem vinda: escolher a resposta certa para cada estímulo. Entram em cena brincadeiras simples, como “morto-vivo”, quando o cérebro aprende que deve responder a “morto”! fazendo o corpo se agachar e, a “vivo”, colocando o corpo de novo em pé.
Um outro exemplo acontece com a brincadeira “Caçador de tartarugas”. As crianças exploram o espaço passeando pela “floresta” e, ao comando de “lá vai o caçador”, encolhem o corpo a exemplo de uma tartaruga que, quando ameaçada, esconde a cabeça embaixo do casco. Num processo lúdico, a criança aprende com seus erros e desenvolve a auto-estima com seus acertos. Na “batatinha-frita um-dois-três”, o córtex pré-frontal aprende que a resposta correta é a não-ação e, de quebra, diverte-se com estátuas humanas à sua volta.
Os desafios e as brincadeiras vão se modificando em função de cada faixa etária, mantendo assim uma programação de vivências corporais, abrangendo movimento intelectivo e afetivo, prazer sensório-motor e linguagem, possibilitando a harmonização da criança enquanto sujeito da sua ação no mundo.

http://www.andreoliveiralivros.com.br/brincando.php

ANDRÉ LUIS FERREIRA DE OLIVEIRA

EDUCADOR, ESCRITOR e PALESTRANTE

Com temas marcantes e de encontro com o mundo atual, André Oliveira aborda assuntos com os quais nos deparamos diariamente. Com um conteúdo único o autor engloba temas que vão direto na educação infantil.

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Saiu artigo novo! em 24/05/2020
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