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A ARTE DA GUERRA

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CAPÍTULO I

“A arte da guerra é de importância vital para o Estado, uma questão de sobrevivência que não deve ser negligenciada”.

“Ela é governada por cinco fatores, que são: a Lei Moral; o Céu; a Terra; o chefe; o método e a disciplina”.

Trazendo os ensinamentos de Sun Tzu para o nosso meio, podemos dizer que, a arte da Administração é de suma importância para a sobrevivência da Empresa e que é guiada por cinco fatores: A Lei Moral; o Céu; a Terra; o Chefe; o Método e a disciplina.

  • A Lei Moral: é ganhar da equipe confiança e admiração, através de atitudes pessoais corretas. É passar para a equipe de forma clara, os objetivos a serem alcançados, o que, como e porque.
  • O Céu: significa as mudanças que estão sujeitas.
  • A Terra: o caminho a ser percorrido, a escolha correta, a tomada de decisão.
  • O Chefe: significa o líder da equipe com todas as suas qualidades e capacitações.
  • O Método e disciplina: divisão hierárquica por onde será colocada em prática todas as fases da estratégia.

Todos esses fatores supra citados devem estar impregnados no administrador, tornando-se uma questão de sobrevivência.

“Tu Mu faz alusão à notável história de Ts’ao Ts’ao, que foi um disciplinador rigoroso que, uma vez, de acordo com seus próprios e severos regulamentos contra os estragos das plantações, condenou-se à morte por ter deixado o seu cavalo entrar num milharal. Para satisfazer o seu senso de justiça, foi persuadido a cortar o seu cabelo. Quando fizer uma lei, não permita que seja desobedecida; se for, seu infrator deve ser condenado à morte”.

Neste trecho vemos um exemplo de um disciplinador que não seguia suas próprias leis. Ao mesmo tempo em que regras são criadas para serem seguidas, sabemos que, em diversas organizações existem pessoas habilitadas a criar essas regras, que as ditam freqüentemente, e acabam por fazer exatamente ao contrário, além do fato que devemos estar sempre atentos a situação em que nos deparamos, e agir de forma flexível, usando sempre o bom senso.

Diz ainda: “O general que vence uma batalha, fez muitos cálculos no seu templo, antes de ser travado o combate. O general que perde uma batalha, fez poucos cálculos antes. Portanto fazer muitos cálculos conduz à vitória e poucos à derrota. É graças a esse ponto que posso prever quem provavelmente vencerá ou perderá”.

O administrador de sucesso é aquele que traça a sua estratégia com o objetivo de alcançar bons resultados. A diferença do vencedor e do perdedor está justamente naquele que antecipadamente planejou cada passo.


GUERRA EFETIVA

CAPÍTULO II

“Quando nos empenhamos numa guerra verdadeira, se a vitória custa a chegar, as armas dos soldados tornam-se pesadas e o entusiasmo deles enfraquece”.

Não devemos estipular metas à longo prazo sem que haja a avaliação e a recompensa de forma periódica, ou seja, o objetivo é de longo prazo, porém, os resultados positivos devem ser divulgados e comemorados em prazos menores, a fim de mostrar a toda a equipe que os objetivos estão sendo alcançados e para que o entusiasmo não se perca pelo caminho.

“Uma vez declarada a guerra, não perderá um tempo precioso esperando reforços, nem voltará com seu exército à procura de suprimentos frescos, mas atravessará a fronteira inimiga sem demora. O valor do tempo – isto é, estar ligeiramente adiante do adversário – vale mais que a superioridade numérica ou os cálculos mais perfeitos com relação ao abastecimento”.

“Traga material bélico, mas tome as provisões do inimigo”.

Não estamos sozinhos no mercado, ele é altamente competitivo, e estar à frente da concorrência é estar na liderança do mercado.

“Para que percebam a vantagem de derrotar o adversário, devem também ser recompensados. Assim, quando se captura bens do inimigo, esses devem ser usados como prêmios, de forma que todos os soldados tenham um forte desejo de lutar, cada um por sua conta”.

Quando ganhamos mercado sobre os concorrentes, deve-se levar ao conhecimento de toda a equipe, como também dividir os lucros provenientes dessa conquista, isto trará ânimo novo à equipe e forças para seguir caminho.


A ESPADA EMBAINHADA

CAPÍTULO III

“Lutar e vencer em todas as batalhas não é a glória suprema; a glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar. O general é o sustentáculo do Estado: se o sustentáculo for forte em todos os aspectos, o Estado será forte; se está defeituoso, o Estado será fraco”.

O essencial é que nos conheçamos e conheçamos a concorrência, os pontos fortes e fracos, sem que nos sujeitemos a riscos, para que a estratégia seja traçada em alicerces firmes, onde o administrador é o general e o Estado a empresa, onde dependendo de sua preparação levará ao sucesso ou ao fracasso.

“… se um general ignorar o princípio da adaptação, não deve ser colocado numa posição de autoridade. Um hábil empregador de homens usará o prudente, o bravo, o cobiçoso e o burro. Pois o prudente terá prazer em aplicar seu mérito, o bravo sua coragem em ação, o cobiçoso é rápido em tirar vantagens e o burro não teme a morte”.

O administrador deve estar ciente do poder de adaptação que as pessoas possuem, como também, saber aproveitar cada elemento com o seu talento que difere de um para o outro, sabendo encaixá-lo para desenvolver atividades conforme sua aptidão.


TÁTICAS

CAPÍTULO IV

“A garantia contra a derrota implica táticas defensivas; a capacidade de derrotar o inimigo significa tomar a ofensiva. Manter-se na defensiva indica força insuficiente; atacar, uma superabundância de força”.

A melhor tática a ser aplicada é a tática da ofensiva. Ser ofensivo é colocar-se em uma posição que torna a derrota impossível, sem perder a oportunidade de acabar com a força de qualquer reação do concorrente.


ENERGIA

CAPÍTULO V

“Na batalha, porém, não há mais de dois métodos de ataque: o direto e o indireto, todavia, a combinação dá ensejo a uma infindável série de manobras”.

Aprendemos aqui que, com a combinação dos poucos recursos que temos, podemos tirar o máximo de proveito.

“O guerreiro inteligente procura o efeito da energia combinada. Leva em conta o talento de cada um e utiliza cada homem de acordo com sua capacidade. Não exige perfeição dos sem talento”.

É saber canalizar a energia de cada indivíduo conforme suas capacitações, ou até mesmo, mesclar conhecimentos sem excluir aqueles que não contém conhecimentos, pois a troca de informações e conhecimentos os tornará aptos.


PONTOS FRACOS E FORTES

CAPÍTULO VI

“Descobrindo as disposições do inimigo e nos escondendo, podemos conservar nossas forças concentradas, enquanto as dele podem ser divididas. O local onde pretendemos lutar não deve ser revelado, pois assim o inimigo terá de se preparar contra um possível ataque em vários pontos diferentes”.

Devemos conhecer todos os pontos fortes e fracos da concorrência, nunca revelando qual será a nossa estratégia de ataque, desta forma, saberemos onde dispor de maior força como também enfraqueceremos os nossos concorrentes pelo fato de terem que separar suas forças por medo de uma investida repentina.


MANOBRAS

CAPÍTULO VII

“Sem harmonia no Estado, nenhuma expedição militar pode ser garantida…”

“Ao reunir um exército e concentrar suas forças, deve misturar e harmonizar seus diversos elementos antes de instalar seu acampamento”.

A harmonia entre as equipes e a coalizão administrativa é fato imprescindível para por em prática qualquer estratégia.

“Não podemos participar de alianças até estarmos a par dos objetivos dos nossos vizinhos”.

“Pondere e delibere antes de fazer um movimento. Vencerá quem tiver aprendido o artifício do desvio. Essa é a arte de manobrar”.

Não compor sociedade sem antes conhecer os reais objetivos dos interessados.

Toda e qualquer decisão deverá estar embasada em fatores reais que foram profundamente analisados, sem tornar-se moroso, procurando racionalizar e tornando todo processo eficaz.

“Ora, o espírito de um soldado é agudíssimo pela manhã; ao meio dia começa a enfraquecer e ao anoitecer sua mente está apenas voltada para o retorno ao acampamento. Um general esperto evita um exército quando de espírito agudo, mas ataca-o quando moroso e inclinado a retornar. Disciplinado e calmo, o general espera a chegada da confusão e do rebuliço entre o inimigo”.

O administrador deve ter o autodomínio, não deixando-se levar por precipitações e aguardando o melhor momento para por em prática o seu plano de ação.


VARIAÇÃO DE TÁTICAS

CAPÍTULO VIII

“Quando em região difícil, não acampe. Em regiões onde cruzam-se boas estradas, una-se aos seus aliados. Não se demore em posições perigosamente isoladas. Em situação de cerco, deve recorrer a estratagemas. Numa posição desesperada, deve lutar.”

“Há estradas que não devem ser percorridas e cidades que não devem ser sitiadas”.

“Nos planos de um chefe inteligente, as considerações sobre vantagens e desvantagens devem estar harmonizadas”.

Estar sempre aberto as mudanças, acompanhar as mudanças de mercado, analisar, repensar, reavaliar, abrir mão de algumas vantagens e encarar certas desvantagens como parte de um processo, isso significa capacidade de flexibilidade.


O EXÉRCITO EM MARCHA

CAPÍTULO IX

“A visão de homens sussurrando em grupinhos ou falando baixo revela inimizade entre superiores e inferiores”.

São fatos reais que acontecem no nosso dia-a-dia e que devem ser tratados com habilidade. É sinal também de conflitos de interesses e desunião do grupo, que pode ocasionar o não atingimento dos objetivos.

“Se os soldados forem punidos antes de se afeiçoarem ao chefe, não demonstrarão que são submissos e, a menos que se submetam, serão praticamente inúteis. Portanto os soldados devem ser tratados em primeiro lugar com humanidade, porém, mantidos sob controle, mediante uma rígida disciplina. Se ao treinar soldados, as ordens forem diariamente reforçadas, o exército será bem disciplinado; do contrário, sua indisciplina será nefasta”.

O administrador deve manter harmonia entre o grupo, tratando cada elemento com o devido respeito, sabendo que pessoas têm sentimentos e se comportam conforme o estímulo que lhe é imposto, não deixando de lado a disciplina que deverá ser moldada de forma cuidadosa durante todos os dias.


TERRENO

CAPÍTULO X

“Quando os soldados rasos são muitos fortes e seus oficiais muito fracos, o resultado é a insubordinação”.

“Quando os oficiais são muito fortes e os soldados rasos muito fracos, o resultado é o colapso”.

“Quando o general é fraco e sem autoridade, quando suas ordens não são claras e compreensíveis, quando não há obrigações determinadas para os oficiais e os soldados e as fileiras são formadas de forma desleixada e a esmo, o resultado é desorganização absoluta”.

Nota-se a necessidade do equilíbrio entre todos os níveis hierárquicos, resultantes da capacitação pessoal de cada indivíduo dentro da sua linha de ação.

Tão importante também é a organização, com funções bem definidas e tarefas a serem executadas distribuídas de forma clara, transparente e inteligível.

“Trate seus soldados como seus filhos e eles o seguirão aos vales mais profundos; trate-os como filhos queridos e o defenderão com o próprio corpo até a morte”.

“Se, porém, você for indulgente, mas incapaz de fazer valer sua autoridade; bondoso, porém incapaz de fazer cumprir suas ordens; incapaz, além disso, de dominar a desordem, então seus soldados ficarão iguais a crianças estragadas; ficarão inúteis para o que for.

Seja humano e preocupe-se com seus colaboradores como se fossem seus filhos, mais não faça igual a determinados pais que são complacentes com seus filhos e preferem ficar acomodados em um lugar de conforto ao invés de fazer valer sua autoridade a fim de corrigir, educar, orientar, preparar.


AS NOVE SITUAÇÕES

CAPÍTULO XI

Neste capítulo são citadas nove situações, onde a estratégia é traçada conforme o tipo de terreno à ser conquistado, uns mais fáceis, outros nem tanto.

Esta situação é a mesma que as empresas se deparam no seu dia-a-dia, onde as estratégias devem ser elaboradas conforme o caminho escolhido a ser trilhado.

“Não teremos sucesso, a menos que nossos soldados tenham tenacidade e unidade de objetivo e, acima de tudo, um espírito de cooperação harmoniosa”.

É de suma importância que o grupo todo esteja empenhado de forma harmoniosa em busca dos objetivos.

“O princípio pelo qual deve-se conduzir um exército, é estabelecer um padrão de coragem que todos devem atingir”.

“O general habilidoso conduz seu exército como se estivesse levando um único homem pela mão”.

Padronizar os processos reduz os custos e é uma forma eficaz de racionalização.

“O homem verdadeiramente inteligente, já dissemos, pode aperceber-se das coisas antes delas acontecerem…”

Consegue-se através do acompanhamento e do controle, antecipar ou previnir acontecimentos.


ATAQUE PELO FOGO

CAPÍTULO XII

“Triste é o destino de quem tenta vencer as batalhas e ter sucesso nos ataques sem cultivar o espírito de iniciativa, pois o resultado é perda de tempo e paralisação geral. O governante esclarecido situa seus planos muito à frente; o bom general melhora seus recursos. Comanda seus soldados com autoridade, mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Se a fé diminuir, haverá separação; se as recompensas forem deficientes, as ordens não serão respeitadas”.

Este trecho do capítulo nos faz refletir a importância do administrador ativo, visionário, hábil.

Como é necessário valorizar sua equipe, seja por um gesto, um elogio, um reconhecimento; seja por gratificações.


O EMPREGO DE ESPIÕES

CAPÍTULO XIII

“Ter espiões internos significa usar os funcionários do inimigo. Homens direitos que foram rebaixados no emprego; homens ofendidos por estarem em posições subalternas ou preteridos na distribuição de cargos; outros ansiosos para que seu lado seja derrotado e assim, possam ter uma oportunidade de exibir sua capacidade e talento… funcionários dessas várias espécies devem ser abordados secretamente e atraídos pela concessão de presentes caros”.

Neste início de capítulo, o autor nos mostra uma maneira de como conseguir ganhar mercado. Trazendo aquele funcionário que atua em uma outra empresa e que no momento não está satisfeito, para dentro de sua empresa, onde servirá de “espião”, trazendo informações importantes.

“Ter espiões convertidos quer dizer apoderar-se de espiões do inimigo e empregá-los para nossos próprios fins, fazendo subornos e promessas liberais, nós os afastamos do serviço do inimigo e os induzimos a fornecer-lhe informações falsas, e ao mesmo tempo, espionar seus compatriotas”.

Fazer com que o funcionário de outra empresa, que tem por missão levar informações de nossa empresa, leve informações falsas, mantendo o sigilo.

“Ter espiões condenados significa fazer certas coisas às claras, com o objetivo de enganar e permitir aos nossos próprios espiões tomar conhecimento e, quando traírem, comunicarem o que sabem ao inimigo”.

Fazer com que aquele funcionário que irá trair receba informações incorretas sem saber que as são, repassando ao concorrente, sem trazer maiores conseqüências para a nossa empresa.

Autor: Gelson Nascimento

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Saiu artigo novo! em 24/05/2020
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