SEQUÊNCIA DIDÁTICA – LER PARA ESTUDAR E PRODUZIR TEXTOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

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JUSTIFICATIVA 

A necessidade de aprender a estudar, para as crianças, não é apenas uma condição para a continuidade da vida escolar. É essencial também para o futuro exercício profissional, pois a capacidade de se atualizar continuamente se mostra vital no mundo atual, tendo em vista a rapidez com que surgem novas informações. E cabe à escola ensinar as práticas associadas ao estudo, particularmente à leitura e à produção de textos de divulgação científica. Tais práticas passam a ganhar cada vez mais espaço à medida que se avança na escolaridade, em textos associados às áreas de História, Geografia e Ciências Naturais. Quando associada às atividades de estudo, a leitura inclui uma série de ações indispensáveis ao propósito de ampliar os conhecimentos do leitor sobre o tema abordado. No caso da escrita, a produção de textos de divulgação científica impõe algumas características que são importantes para cumprir o objetivo de compartilhar informações aprendidas.
Para aprender os comportamentos de leitor e escritor associados às atividades de estudo, é preciso inserir os alunos em situações em que eles utilizem esses textos e possam compartilhar com outras pessoas o que aprenderam a partir da leitura. Nas atividades, além de os alunos precisarem colocar em jogo estratégias para compreender o que lêem, também poderão apreciar os textos, compartilhar informações, discutir pontos de vista, aprender mais sobre um determinado assunto, etc. Nessa seqüência os alunos terão a oportunidade de desenvolver seus comportamentos de leitores principiantes, de participar de diversas situações de leitura: no início, contando com o apoio do professor, mas assumindo depois, gradualmente, maior controle sobre a leitura e o registro das informações. Vão partir de uma situação real de estudo e pesquisa para pôr em prática, com sua orientação, vários dos comportamentos inerentes ao trabalho de estudante: ler, selecionar informações relevantes, organizá-las num discurso próprio, compartilhá-las com outras pessoas etc. Tudo isso com o estímulo simultâneo para que avancem em seus conhecimentos sobre a escrita e suas convenções. A expectativa é também que eles avancem como escritores.
Ao reapresentarem o que aprenderam, em suas produções escritas, você lhes oferecerá diferentes momentos de revisão, com o intuito de aprimorar a linguagem e propor a reflexão sobre a escrita correta das palavras. A participação na seqüência é útil mesmo para os alunos que não sabem escrever, pois lhes proporciona a oportunidade de se aproximar de importantes características dos textos de divulgação científica e de alguns dos comportamentos de leitores e escritores quando inseridos em situações de estudo, tendo o professor como escriba.
Adaptado do Material do Professor – Projeto Toda Força ao 1º Ano – Cidade de São Paulo
 ÁREA DO CONHECIMENTO: Língua Portuguesa
CONTEXTO: Ler Para Estudar e Para Produzir Textos de Autoria.
PÚBLICO ALVO: Alunos do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
AUTOR: Dermival Almeida Santos – Coordenador pedagógico de Boa Vista do Tupim.
SUPERVISÃO PEDAGÓGICA: Thais Pinheiro Costa Mascarenhas
COLABORAÇÃO: Patrícia Freitas e Eliete Ramos (professoras da Escola Avany Anaral Andrade), Roberta Oliveira (Escola Santo Antonio Beija-Flor) e Osmarildo Dias (Escola João Ribeiro de Freitas) – povoado de Amparo / Zuca – Boa Vista do Tupim – BA.
OBJETIVO GERAL
  • Desenvolver comportamentos leitor que se aprofunda em um determinado tema para a partir de estudos produzirem textos de divulgação científica conservando a linguagem adequada a este gênero.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Conhecer algumas das características desses textos;
  • Fazer usos de comportamentos leitores como tomar notas, resumir, rascunhar, sublinhar, mesmo que com o apoio do professor.
  • Ler textos de divulgação científica com maior autonomia;
  • Produzir um texto científico a partir de uma ficha técnica;
  • Utilizar comportamentos de escritor relacionados à escrita de textos de divulgação científica.
  • Utilizar procedimentos de leitor relacionados à leitura feita com o propósito de estudar (textos de divulgação científica);
DESCRIÇÃO DAS AULAS 
1ª AULA

OBJETIVOS:
  • Levantar as hipóteses dos alunos em relação ao conhecimento sobre gafanhotos, grilos e esperanças.
  • Ler para grifar as principais informações de um texto de divulgação cientifica.

ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:

 1. Apresente o tema aos alunos, diga que iremos a partir de agora estudar sobre alguns insetos bem interessantes e que se camuflam no meio do mato, mas que estão presentes em todos os lugares do mundo.
 2. Entregue uma folha contendo algumas questões que as crianças terão de responder, antes de ler o texto, relacionados aos grilos, gafanhotos e esperanças, sobre informações gerais como: alimentação, características, como tem filhotes, comportamentos, estrutura do corpo etc.
3. Sistematize as respostas em um pedaço de papel metro ou cartolina e fixe na parede para posterior consulta, à medida que forem estudando sobre o tema.
4. Leia para eles, o texto “Os gafanhotos”, e discuta sobre as informações contidas e relacione ao que foi respondido por ele anteriormente. Analise as informações e intervenha para que em conjunto destaque as principais informações. Feito isso, transcreva com a ajuda deles numa cartolina, e deixe também exposto junto ao anterior.
5. Pergunte se o texto lido diz tudo sobre o inseto e se gostariam de aprender mais sobre ele. Combine que na próxima aula você lerá um novo texto, só que neste terá novas informações sobre o inseto.
2ª AULA 

OBJETIVOS:
Ler o 2º texto sobre “os grilos” para preencher uma ficha técnica sobre o animal.
Localizar uma informação explicita em um texto expositivo.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Dívida a turma em duplas.
2. Numa conversa informal recupere as discussões da aula anterior, use os cartazes como referencia.
3. Pergunte se eles ficaram ansiosos para descobrir novas informações sobre o animal e se procurara saber outras coisas, o que e como, ouvir a todos atentamente.
4. Comente que você também ficou bastante curioso para saber sobre o referido animal e foi pesquisar e encontrou um belo texto que será entregue a cada um para que leia e aprenda mais sobre os grilos.
 5. Oriente as duplas deixando um para ler e outro para transcrever as informações numa ficha (redigida com antecedência) que será entregue junto com o texto, explique direitinho a arrumação. A sua intervenção será indispensável, para que grifem as informações completas ou para que grife mais que o necessário.
6. Recolha a ficha para posteriores consultas – o texto seguirá com eles com a recomendação para que leiam.
Questione: será que já sabemos tudo sobre os gafanhotos? O que ainda precisamos descobrir?
7. Diga que na próxima aula lerão um novo texto para descobrir mais curiosidades sobre os grilos.
3ª AULA
OBJETIVO:
  • Comparar as informações de textos diferentes sobre um mesmo tema para preencher um quadro comparativo.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Recupere oralmente o que foi feito anteriormente, se apoiando no material exposto na sala de aula.
2. Peça a todos que volte aos textos e questione se leram os textos e se contaram para alguém sobre o que descobriu sobre os grilos.
3. Leia para eles um novo texto sobre os grilos para que se informem mais sobre o referido inseto.
4. Discuta acerca das informações contidas no texto que acabara de ler e questione se há novas informações ou complemento para o que foi estudado anteriormente, vá anotando com a ajuda deles essas informações num pedaço de papel que já deverá está fixo à frente deles.
5. Mantenha as mesmas duplas da aula anterior e entregue um quadro comparativo de acordo com modelo anexo ao final dessa seqüência.
 4ª AULA 
OBJETIVO:
  • Planejar a produção de um texto informativo á partir de notas em fichas técnicas e quadro comparativo de vários textos que tratam do mesmo tema.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Regate a discussão das aulas anteriores.
2. Entregue cópias dos textos e também da ficha técnica preenchida por eles anteriormente e também o quadro comparativo.
3. Explique para eles da importância de nos prepararmos com antecedência para fazer qualquer coisa, relacione com exemplos do dia-a-dia. Comunique que eles terão que escrever um texto falando sobre os gafanhotos na próxima aula e, portanto devem planejar como devem escrever o texto, como organizar as informações etc. 4. Por meio de questionamentos e analise dos textos e regado de discussão e decidam como organizar as informações (sequenciar), busque deles sempre uma justificativa para a arrumação do texto e organize um escrito num pedaço de papel (ou no quadro) a ordem por parágrafos e as informações (sínteses) que devem constar.
5. Analise a estrutura do texto e faça com eles ditando pra você o que não pode faltar no texto. Nesse momento você professor tem um importante papel, pois eles podem não perceber muitas coisas, levantar questionamentos ou problematizar questões são atitudes essenciais.
5ª AULA 

OBJETIVO:
Escrever um texto informativo com base nas informações transcritas de textos pesquisados anteriormente.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Converse com as crianças para recuperar o que foi feito nas aulas anteriores e situá-los quanto ao percurso que fizeram ate então.
2. Forme as duplas e entregar cópias da fixa técnica que fora produzida e sistematizada e também do quadro comparativo.
3. Explique que com base nas informações que escreveram na ficha técnica e no quadro comparativo terão que escrever um novo texto. 4. Entregue uma folha onde deverão passar a limpo a produção para lhe entregar.
5. Em casa com cuidado, analise cada texto e prepare outro texto que será usado na 9ª aula, com propósito de revisá-lo.
6ª AULA

OBJETIVO:
Ler de um texto para destacar informações importantes e transcrevê-las. Levantar as hipóteses dos estudantes a cerca do tema em estudo.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Resgate as discussões da aula passada, para situar as crianças quanto ao caminho percorrido e comunique que na presente aula eles terão a oportunidade de conhecer um novo inseto, e que terão que ficar atentos, pois teremos um percurso de estudo parecido com o que fizemos com o estudo sobre os gafanhotos.
2. Organize a turma em novas duplas (ou mantenha as mesmas das aulas passadas, se julgarem interessante).
3. Ative os conhecimentos prévios dos alunos, trazendo de casa algumas questões. Faça as perguntas para toda a turma e registre num pedaço de papel. Faça também uma lista do que as crianças querem aprender ou têm curiosidade sobre os grilos.
4. Entregue a cópia do texto 1 “Grilos” e peça que faça uma leitura detalhada do texto e discutam com os colegas quais informações julgam interessante no texto, peça que grifem as informações no texto para depois transcrever-las num papel que será entregue por você ao final do estudo. Faça com que compare as informações do texto com as hipóteses levantadas.
5. Seu apoio durante a atividade é imprescindível, pois eles terão dificuldades em decidir o que grifar. Recorra ao que fizeram anteriormente, as fichas e o quadro comparativo, onde poderão visualizar as principais informações do texto.
6. Entregue uma folha para que possam transcrever as informações. Lembre-se que transcrever não é copiar, portanto eles terão que escrever as informações com suas próprias palavras.
7. Recolha as notas que foram tomadas para posterior uso. 7ª
AULA

OBJETIVO:
Complementar as informações recolhidas de um texto, para produzir um texto futuramente.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Converse com a turma e peça que digam o que foi feito até então dentro da seqüência, com a intenção de recuperar o caminho percorrido.
2. Entregue o texto 2 sobre os grilos para cada aluno, mesmo dentro das duplas. Peça que leiam o texto e após discutam sobre as informações e grife-as, seguindo as mesmas orientações da aula anterior.
3. Devolva a eles a folha com as informações que transcreveram na aula passada, comunicando que terão que revisar as notas, com base no que foi estudado no texto da presente aula para que possam acrescentar ou enriquecer as informações escritas por eles na aula anterior.
4. Ofereça as ajudas necessárias, intervindo junto às duplas. E após a atividade recolha as notas revisadas para serem usadas posteriormente.
8ª AULA
OBJETIVO:
Preencher uma ficha técnica com informações sobre os grilos.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Recupere as ações feitas nas aulas anteriores, brevemente, para situar a turma.
2. Organiza a sala individualmente. E entregue em todos os textos lidos para que de posse deste preencham uma ficha. Lembrando que terão que ler novamente os textos, com esse propósito.
3. Entregue o esqueleto da ficha técnica para que possam preencher com as informações colhidas nos textos. Fica mais interessante se houver duas colunas, uma para o texto outra destinada ao texto dois.
4. Ande pela sala oferecendo ajudas e fazendo as intervenções necessárias.
9ª AULA
OBJETIVO:
  • Revisar o primeiro texto produzido sobre os gafanhotos, para corrigir questões de ordem da organização das idéias e da adequação da linguagem.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Converse formalmente com a turma, recuperando as etapas já cumpridas da seqüência.
 2. Divida a sala em trios (de acordo com critérios bem pensados no sentido de favorecer o bom andamento do trabalho).
3. Faça-os lembrarem da produção que fora feita anteriormente, sobre os grilos. Comunique que você esteve olhando durante algum tempo as produções de todos e pegou alguns fragmentos destas e formou um novo texto, só que este texto apresenta alguns problemas na escrita e organização das idéias e que o trabalho deles é fazer essas correções.
4. Entregue cópia do texto a cada trio e peça que leia e discutam a luz dos erros observados e marque-os.
5. Entregue a cada grupo uma folha de papel pautado onde terão que transcrever o texto corrigindo o que observaram em relação ao discurso, organização das idéias e concordância.
6. Peça que ilustre, se preferir, pois os textos serão expostos na sala de aula (ou pátio da escola, se for o caso) ou ser publicado no jornalzinho da escola.
10ª AULA 
OBJETIVO:
  • Apoiar-se nas notas produzidas e na ficha técnica para produzir um texto.
  •  Planejar a produção do texto.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Retomar o estudo sobre os gafanhotos, lembrando do processo todo que foi feito.
2. Comunicar à garotada que vocês hoje irão escrever um texto falando sobre os gafanhotos e que as informações da ficha técnica irão ajudá-lo a recuperar as informações necessárias para compor o texto, mas que poderão escrever com base nos estudos feitos e as informações colhidas em pesquisas que eles tenhas feito.
3. Combinar com eles, com base no que foi discutido no planejamento da primeira produção que digam o que não podem faltar, ou seja, adapte o que foi combinado no planejamento da produção passada ao de hoje e escreva tudo na lousa, para que possam consultar.
4. Entregar as notas e as fichas técnicas feitas nas aulas anteriores e solicitar que escrevam o texto. Acompanhe a produção, levantando hipóteses, fomentando discussões, problematizando, recuperando informações, enfim orientando.
5. Recolha o texto para análise.
11ª AULA 
OBJETIVO:
  • Ler dois textos diferentes para comparar a riqueza das informações.
  •  Ler, com maior autonomia, textos de divulgação científica.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Após ter organizado as duplas e atribuído um texto diferente sobre “As esperanças” a cada uma delas (um com informações mais detalhadas outro mais resumido), explique a atividade. Em duplas, os alunos vão ler os textos sobre um dos “as esperanças” e, no final, discutir o que entenderam.
2. De para cada um uma folha com o esqueleto de uma ficha técnica e peça para cada um preencher de acordo com as informações do texto lido.
3. Solicite que eles comparem e veja: qual dos textos estava mais completo? Por quê? Quais as informações eram iguais e quais eram diferentes? Enfim, faça com que percebam a riqueza de detalhe no texto mais completo e percebam que a precisão na forma de escrever textos expositivos ou de divulgação cientifica é muito importante.
4. Peça que leia as fichas técnicas que na medida em que forem produzindo e defina quem lerá em voz alta em cada grupo (o aluno mais avançado), para que o outro acompanhe. Oriente-os a realizar pausas ao terminar cada parágrafo (ou tópico) e discutir o que entenderam e irem revisando o que for necessário.
5. Enquanto os alunos se dedicam à leitura, caminhe entre eles, observe como trabalham e faça intervenções no sentido de garantir a participação de todos.
6. Verifique se todos os grupos leram seus textos e cumpriram com sua determinação dentro do combinado.
12ª AULA
OBJETIVO:
  • Analisar a estrutura de um texto expositivo, buscando compreender como se organiza a sua estrutura.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:

1. Selecione previamente o texto produzido por uma das duplas no qual as informações estejam claras e bem apresentadas, mas haja repetição excessiva do nome do animal.

2. Para começar, leia para a classe o texto selecionado, focalizando a qualidade do que está escrito: ressalte como as informações estão bem selecionadas e como está fácil compreendê-las.
3. A seguir, direcione a atenção dos alunos para a questão da repetição do nome do animal. Mostre como esse problema empobrece o texto, torna a leitura mais cansativa.
4. Comente que isso não acontece no texto que já conhecem sobre os golfinhos.
5. Distribua o texto, ou escreva-o na lousa, para que leiam. Explique que desta vez a preocupação não é conhecer esses animais, mas observar como o autor fez para evitar a palavra “golfinho” muitas vezes (ver abaixo a análise desses recursos).
6. Após a leitura, discuta com os alunos os recursos utilizados pelo autor e vá marcando cada um. Espera-se que reparem em formas como ELE, ELES, ESTE, INSETO, ESTE BICHO, ESTA PRAGA etc. e que também percebam como o nome pode ser simplesmente suprimido.
8. Finalmente, explique que na próxima aula vão revisar os textos que produziram, procurando utilizar palavras para evitar repetir muito o nome do animal estudado.
13ª AULA
OBJETIVO:
  • Releitura de um texto para fazer uma tomar notas e use estas para ajudar numa exposição oral.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Apresente a atividade aos alunos já reunidos em duplas. Devem reler o texto utilizado na aula anterior (o mais completo) e discutir o que entenderam após a leitura de cada parágrafo. Em seguida, um dos integrantes anota o que o outro ditar: a informação que entenderam. Enfatize que devem anotar com suas próprias palavras, para que não se sintam obrigados a copiar ou a decorar o conteúdo.
2. Defina, em cada grupo, quem lerá em voz alta (o aluno mais avançado), para que o outro acompanhe, e quem escreverá o que o colega vai ditar.
3. Acompanhe de perto o momento em que os alunos anotam as informações: peça a eles para explicar o que compreenderam com suas próprias palavras, antes de anotar.
4. Garanta que todos os grupos tenham lido e anotado algumas informações.
5. Faça um sorteio de quatro alunos para que possam, com o apoio do estudo e das notas, fazer uma exposição do conteúdo estudado.
14ª AULA
OBJETIVO:
Revisar o segundo texto, “Os grilos” para corrigir os aspectos linguísticos discursivos.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Propicie uma conversa informativa a fim de recuperar o que foi feito nas aulas anteriores e enfatizar mais os processos de produção, para que se situem na atividade a ser proposta.
2. Corrija os erros de ortografia do texto selecionado e passe-o a limpo, para mostrá-lo na lousa ou por um cartaz. A existência de erros ortográficos pode desviar a atenção dos alunos para tais questões, em vez de se dedicarem aos problemas de linguagem.
3. Converse com a classe, explicando que você irá mostrar-lhes um texto para que eles sugiram alterações, utilizando os recursos de substituição discutidos na aula anterior.
4. Leia os parágrafos, um a um, e aguarde as manifestações, fazendo em seguida as substituições que forem pertinentes.
5. Se você tiver identificado algum problema que não foi detectado pelos alunos, assinale-o e proponha que busquem formas de resolvê-lo.
15ª AULA
OBJETIVO:
 Ler o texto “Esperança” para aprender a selecionar informações sobre o animal estudado.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Explique a atividade aos alunos, organizados em duplas: com base na formação das aulas anteriores, onde devem preencher a ficha técnica do animal.
2. Entregue uma cópia do texto “esperanças” e da ficha e leia com eles cada um dos campos e oriente-os para que procurem no texto as informações solicitadas.
3. Cada um dos integrantes deve buscar em seu texto a resposta adequada para preencher cada um dos campos da ficha.
 4. Quando terminarem, oriente-os para que releiam as fichas.
16ª AULA 
OBJETIVO:
  • Fazer uma análise comparativa entre dois textos que tratam de um mesmo tema.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Reste oralmente e com a participação de todos o que foi feito nas aulas passadas e da importância de irmos refletindo sobre o caminho percorrido até então no estudo sobre a vida desses insetos. 2. Explique que na aula de hoje terão que fazer uma analise de dois textos que fala do mesmo inseto “a esperança”.
3. Leia o texto 2, sobre “as esperanças”: leia duas vezes – na primeira leia na integra e na segunda um leitura com pausas para discutir as informações contidas no texto.
4. Traga de casa fragmentos dos dois textos escritos em um pedaço de papel-metro e fixe-os em um local visível. Com a participação de todos vá analisando cada informação do texto comparando com as do outro texto, evidenciando a forma diferente que cada autor escreve uma mesma informação. É importante ir questionando, intervindo, para que as crianças analisem, discutam, enfim participem da aula, para isso fazer um combinado antes da aula é bem interessante (veja orientação ao final da seqüência).
5. Forme trios, e entregue uma tabela tendo em uma coluna a forma como um dos autores dos textos estudados escreveu e em outra coluna, deixe um espaço para que transcrevam (escrevam com suas palavras) as informações citadas.
17ª AULA 
OBJETIVO:
  • Analisar comparativamente as características dos grilos, gafanhotos e esperanças.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
 1. Resgate as discussões das aulas passadas.
2. Leia o texto “Sobre grilos e Cia”, omitindo a tabela que segue com o texto. Faça uma leitura pausada para que possam assimilar as informações.
3. Entregue a cada dupla um esqueleto da tabela que segue com o texto, contendo só as características e omitindo a comparação que o autor faz. Diga a ele que no texto quer você leu o autor preencheu uma tabela idêntica a que estão recebendo e que a tarefa deles e preenchê-la com informações dos textos estudados. Deixe cópias dos textos anteriores para que possam consultar caso necessitem.
4. Circule entre as duplas e ofereça as ajudas necessárias, oriente quanto à melhor forma de fazer a tarefa.
5. Finalmente, compartilhe com eles a copia das informações feito pelo autor do texto para que possam compar. Importante deixar claro que não é por que o autor escreveu de forma diferente dos alunos que o deles está errado.
6. Eleja junto com o grupo algumas das produções para irem para o mural.
18ª AULA
OBJETIVO:
  • Ler um texto em dupla comparado os três insetos estudados para refletir acerca das informações e da forma como autor escreve.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Após ter planejado a organização das duplas e atribuído um animal a cada uma delas, explique a atividade. Em duplas, os alunos vão ler o texto sobre um dos animais e, no final, discutir o que entenderam.
2. Defina quem lerá em voz alta em cada grupo (o aluno mais avançado), para que o outro acompanhe. Oriente-os a realizar pausas ao terminar cada parágrafo e discutir o que entenderam e como o autor escreve sobre o animal.
3. Enquanto os alunos se dedicam à leitura, caminhe entre eles, observe como trabalham e faça intervenções no sentido de garantir a participação de todos.
4. Verifique se todos os grupos leram seus textos.
5. Proponham que analisem as características de cada animal estudado, comparando-os, enquanto você pode preencher um quadro comparativo na lousa, para ajudá-los você pode ir descrevendo o comportamento, as características do animal e ir questionando as semelhanças e diferenças e redigir os tópicos junto com eles.
19ª AULA

OBJETIVO:
  • Escrever um texto sobre um dos insetos estudados anteriormente sem consulta de notas.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Explique aos alunos que devem escrever um texto sobre o animal que estudaram, não podendo consultar suas anotações e o texto lido. Procure deixar claro que devem pensar em informações que despertem o interesse dos leitores e que esse texto será complementado com as informações já incluídas na ficha técnica. 2. Sugira que, antes de iniciar a escrita, releiam as anotações feitas durante a etapa de estudo, para que tenham boas idéias para escrever.
3. Circule entre os alunos e faça intervenções para que ambos contribuam, em cada dupla.
4. Quando terminarem a escrita, sugira que releiam o que escreveram.
5. Atenção! Não se espera que os textos sejam longos, mas que as crianças escrevam duas ou três curiosidades. Assim, é provável que uma aula seja suficiente para terminar a produção.
20ª AULA
OBJETIVO:
  • Leitura do Texto bicho pau, para resumir as informações, refletindo sobre os pontos comuns e incomuns entre os animais estudados.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Desenvolva uma conversa com a classe, contando inicialmente aos alunos quais são os assuntos abordados no texto que irão ler.
2. Se os alunos quiserem, deixe-os contar aos colegas o que já sabem sobre o bicho-pau.
3. Escolha dois alunos para copiarem em um papel as informações que você anota na lousa.
4. Faça a primeira leitura e dê um tempo para comentarem o que entenderam.
5. A segunda leitura será compartilhada, faça uma pausa após o primeiro parágrafo e pergunte qual a informação mais importante lida nesse trecho. Não é preciso que reproduzam todas as informações, já que selecionar é um importante procedimento a ser aprendido. Também não se espera que façam uma reprodução literal, pois compreender um texto não é decorá-lo, mas ser capaz de reelaborá-lo com as próprias palavras. Proceda da mesma forma com os demais parágrafos e vá anotando na lousa o que forem resumindo.
6. No final da leitura, releia as informações anotadas na lousa e garanta que os alunos encarregados da cópia realizaram um bom trabalho, incluindo todas as anotações.
7. Suscite uma discussão com o objetivo que comparem o modo de ser e viver entre os insetos estudados, voltando as anotações, fichas e textos expostos no mural destinado a expor os materiais produzidos durante a seqüência didática.
8. Lembre-se! A seqüência poderá continuar, caso julga interessante, existe uma infinidade de insetos parecidos com os já estudados então não se acanhe! Vá à luta!
21ª AULA
OBJETIVO:
  • Compartilhar com os colegas o que se aprendeu durante o estudo do texto sobre o animal.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS:
1. Planeje a organização das apresentações previamente e se preciso, use mais de um dia para esta atividade e defina a apresentação de algumas duplas para cada dia. É importante que cada dupla se apresente uma vez, dando oportunidade a todas.
2. Explique aos alunos que eles devem contar aos colegas o que aprenderam, mas sem ler o texto. Devem explicar o que lembram, podendo consultar um ou outro dado no texto ou em suas anotações. Esta atividade põe em jogo a linguagem oral: não se trata de leitura em voz alta.
3. Procure fazer com que cada dupla se apresente de forma breve e descontraída.
4. Não precisam contar tudo que aprenderam, mas apenas o que mais chamou sua atenção.
5. Ao convidar cada dupla para expor suas informações, procure incentivar a participação dos dois integrantes. O importante é que procurem se manifestar com suas palavras, mesmo que alguns termos sejam tomados do texto. Vá convocando as duplas, uma após a outra.
6. Incentive os colegas a fazer perguntas quando não compreenderem algo do que foi exposto, deixando as respostas por conta dos integrantes da dupla que está fazendo a apresentação.
DICAS PARA O PROFESSOR
 ..se os alunos perguntarem pelo significado de palavras que não conhecem? É comum que isso ocorra, principalmente quando, como neste caso, se trata de leitura para aprender, situação na qual o leitor costuma se manter bem atento. No entanto, a busca constante no dicionário não é funcional, pois interrompe demasiado uma atividade em que a continuidade é necessária para a construção da compreensão. Quando surgirem dúvidas, compartilhe com as crianças e estimule-as a inferir o significado a partir das informações oferecidas pelo próprio texto. O dicionário só é indicado quando for impossível inferir o significado da palavra e o esclarecimento da dúvida for fundamental para compreender o que está escrito. …se os alunos interpretarem de maneiras diferentes o que está escrito? Diferente dos literários, os textos de divulgação científica se utilizam de linguagem marcada pela objetividade, com pouco espaço para interpretações pessoais. No caso de idéias diferentes dos alunos, construídas a partir de um mesmo trecho, é importante reler e analisar com a turma qual delas está de acordo com o texto, qual é a interpretação autorizada pelo texto. Se a discussão surgir, estimule os alunos a argumentar o que, no texto, indica que uma ou outra é mais correta.
PESQUISAR É INDISPENSÁVEL PARA Quem LER PARA ESTUDAR 
Os comportamentos leitores em situação de estudo são vários e muitos foram contemplados nessas aulas, porém, não foi previsto na descrição das aulas momentos onde os alunos pudessem pesquisar, sendo assim o professor pode propor situações onde os alunos poderão pesquisar na internet, ou na biblioteca da escola para saber mais sobre os insetos estudados ao logo da seqüência. Os alunos precisam saber em que portadores textuais devem buscar as informações e quis os gêneros podem lhes servir como suporte. Dispor inúmeros materiais impressos sobre os bichos estudados (inclusive literários como fábulas e contos), para que percebam que não é em qualquer material que vão encontrar informações precisas e confiáveis em que lhes sirvam para complementar ou produzir um texto de divulgação cientifica (como na seqüência) ou expositivo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
  • BRASIL. Ministério da Educação. Língua Portuguesa. Brasília: SEF/MEC, 1996. (Série Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Fundamental 1ª a 4ª série)
  • BRASIL. Ministério da Educação. Programa de formação de professores alfabetizadores (Profa). Brasília: SEF/ MEC, 2001.
  • FERREIRO, Emilia. Passado e presente dos verbos ler e escrever. São Paulo: Cortez,
  • LERNER, Délia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002.
  • SÃO PAULO (SP). Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Projeto intensivo do Ciclo I: material do professor / Secretaria Municipal de Educação. – São Paulo: SME / DOT, 2006.
  • Revista Ciência Hoje Para crianças, ano 20 / nº 176 de janeiro/fevereiro de 2007.
  • SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento. São Paulo: Contexto, 2008.
TEXTOS USADOS DURANTE O PROJETO  TRABALHO COM OS ALUNOS

GRILOS

 

São insetos ágeis, de tamanho pequeno ao médio – variando, em geral, de um a três centímetros – por isso, são considerados onívoros. Dizemos “essencialmente” porque a versatilidade da alimentação destes insetos é enorme. Imagine que é possível criar algumas espécies em laboratório usando ração de peixe e aveia, mas se forem oferecidas folhas de alface e resto de comida, eles também comem. Os grilos possuem antenas com mais de 30 partes e tão longas quanto seu corpo, o dos grilos é dividido em cabeça, tórax e abdome. No final do abdome, as fêmeas possuem uma estrutura longa e cilíndrica, chamada ovipositor, pela qual liberam os ovos já fecundados.
        Os grilos possuem tímpanos – órgãos semelhantes aos dos nossos ouvidos – que ficam localizados – acredite! – nas pernas anteriores. Uma outra característica curiosas desses animais é a produção de sons, embora nem todos os grilos possuam a habilidade de “ cantar”. Somente os grilos que têm asas conseguem emitir o “cri-cri-cri”. E por uma razão muito simples: para produzir o som, é preciso esfregar uma asa na outra. Portanto, grilo sem asa não “canta”. Outro detalhe importante: apenas os machos são capazes de fazer o barulhinho.
LUIZ GUSTAVO SOUTO SOARES E MARCELO RIBEIRO PEREIRA, LABORATÓRIO DE ORTHOPTEROLOGIA, DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA GERAL, UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

 

Praga de Gafanhotos

José Guimarães Duque Filho
O jornal O Estado de São Paulo publicou dia 5 de agosto deste ano de 2004, uma reportagem sobre a praga de gafanhotos que atingiu e ainda atinge alguns países africanos. Na cidade de Nouakchott, na Mauritânia, nuvens de gafanhotos foram estimadas com uma densidade de 50 milhões de insetos por quilometro quadrado, revela a reportagem, dizendo também que eles podem se deslocar até 100 quilômetros por dia, tendo atingido a Argélia, a Líbia, o Marrocos e a Tunísia.
As pragas de gafanhotos são célebres e estão bem descritas em vários livros, tanto históricos quanto científicos. Dessas pragas, a mais antiga que se tem notícia é narrada na Bíblia, ao tempo de Moisés, há cerca de 3.300 anos atrás, quando este admoestava mais uma vez o Faraó a libertar o povo hebreu, ameaçando-o com gafanhotos que cobririam totalmente o solo, comendo o que sobrou da praga de saraivas e arrasando as árvores, se os hebreus não pudessem partir do Egito. O Faraó não cedeu nesta ocasião e a praga foi das mais terríveis.
O gafanhoto é um inseto que se alimenta essencialmente de folhas, e apenas 10 gafanhotos podem devastar uma mangueira, conforme informação obtida na Internet. No Brasil, o estado mais atingido por gafanhotos é o Mato Grosso, onde eles já causaram danos em área de dois milhões de hectares. O inseto é bastante guloso (come o equivalente a seu peso por dia) e sua alimentação variada inclui gramíneas e pastagens. Como os defensivos químicos são muito nocivos, a Embrapa vem desenvolvendo um fungo para controle biológico do gafanhoto.
As Leis que regem a Natureza, seja no espaço cósmico em dimensões macroscópicas, seja no espaço dos átomos em dimensões microscópicas, são perfeitas pois emanaram da Fonte Perfeita, a Vontade do Criador. O equilíbrio da natureza é administrado por estas Leis, que regulam os ciclos de existência das espécies que habitam o planeta Terra bem como os ciclos vitais dos ares, das águas, das temperaturas, dos solos, das rochas e muitos outros.
Desta forma, as pragas de gafanhotos, as erupções vulcânicas, os tornados, os ciclones, os terremotos, os maremotos, as secas, as chuvas torrenciais, enfim, todos esses fenômenos naturais são ajustes e regulagens necessários, efetuados pela mãe natureza para que o planeta como um todo continue em equilíbrio harmônico. O ser humano deve procurar compreender e interpretar as ações da mãe natureza, e assim inserir-se harmonicamente na engrenagem das Leis da Criação. Auxiliar e não perturbar, eis a questão!
É inegável que as desastradas ações nocivas dos seres humanos em relação ao meio ambiente, tais como, desmatamentos, queimadas, explosões de bombas inclusive as nucleares, poluição dos ares, das águas e dos solos, matança de animais sem necessidade, uso de defensivos químicos na lavoura, e vários outros, muito contribuem para o desequilíbrio do planeta, incrementando os efeitos naturais necessários ao seu re-equilíbrio. Despendem desta forma, muitos esforços em coisas erradas e despendem muito mais esforços ainda em reparar esses erros. Assim, o ser humano regride no seu desenvolvimento.
Como hóspede no planeta, o ser humano tem a obrigação de cuidar da casa (a Terra), mantendo-a limpa, conservada e auxiliando a mãe natureza, procurando aliviar seus esforços de reequilíbrio do meio ambiente terrestre. Os recursos naturais terrenos não são eternos, dependem de reciclagem para durarem mais tempo e assim proporcionar às atuais e futuras gerações um ambiente saudável e digno de sua existência.
Quanto maior for o estrago realizado pela espécie humana na natureza terrestre, maior será a reação desta contra os seres humanos terrenos, devolvendo-lhes os frutos gerados por desejos tenebrosos, egoístas e devastadores.
Além disso, os habitantes da Terra estão vivendo o tempo do Juízo Final. Agora, as ações de cada um, seus pensamentos, suas palavras e suas atitudes estão sendo julgadas pela Lei do Criador. Muito tempo, aliás, milhões de anos foram dados para o desenvolvimento do ser humano terreno, no sentido das Leis Eternas, mas este tempo não foi devidamente aproveitado. As sementes plantadas pelos seres humanos, germinaram, foram cuidadas, transformaram-se em plantas, deram os mesmos frutos originais e tem de ser saboreadas por cada um que as plantou, havendo nisso uma Justiça e um Amor, que hoje, dificilmente, ainda podem ser reconhecidos pela maioria.
Nestes tempos, os fenômenos naturais que vem gradativamente aumentando em intensidade e em número, transformarão a Terra inteira, auspiciando uma nova era, a Era dos Mil Anos, para uma criatura humana transformada, lapidada, consciente e sobretudo, agradecida ao Criador.
Este artigo escrito baseia-se no Livro “Na Luz da Verdade” e “Os Dez Mandamentos e o Pai Nosso”, de Abdruschin, editado pela Ordem do Graal na Terra.


O GAFANHOTO

Rubens Pazza
Os gafanhotos são insetos da ordem Orthoptera, caracterizados por apresentar o fêmur da pata posterior grande e forte, possibilitando locomover-se aos saltos. São insetos hemimetábolos, ou seja, apresentam metamorfose parcial do estado larval (chamada de ninfa) para o estado adulto. Apresentam um par de tímpanos no primeiro segmento abdominal, responsável pela captação das vibrações sonoras que são transmitidas para fibras sensitivas no interior do corpo. O aparelho bucal é do tipo mastigador, se alimentando em geral de folhas, o que, associado com seu hábito freqüentemente gregário (formação de bandos) tornam este inseto um problema de consideráveis proporções para a agricultura. No entanto, povos indígenas brasileiros (entre outros), como os Nambiquaras e Baiquiris, utilizam o gafanhoto como fonte nutricional.
O combate ao gafanhoto nas plantações poderá ser feito por controle biológico. A EMBRAPA descobriu e está reproduzindo em laboratório, um fungo inimigo natural do gafanhoto. O fungo penetra pela pele e se desenvolve, liberando toxinas que afetam os órgãos do inseto, que morre em cerca de nove dias. Os danos causados por gafanhotos na agricultura brasileira são imensos, especialmente na região do Mato Grosso, um de seus habitats favoritos.

GAFANHOTOS

Os gafanhotos são insetos maiores que os grilos, medindo, em geral, de cinco a seis centímetros de comprimento. A maioria se alimenta de plantas. Os gafanhotos são herbívoros e possuem antenas curtas, se comparadas com as dos grilos. Os tímpanos dos gafanhotos ficam na base do abdome e, ao contrário dos grilos, as fêmeas desses insetos não possuem ovipositor desenvolvido. Os gafanhotos-machos também cantam, mas produzem o som de uma forma diferente. Em vez de roçarem as asas uma na outra, esfregam as pernas traseiras nelas.
LUIZ GUSTAVO SOUTO SOARES E MARCELO RIBEIRO PEREIRA, LABORATÓRIO DE ORTHOPTEROLOGIA, DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA GERAL, UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

 ESPERANÇAS (OU BICHOS-FOLHA)

Muitas vezes, elas são confundidas com grilos e gafanhotos, mas as esperanças, geralmente, são maiores do que esses seus parentes, medindo em média oito centímetros. Algumas espécies podem se alimentar exclusivamente de plantas (herbívoros) ou de outros insetos (predadores). As antenas das esperanças são ainda mais longas que as dos grilos. Seus tímpanos estão localizados nas pernas anteriores e o ovipositor das fêmeas é longo como o dos grilos, porém achatado lateralmente.
A maior parte das esperanças é verde. Elas possuem asas que parecem folhas. Assim, conseguem ficar escondidas em uma planta, evitando o ataque de um predador. Essa estratégia de camuflagem é conhecida como mimetismo. O som das esperanças é igualzinho ao dos grilos e produzido da mesma forma: friccionando uma asa na outra.
LUIZ GUSTAVO SOUTO SOARES E MARCELO RIBEIRO PEREIRA, LABORATÓRIO DE ORTHOPTEROLOGIA, DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA GERAL, UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

ESPERANÇA

A esperança, uma espécie de gafanhoto pertencente à ordem Orthoptera, família dos Locustídeos, gênero Locusta, se caracteriza por ter as asas anteriores largas. De cor geralmente verde, embora inúmeras outras espécies apresentem variedades diferentes de cores, ela possui um tubo ovipositor (órgão usado pelas fêmeas de artrópodes para depositar os seus ovos), longo e curvo, lembrando uma espada oriental, além de antenas muito longas e finas, ao contrário dos gafanhotos comuns, que as têm mais curtas.
Sua vida adulta é curta, pois só dura pouco mais que os três meses de verão. Com a aproximação do inverno, e o conseqüente registro de temperaturas mais baixas, ela não resiste ao frio e acaba morrendo, mas antes que isso ocorra a fêmea põe os seus ovos na terra, durante o outtono. Estes resistem ao clima desfavorável e eclodem na primavera, quando então as ninfas iniciam seu processo de crescimento. Durante todo o verão elas comem e crescem, repetindo o mesmo ciclo de vida experimentado pelas gerações anteriores e assim dando continuidade à espécie.
O som que ela produz é variado, às vezes semelhante ao cricrilar dos grilos. Segundo as professoras Carina Marciela Mews e Neucir Szinwelski, do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, só alguns dos sons produzidos pelos insetos podem ser ouvidos pelo homem, isso porque o aparelho auditivo humano capta sons na freqüência de 20 a 20.000 hertz (unidade de medida do som), enquanto esses artrópodes os emitem na freqüência de 1 a 100HZ.  As mestras esclarecem que o som produzido por cada espécie animal é único, fundamental para machos adultos se comunicarem com fêmeas adultas da sua espécie visando o acasalamento e a reprodução, e ele “pode vir da expulsão de ar através dos espiráculos (orifícios na lateral do corpo, responsáveis pela respiração), que é um mecanismo comum em baratas e borboletas; a percussão é outra forma de produção de som e se caracteriza por batidas contra a madeira úmida, método utilizado por cupins e besouros. O bater de asas, mais uma maneira de fazer o som ecoar, é comum entre abelhas, moscas e mosquitos. Os gafanhotos produzem som por estridulação, ou seja, friccionando as pernas. A estridulação dos grilos e das esperanças é diferente, provém da fricção das asas”.
Ela é também um dos insetos mais curiosos no que diz respeito ao mimetismo, propriedade que alguns animais têm de tomar a cor ou a configuração dos objetos do meio em que vivem, ou de qualquer ser pertencente a esse meio. Graças a essa capacidade a esperança procura dissimular-se no meio da folhagem, tomando o feitio e a cor desta, Há espécies cujas asas em repouso imitam com extraordinária perfeição as folhas do galho sobre o qual se assentam, adquirindo o feito e a cor destas, inclusive simulando de modo impressionante as nervuras que as mesmas possuem, e até mesmo as lesões e recortes nas bordas, provocados por fungos.
Presentes em todo o Brasil, as esperanças são fitófagas, ou seja, só se alimentam de vegetais, e para satisfazer sua necessidade de comida incluem no cardápio que lhes agrada diversos tipos de plantas. De hábitos noturnos, podem ser encontradas em zonas rurais e urbanas, em matas ou áreas cobertas, e como não conseguem voar longos trechos, compensam essa limitação saltando grandes distâncias, em relação a seu tamanho.
O jornal “A Tribuna”, de Cuiabá, Mato Grosso, publicou, em 11/05/2007, matéria enfocando o aparecimento repentino de grande quantidade do inseto esperança em Rondonópolis, naquele estado, o que levou o biólogo Marcos Antônio da Silva, da Universidade Federal do Mato Grosso, a enviar e-mail à redação do mencionado órgão de imprensa, fornecendo detalhes a respeito. Diz ele, nessa mensagem, que apesar de fitófagas as esperanças não atacam lavouras  E esclareceu que elas possuem uma enorme quantidade de predadores, principalmente sapos, aranhas, corujas, morcegos, pássaros como a andorinha, outros insetos, como o louva-a-deus, e até mesmo, e ocasionalmente, os ratos, gatos e outros animais. Diz o biólogo que “com a degradação constante do meio-ambiente, principalmente com o uso indiscriminado dos agrotóxicos, o impacto da ação antrópica (ocupação do ser humano em certas áreas) tem modificado grandemente o equilíbrio ecológico, com a destruição de habitats de inúmeras espécies”. E lembra que cada habitat é único, inclusive o nosso, e não pode ser mudado sem causar transtornos.
A esperança é um inseto de bons presságios. Quem a vê logo procura tê-la em suas mãos, pois acredita que algo de bom vai lhe acontecer. A escritora Clarice Lispector, em um conto seu intitulado ”Uma Esperança”, diz que “Aqui em casa pousou uma esperança, não a clássica que tantas vezes verifica-se ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre, mas a outra, bem concreta e verde: o inseto”. Ela estava, no conto, em companhia de dois netos, e depois de relatar o que acontecera naqueles minutos em que o pequeno bichinho esverdeado prendeu a atenção deles três, tendo provocado, inclusive, a morte de uma aranha, ela conclui sua pequena história:
“Não havia dúvida: a esperança pousara em nossa casa, alma e corpo, mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde e tem uma forma tão delicada que isso explica porque eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la. Uma vez, aliás, agora que me lembro, uma esperança bem menor do que esta pousara no meu braço, não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: e essa agora? Que devo fazer? Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E acho que não aconteceu nada”.

CURIOSIDADES SOBRE OS GRILOS

Daniela Taurisano
Somente os grilos machos produzem sons e o fazem para atrair as fêmeas para a reprodução. Para tanto, os machos possuem uma série de pelos nas bordas de suas asas, alinhados como pentes, e produzem os sons roçando uma asa contra a outra.
Assim cada espécie produz um canto peculiar que varia com a época do ano, e que é mais intenso para atrair a fêmea e mais suave quando ela já está presente e se inicia a fase do cortejo.
A fêmea possui um longo órgão ovopositor característico. Estes insetos são onívoros terrestres e noturnos. Cavam no solo orifícios com até meio metro de profundidade que terminam numa habitação circular. A entrada da toca é mantida sempre limpa porque aí se constitui a zona de canto do macho.
Existem cerca de 900 espécies de grilos ao redor do mundo e muitas vezes estes são confundidos com osgafanhotos, dos quais são bem diferentes, embora aparentados.

 Animais de estimação

Em algumas culturas os grilos são tomados como animais de estimação. Na China, o pouso de um grilo em uma pessoa significa muita sorte, e em várias partes do mundo eles são consumidos como alimento.
Os grilos são encontrados em diversas partes do mundo, e a criação em cativeiro é feita há mais de mil anos em países como a ChinaJapãoAfrica do Norte, e Europa Ocidental .
A maneira como eram criados antigamente lembra e muito a forma como temos nossos pássaros hoje em dia: em nossas residências, colocados em gaiolas ricamente ornamentadas, e com o mais belo canto possível.
Eram considerados amuletos de boa sorte, e por incrível que pareça: criavam-se “grilos-de-briga”, que disputavam torneios tão populares como as rinhas de galos-de-briga.
Os adversários eram deixados por um longo período de jejum, e o prêmio do vencedor era poder devorar o oponente.
Atualmente são criados em larga escala em vários países, para serem vendidos como alimento vivo em lojas de animais de estimação, como iscas para pescaria em pesque-pagues, e como iguaria culinária em restaurantes especializados.
Grilos são insetos muito asseados, sendo fácil criá-los, mas alguns fatores devem ser considerados antes de dar início a uma criação:
  • Grilos fazem barulho – para minimizar esse problema, uma dica é reduzir o número de machos na caixa de criação (um macho para três fêmeas).
  • Necessitam de atenção diária, para se verificar a existência de água limpa e comida.
  • Considere que algumas fugas serão inevitáveis.
  • Os grilos têm um odor característico, mas se a colônia for bem manejada e mantida limpa, a maioria das pessoas não considera esse odor desagradável.
O canto do grilo (principalmente em desenhos animados) depois de uma piada ou de uma sugestão também pode ser símbolo de que foi uma piada seca ou de que houve silencio, ou seja, a sugestão foi ignorada.
Sua principal alimentação é de folhas.
Classe: Insecta
Ordem: Phasmatodea
Família: Phasmidae
Nome popular: Bicho-pau
Nome em inglês: Stick insect
Nome científico: Phibalosoma phyllinum
Distribuição geográfica: Leste e norte da América do sul
Habitat: Florestas tropicais, entre a folhagem.
Hábitos alimentares: Herbívoro
Reprodução: Ovípara. Os ovos são arremessados pela mãe a grandes distâncias na ocasião da postura para que os filhotes se distribuam em áreas maiores e distantes da mãe.
Período de vida: entre 18 (machos) e 30 meses (fêmeas).
O BICHO-PAU
O bicho-pau possui uma das adaptações mais fascinantes do reino animal, a camuflagem. É um animal que pode passar horas paralisado em um galho de árvore, sem que seja notado.
O bicho pau é um inseto totalmente inofensivo e de movimentos lentos, vale-se desta curiosa estratégia para se defender de predadores, principalmente de aves. Se não bastasse sua camuflagem, algumas espécies de bichos-pau ainda eliminam um fluído leitoso e repugnante para se defender enquanto outras, têm o poder de regenerar membros perdidos. Os ovos desses insetos são muito parecidos com sementes, lançados ao acaso pelas fêmeas no solo. De maneira geral, elas não escolhem lugares especiais para postura, simplesmente deixam os ovos caírem no chão. O desenvolvimento do embrião é lento, demorando de 100 a 150 dias para eclodir.
Após a eclosão, o jovem inseto é chamado de ninfa e sua forma é semelhante a dos adultos. Curiosamente, pouco depois do nascimento, fica bem maior do que o ovo que o abrigava. Isso ocorre porque o corpo do inseto distende assim que ele nasce.
Os bichos-pau vivem em plantas, se alimentam de folhas e brotos principalmente de goiabeiras e pitangueiras e nunca chegam a uma população suficientemente numerosa para causar danos a agricultura.
Esta espécie de bicho pau é uma das maiores espécies que existem no Brasil, com fêmeas com cerca de 22 cm em média. Os machos são bem menores e com asas. Possuem hábito noturno e ocorrem no Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo e Amazônia.
Fundação Parque Zoológico de São Paulo
Daniela Taurisano
Bióloga aprimoranda da Divisão de Ensino e Divulgação

 SOBRE GRILOS & CIA.

     Na natureza, os animais devem ter sempre cuidado com os seus predadores. Por causa disso, esses três insetos possuem características em comum, como o tamanho das pernas traseiras.
Repare nas fotos como elas são maiores e mais fortes do que as da frente. É justamente com as pernas de trás que eles conseguem saltar e evitar servir de comida para outros animais.
      Outra semelhança entre esses três animais é o fato de a coloração do corpo ser sempre parecida com o ambiente onde ele vive. Essa é mais uma característica que faz com que seus predadores tenham dificuldade em encontrá-los.
 Agora que você já é capaz de identificar grilos, gafanhotos e esperanças, um desafio: sou pequeno, tenho antenas longas, me alimento de plantas, sou áptero e meu ovipositor é bem longo? Ponto para quem respondeu grilo.
GRILOS
GAFANHOTOS
ESPERANÇAS
TAMANHO DO CORPO
1 a 3 cm
5 a 6 cm
8 cm
ALIMENTAÇÃO
Onívoros
Herbívoros
Herbívoros ou predadores
ASSAS
Alguns têm; outros, não
Sim
Sim
TÍMPANOS
Nas pernas anteriores
Na base do abdome
Nas pernas anteriores
PRODUÇÃO DE SOM (CANTO)
Alguns sim; outros, não
Alguns sim; outros, não
Sim
OVIPOSITOR
Longo e cilindro
Curto
Longo e achatado
       Com base no que você leu, que tal bolar outrasadivinhações e testar o conhecimento de seus amigos?!

 

LUIZ GUSTAVO SOUTO SOARES E MARCELO RIBEIRO PEREIRA, LABORATÓRIO DE ORTHOPTEROLOGIA, DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA GERAL, UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA.

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