MÚSICA PARA BEBÊS

Já se vai tornando senso comum o facto da aprendizagem começar na barriga da mãe, e como é importante o tempo de gestação na vida de uma criança. Desde que há sentidos em formação há aprendizagem, logo, os bebés in útero têm capacidade para aprender e desenvolver imensas capacidades.
Logo 3 semanas após a concepção as células cerebrais começam a formar-se no topo do embrião para formar o cérebro e a espinal-medula. Portanto, logo desde cedo, estímulos agradáveis, portadores de energia criativa, favorecem o equilíbrio emocional, a inteligência e a criatividade. Neste sentido, podemos afirmar que a música pode ter um papel importante para as crianças, papel este que poderá começar logo desde a concepção e estender-se por toda a infância, no caso da criança se mostrar feliz e receptiva à música.
No entanto não vale a pena esforçar-se por “dar música” ao seu bebé durante a gravidez, se a mãe não gosta, pois apenas se a mãe se sente confortável e calma com a música, poderá transmitir boas sensações ao seu filho. Daí a importância da mãe ouvir música que goste independentemente do estilo musical em questão (pode ser rock, clássica, funk, africana, etc).
A audição do feto é muito boa, pois ele está num meio aquático, o que faz com que consiga ouvir os estímulos exteriores com relativa facilidade (embora não tal e qual como os ouvimos nós fora da barriga) e a audição resulta de uma aprendizagem feita durante o período de gestação.
Assim, quando o bebé nasce é natural que reconheça não só a voz da mãe e do pai, mas também as músicas escutadas com mais frequência durante a gravidez, sendo que é possível que estas o acalmem pois vão trazer-lhe certamente boas recordações ao mesmo tempo que lhe podem transmitir alguma segurança pois ser-lhe-ão “familiares”.
Ao escutar sons que lhe são familiares, o bebé ganha confiança e segurança, o que faz com que esteja mais bem disposto e feliz!
É o seu ouvido apurado que lhes dá sensibilidade para a música; numa experiência realizada numa instituição britânica constatou-se que os recém nascidos parecem saber como a música deve soar, mostrando desde logo preferências! Ao tocar as 4 estações de Vivaldi, a reacção dos bebés foi muito positiva, no entanto ao passar novamente a composição mas de trás para a frente, tudo mudou!
A musicalidade desenvolve-se através de estruturas cerebrais que se constituem logo nos primeiros anos de vida, e como todos sabemos, o primeiro ano de vida de um bebé é importantíssimo.

Algumas sugestões de actividades para fazer com bebés ao som de música, deixando-se guiar pelas suas vibrações:
Cantar e dançar – os bebés regra geral gostam que lhes cantem e que os embalem ao som da música, sentindo o aconchego do corpo da mãe/pai (e com a menor quantidade de roupa possível afim de favorecer o toque pele a pele) experimente cantar uma música que goste ao seu bebé e dançar ao som da mesma, fazendo alguma “ginástica” com todo o seu corpo. O bebé vai gostar de sentir todas as vibrações, no entanto procure não fazer movimentos muito bruscos, vá “conquistando” a confiança do seu filho e gradualmente vá crescendo nos movimentos.
Fazer massagens – numa temperatura agradável que lhe permita despir o bebé, ou pelo menos tirar-lhe alguma roupa, coloque a sua música favorita e deixando-se levar por ela acaricie o seu bebé nos pezinhos, mãos, costas, pernas e barriga. Pode inclusivamente deitá-lo de barriga para baixo e brincar com ele ao som e ritmo da sua canção favorita (que poderá tornar-se ou não a dele também!)
Mostrar objectos/brinquedos – no fundo pode brincar com o seu bebé ao som da música tirando partido desta para fazer girar objectos, fazer “danças” com brinquedos, etc. Experimente colocar um boneco/bola coloridos em cada mão e alternadamente fazê-los girar ao som da música. Procure “fugir” do campo visual do bebé estimulando assim que movimente a cabeça e os olhos na sua direcção. Tente depois fazer girar os dois objectos em simultâneo e descubra qual aquele que o bebé prefere e porquê!
Olhar-se ao espelho – Em frente a um espelho grande e com a música como fundo, proporcione-lhe o seu sorriso e deixe-o desfrutar do espelho ao seu colo, vai ver que ele vai deliciar-se!
Todas estas actividades são apenas sugestões que os pais podem e devem adaptar à sua família e realidade. Há bebés que poderão gostar muito delas e outros que não! Os pais e educadores que tão bem conhecem os seus bebés poderão decidir as que melhor se adaptam e a melhor altura do dia para as realizar, pois a predisposição do bebé é fundamental para que desfrute delas!
Dr.ª Alexandra Chumbo
Psicóloga Clínica

Fonte: http://construireincluir.blogspot.com