MONOGRAFIA: O ENSINO DA MATEMÁTICA ATRAVÉS DE JOGOS NAS SÉRIES INICIAIS

O Ensino da Matemática Através de Jogos nas Séries Iniciais


1 – INTRODUÇÃO

A matemática está presente na vida cotidiana de todo cidadão, por vezes de forma implícita ou explicita. No momento em que abrimos os olhos e olhamos as horas no relógio, fazemos almoço e ainda andamos na rua para fazer compras, estamos exercitando nossos conhecimentos matemáticos. Assim, constatamos a importância da Matemática que desempenha papel decisivo em nosso cotidiano nos ajudando a resolver problemas, criando soluções para os mesmos.

Apesar de permear todas as áreas do conhecimento que serão utilizados na vida prática o ensino da matemática em nossas escolas, muitas vezes se divorcia dos seus principais objetivos, entre eles o direcionamento de ensino-aprendizagem para a construção da cidadania e participação ativa do educando na sociedade. Esse divórcio ocorre quando nos dias atuais as escolas utilizam o ensino da matemática tradicional baseado na aprendizagem mecânica, de mera transmissão de conhecimentos, no qual os alunos se condicionam a receber informações prontas, acabadas, gerando nos educandos sensações de medo e insatisfação e até a incapacidade de decodificar os sinais do dia-a-dia, tornando-os consequentemente excluídos da sociedade.

Ensinar matemática é desenvolver o raciocínio lógico independente da criatividade e a capacidade de resolver problemas. Sendo assim, este ensino requer superação de alguns obstáculos que comumente estão relacionados a palavra matemática.

Conscientes da necessidade de alcançar resultados satisfatórios, educadores buscam cada vez mais, instrumentos que sirvam de recursos pedagógicos para melhorar o processo ensino-aprendizagem.

Utilizar a ludicidade para ensinar matemática é uma maneira inteligente para a superação de tais obstáculos. O ensino da matemática através dos jogos, por exemplo, eleva o jogo como instrumento que transforma a Matemática considerada “bicho-de-sete-cabeças”, em uma fonte inesgotável de satisfação, motivação e interação social.

Este estudo tem por finalidade buscar respostas aos seguintes questionamentos: Que habilidades os jogos desenvolvem nos educandos? Como utilizar jogos na aprendizagem matemática? Qual o papel do professor neste processo? Em decorrência, induzir o leitor a ampliar conhecimentos sobre o tema que será discutido, descobrindo o jogo como um valioso recurso pedagógico no ensino da matemática, e, consequentemente, utilizá-lo no processo ensino-aprendizagem.

Esta monografia está estruturada em três capítulos apresentados a seguir: o primeiro, Referencial Teórico, subdividido em seis subcapítulos que referem-se ao Ensino da Matemática no decorrer dos tempos, bem como suas principais características e conseqüências na vida de educandos e educadores. O segundo subcapítulo relata um breve histórico sobre a origem dos jogos, em seguida, no terceiro, como esses foram introduzidos nas escolas brasileiras. O quarto subcapítulo apresenta o jogo como instrumento precioso no ensino da matemática. As habilidades que os mesmos desenvolvem nos educandos estão no quinto subcapítulo. Por fim, o sexto, aponta o papel do professor nesse processo.


2 – REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 – Ensino da Matemática

A Matemática, surgida na antiguidade por necessidade da vida cotidiana, converteu-se em um imenso sistema de variadas e extensas disciplinas na qual ajuda na construção da cidadania, tornando-se uma ferramenta da sociedade. Mas o reconhecimento do seu papel na mesma só chega a partir da Revolução Industrial e o surgimento dos sistemas bancários e de produção, que exigem determinado conhecimento matemático do cidadão.

A matéria Matemática chega às escolas, mas os livros didáticos são criados na formalização e no raciocínio dedutivo, desenvolvido pelo grego Euclides (séc. III a.C.). Durante as Guerras Mundiais, a matemática evolui e adquire importância na escola, mas continua distante da vida do aluno. Mais crianças chegam às salas e cresce a aura da dificuldade, diante de uma disciplina sem significado. O rendimento cai e a disciplina passa a ser o principal motivo de reprovação. Mesmo assim, a formalização persiste. Até a década de 30 na Inglaterra, os livros didáticos são traduções diretas da obra dedutiva de Euclides.

Com a Guerra Fria e a Corrida Espacial, os norte-americanos reformulam o currículo a fim de formar cientistas e superar os avanços soviéticos. Surge a Matemática Moderna, uma boa idéia, porém mal encaminhada. Ela se apóia na teoria de conjuntos, mantém o foco nos procedimentos e isola a Geometria. É muito abstrata para os estudantes do Ensino Fundamental e a proposta perde força em apenas uma década. Nos anos 70, começa o Movimento de Educação Matemática, com a participação de professores do mundo todo, organizados em grupos de pesquisa. Ocorre a aproximação com a Psicopedagogia. Especialistas descobrem como se constrói o conhecimento na criança e estudam formas alternativas de avaliação. Matemáticos não ligados à educação se dividem entre os que apóiam e os que resistem as mudanças. Nos anos de 1997 e 1998, são lançados no Brasil os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) para as oito séries do ensino fundamental. O capítulo dedicado à disciplina é elaborado por integrantes brasileiros do Movimento de Educação Matemática. Segundo os especialistas, os PCN’s ainda são o melhor instrumento de orientação para todos os professores que querem mudar sua maneira de dar aulas e com isso, combater o fracasso escolar.

Em decorrência da metodologia aplicada pelos professores desde a Antiguidade, metodologia essa baseada na aprendizagem sistemática, transferência e reprodução de conhecimentos, condicionando os alunos a receberem informações prontas, completas, imutáveis, construindo nos educandos a incapacidade de decodificar os sinais presentes no cotidiano, deixando-os, em conseqüência, a margem da sociedade ativa essa prática de ensino mostrou-se ineficaz, pois a reprodução correta poderia ser apenas uma simples indicação de que o aluno aprendeu a reproduzir, mas não aprendeu o conteúdo.

Segundo Thomas O’Brien (2003), essa é a “matemática do papagaio”, que faz o aluno decorar conteúdos para apresentá-los toda vez que o professor desejar, se apoiando na memorização de fatos e procedimentos totalmente desvinculados do contexto da vida real. “O princípio é ao mesmo tempo básico e desprezível, ele se restringe ao ensino de Aritmética. Outras áreas importantes da disciplina, que não se prestam a simples memorização, como a Geometria, ficam desprezadas. Além disso, as crianças são proibidas de usar calculadora e não tem espaço para desenvolver o raciocínio, de inventar estratégias de resolução de problemas originais. O grande talento das pessoas é pensar, a ela devemos pedir o que é próprio da vida humana: selecionar dados, organizar informações, elaborar hipóteses, formular questionamentos, avaliar resultados e tantas outras coisas desse tipo”. Thomas ainda afirma que as crianças têm seu feito individual de captar a realidade – e ela será sempre diferente para cada uma. Não se deve exigir, portanto, que toda classe raciocine da mesma maneira para chegar à solução de um problema. Outra característica natural da mente é o questionamento, a busca do novo. A mente nunca está satisfeita. Assim que atinge um objetivo, logo procura um outro desafio, cada vez mais difícil de conquistar. Esses processos de aprendizagem constante podem ser interrompidos se o educador passa a dizer aos alunos o que eles devem pensar.

É importante destacar que a matemática deve ser vista pelo aluno como um conhecimento que pode favorecer o desenvolvimento do raciocínio, da sua capacidade expressiva, de sua sensibilidade estética, de sua imaginação. Estabelecer relações entre objetos, fatos e conceitos, generalizar, prever, projetar, abstrair, ou seja, apontar direções, apresentar estratégias e alternativas para os alunos estabelecerem múltiplas ligações e associações entre significados de um conceito. É preciso mudar a forma mecânica de ensinar Matemática, pois o momento atual requer uma matemática viva que possa provocar nos aprendizes e educadores o gosto e a confiança para enfrentar desafios, enfim, motivá-los.

A motivação é fator fundamental da aprendizagem. Sem motivação não há aprendizagem. Pode ocorrer aprendizagem sem professor, sem livro, sem escola e sem uma porção de outros recursos. Mas mesmo que existam todos esses recursos favoráveis, se não houver motivação, não haverá aprendizagem (PILETTI, 1985, 42).

A motivação é um importante recurso pedagógico, mas apesar de sua contribuição na aprendizagem, ela nem sempre recebe a devida atenção do professor, providenciar material e transmiti-lo, depois cobrar nas provas, é muito mais fácil do que instigar nos alunos à vontade de questionar e atuar.

Ensinar matemática não é fácil e aprendê-la muito menos, por isso surge a necessidade de usar instrumentos como mediador entre o professor, aluno e conhecimento. Esses devem ser planejados e bem aplicados, sendo um recurso pedagógico eficaz para a construção do conhecimento matemático.

Um instrumento utilizado nos dias atuais são os jogos matemáticos, que conseguem transformar a sala de aula num ambiente gerador de conhecimentos e facilitador do processo ensino-aprendizagem.

Segundo Bom (1995, p. 09) o motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a matemática e sentem-se incapacitados para interpretá-la.

Dentro da situação do jogo, onde é possível uma atitude passiva e com grande motivação, os alunos percebem seu melhor desempenho e atitudes positivas frente a seu processo de aprendizagem.

Assim, a matemática desenvolve-se de modo conflituoso e contrastante, permeando entre o concreto, o abstrato e o coerente.

2.2 – Origem dos Jogos: Breve Histórico

O jogo é considerado um fenômeno social dentro das práticas onde estão inseridos os movimentos lúdicos. Não é possível datar com precisão seu surgimento, nem o local onde se originaram. Materiais arqueológicos encontrados mostram que o jogo é uma das ocupações mais antigas do ser humano, presente em qualquer cultura. No tempo das cavernas, ossos eram usados para jogos de azar. A Grécia Antiga tinha como base cultural, os jogos e a competição retratados em lendas e gravuras. A Bíblia relata que soldados de Pilatos disputaram o manto de Cristo, “lançando sortes”. Nas festas do séc. XVI, os jogos de advinhas mereceram destaque, pois não estavam vinculados ao trabalho e sim ao prazer, seu objetivo principal era a socialização. O jogo era negado quando seu objetivo estava relacionado à guerra. Já na Idade Média, ele se caracteriza por seu caráter sério, aproveitando esse fato para a resolução de desavenças entre povos.

Com o surgimento do capitalismo, o jogo e seu caráter lúdico, começaram a ser coordenados pelos burgueses e transformaram-se numa atividade “do povo”.

No final do século, os jogos voltam-se ao treinamento militar e são substituídos pelo esporte, agora praticando em clubes pela classe economicamente privilegiada. Surgem práticas modernas de jogos em forma de esportes, adquirindo um espírito competitivo. Na Inglaterra, com a Revolução Industrial operários começam a exigir a prática de esportes em clubes e o esporte separa as relações sociais e profissionais, descaracterizando o sentido lúdico em função de regras estabelecidas, fazendo com que o jogo deixe de ser um instrumento socializador e passe a ser um instrumento de poder.

Para compreender a origem dos jogos tradicionais infantis no Brasil, é preciso uma minuciosa investigação das raízes folclóricas responsáveis pelo seu surgimento. Estudos classificam que a população brasileira se originou do cruzamento de três grupos de etnias, onde cada um carregava seus costumes e suas características originais. Devido à grandiosidade da terra (Brasil) e um número pequeno de habitantes, os negros vindos da África para substituir a mão-de-obra indígena, que habitavam a terra, e os brancos formados pelos portugueses, responsáveis pela colonização, houve uma facilitação para a mistura dessas raças, surgindo assim, mestiços que levaram consigo costumes e crenças. Desde antes da abolição da escravatura, começou a intensificar o movimento de imigração de origem mediterrânea e germânica (portugueses, espanhóis, italianos, alemães e outros), com o intuito de substituir a mão-de-obra escrava. E assim foram chegando freqüentemente levas de imigrantes.

Graças a ausência de preconceitos raciais, a mistura de raças foi dando naturalmente, primeiro das três que formaram os habitantes até a abolição da escravatura. Posteriormente, o cruzamento de europeus e asiáticos permaneceu produzindo assim a grande heterogeneidade da composição da população de hoje em dia. Com a mistura das populações ocorreu também a mistura de seus folclores. Ao longo do processo de miscigenação, o folclore brasileiro recebeu novas características.

É impossível definir com precisão o que há de especificamente português na cultura brasileira. Como isolar o radical luso, no complexo de valores de ordem material e espiritual que constituem patrimônio como no ocidente? Que determinado comportamento social corresponde aquilo a que chamamos cultura luso-brasileira? (BITENCOURT, 1960, p. 401).

Antes de apontar no Brasil, o folclore português recebeu a influencia africana, européia e peninsular. Segundo BITENCOURT, o folclore português é originário de tradições milenares européias.

As que não eram de origem portuguesa, as que vinham de longe, ao chegarem ao Brasil, levaram a nossa marca para depois, com as novas gerações luso-brasileiras, sofrerem as injunções naturais que a própria terra sugeria fortemente? (ibid, 1960, p. 401).

As universidades de temas e valores presentes em diversas populações distantes trazem hipóteses acerca da origem comum do folclore em diversos países. São elas:

1 – As histórias se originam na humanidade primitiva e todas as raças conservam-nas através de suas migrações;

2 – Há tempos passados em contato direto entre as raças humanas, graças aos contos transmitidos de uma tribo a outras;

3 – Há uma tal semelhança entre a mentalidade de diversas raças durante a fase primitiva de seu desenvolvimento, que elas podem ter inventado ao mesmo tempo as estórias independentes umas das outras.

Não se pretende nenhuma dessas hipóteses, nem fazer um estudo do percurso histórico dos jogos tradicionais presentes no Brasil, rastreando suas origens ou ainda, tentar localizar em todos os jogos, suas raízes étnicas a partir do primeiro núcleo que compôs a nacionalidade brasileira. Em virtude da grande miscigenação étnica a partir do primeiro grupo de colonização, fica difícil precisar a contribuição específica de brancos, negros e índios nos jogos tradicionais do Brasil. Mas é possível, em alguns casos, efetuar um estudo, especialmente em contextos onde o predomínio dessas etnias é muito grande, como nos engenhos de açúcar ou nas tribos indígenas espalhadas pelo país no fim do século passado e começo deste.

2.3 – A Introdução dos Jogos nas Escolas Brasileiras

O processo lúdico, especificamente o jogo iniciou no Brasil com a penetração de ideais escolanovistas, com a instalação das primeiras escolas infantis. Nessa época, o Brasil teve a oportunidade de conhecer por meio de Antipoff, importantes personalidades como Claparéde, Mira e Lopes, Pieron, entre outros, que difundiram seus estudos na área de psicologia infantil principalmente sobre o jogo. Os estudos indicavam valores discriminatórios em relação à classificação de jogos quanto ao sexo: meninos preferiam jogos adequados ao seu sexo (jogos motores com a bola, carrinhos, trens e outros), em contrapartida, meninas praticavam jogos que imitavam costumes familiares (casinha, comidinha, bonecas). Para justificar esses interesses antagônicos, a psicologia funcionalista de Dewey, definida por Claparéde, explicava o sentido do jogo como manifestação de interesses e necessidades da criança. Apesar de a influência da escola nova (na qual o professor era apenas o facilitador da aprendizagem) ser significativa no Brasil, a adoção de jogos entre professores de escolas primárias não era bem vista. Pastor (1935, p. 72) comentou a ojeriza dos pais pelo jogo e desnudou conflitos também por Fagundes (1934, p. 59) como a de que pais não enviavam seus filhos à escola para brincarem.

Observando a utilização de jogos na sala de aula, ainda podia-se perceber que seu uso no ensino da Matemática no período de expansão dos ideais escolanovistas, não passava de emprego do material concreto, substituindo o ensino verbalista vigente. A ação lúdica da criança ainda não era desenvolvida. Nos anos 30, o jogo tornava-se capaz de atender interesses e necessidades infantis que se contrapunha ao tradicional, sendo auxiliar do ensino-aprendizagem. As características de jogo como prazer ao ato lúdico, possibilidade de exploração, criação e respeito eram desconhecidas. Claparéde (1956 p. 435-438) comenta que: todos os jogos são educativos. Reserva-se, porém, o nome dos jogos ou brinquedos combinados de maneira que proporcionem um desenvolvimento sistemático de espírito ou inculquem certos conhecimentos positivos. O autor defende que o jogo pode auxiliar a criança a conseguir realizar os objetivos presentes em sua mente, desde que seja feito com habilidade.

O movimento escolanovista infiltrou-se na Educação Física e aumentou a perspectiva do jogo como recreação, atividade que colabora com o desenvolvimento físico do aluno. A exploração do jogo como modalidade recreativa manifestou-se na estrutura de organismos oficiais. A concepção escolanovista defende a recreação como atividade orientada que busca a formação do corpo e habilidades cognitivas, sociais e morais. Essa concepção aumenta a expansão de parques infantis nos anos 30.

Entre os escolanovistas, Fernando de Azevedo muito contribuiu para divulgar o jogo em instituições infantis, apresentando a idéia de Dewey que concebia a infância enquanto época de crescimento e desenvolvimento, estimulando a adoção do jogo livre como forma de atender necessidades e interesses da criança. Partindo das idéias de Dewey, Decroly (1907) criou um método de ensino globalizado, com o objetivo de evitar a fragmentação do ensino e atender o interesse das crianças. Mas foi na obra L’Ativité Intelectuelle et Motrice para Lês Jeux Educatifs, que Decroly (1926) divulgou seus jogos destinados ao desenvolvimento motor e intelectual.

Os jogos educativos não constituem senão que uma das múltiplas formas que podem tornar o material de jogo, mas têm por meta dominante a de fornecer a criança objetivos susceptíveis de favorecer a iniciação a certos conhecimentos e também permitir repetições freqüentes em relação à retenção e as capacidades intelectuais da criança (DECROLY, 1978, p. 23).

Assim, percebe-se que a educação das primeiras décadas utilizou os princípios de Dewey e Decroly, valorizando o jogo que aparece como atividade livre, que dá prazer e estimula o desenvolvimento físico, cognitivo e social.

2.4 – O jogo como Instrumento da Aprendizagem

Ilude-se quem acha que o jogo serve apenas para brincar, pois dentro dos diversos jogos sempre há aprendizagem. Devido aos diferentes modos de vida, valores e conhecimentos humanos, dentro da educação eles tornam-se um desafio interessante. Os alunos trazem para a escola conhecimentos, idéias, intuições construídas através da experiência que vivenciam em seu ambiente sociocultural.

O aprendizado das crianças começa bem antes de elas freqüentarem a escola. Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola, tem sempre uma história prévia (NETO, apud, VYGOTSKY, 1991).

O jogo não representa apenas as experiências vividas, mas prepara o indivíduo para o que está por vir, exercitando habilidades e estimulando o convívio social. Por meio dos jogos as crianças não apenas vivenciam situações, mas aprendem a lidar com símbolos e pensar por analogia. Os significados das coisas passam a ser imaginado, contextualizado, tornando-se parte da cultura escolar para que se obtenha uma aprendizagem satisfatória e contextualizada. “Eu jogo do jeito que vivo e vivo do jeito que jogo” (BROTO, 1999). Além de ser um objeto sociocultural, o jogo é uma atividade natural do desenvolvimento de processos psicológicos – supõe fazer sem obrigação. Na educação escolar o jogo tem papel fundamental, principalmente quando trabalha com a matemática, uma disciplina que provoca nos seus sujeitos (professor e aluno) sensações contraditórias: de um lado uma área fundamental para o conhecimento e do outro uma aproximação análoga ao “bicho papão” de todo estudante. Desse modo, o jogo passa a ter capacidade de desenvolver potencialidades, habilidades, estímulo de raciocínio e reflexão nos educandos, sendo de fundamental importância para o desenvolvimento integral dos mesmos e quebrando a insatisfação de educandos e educadores, evitando que a aula torne-se cansativa e enfadonha.

Outro motivo para a introdução de jogos nas aulas de matemática é a possibilidade de diminuir bloqueios apresentados por muitos de nossos alunos que temem a Matemática e sentem-se incapacitados para aprendê-la. “Dentro da situação do jogo, onde é impossível uma atitude passiva e a motivação é grande, notamos que ao mesmo tempo em que estes alunos falam da Matemática, apresentam também um melhor desempenho e atitudes mais positivas frente a seus processos de aprendizagem (BORIN, 1996. p. 09).

2.5 – As habilidades que os jogos matemáticos desenvolvem nos educandos

A utilização de jogos no ensino da matemática tem papel relevante em situações de aprendizagem, pois contribui para o desenvolvimento de capacidades físicas – manipulação de materiais, objetos, desenvolvimento do corpo, capacidades afetivas, valores, atitudes, interesses e apreciações; e capacidades cognitivas – aquisição de determinados conhecimentos. Essas capacidades contribuem para a formação de um indivíduo complexo e preparado.

Entre as várias contribuições que o jogo proporciona, vale destacar:

A operacionalização da criança, que começa quando ela se depara com situações concretas que exigem soluções, levando-as a construir a capacidade de criar soluções lógicas e coerentes, desenvolver potencialidades, avaliar resultados e compará-los com a vida real.

Segundo Piaget, o jogo permite que o aluno desenvolva o pensamento dialético e se adapte à realidade e a superação desta com criatividade. Para ele, a criança constrói o conhecimento através de relações lógico-matemáticas, elaboradas a partir do meio físico-social. Ao manipular objetos, a criança faz comparações, classificações, estabelece relações, construindo assim representações mentais lógicas. A concepção piagetiana defende que os desafios propostos pelos jogos oferecem motivação ao aluno e leva-o a construir conceitos e ampliar o domínio do conhecimento.

Através de jogos matemáticos, as crianças revelam suas inclinações boas ou más, sua vocação, seu caráter, sua autonomia, desenvolvendo relações de respeito e confiança em si e nos colegas. O desenvolvimento da moral é importante nessa tarefa, pois a criança a partir de sua vivência e observação constrói regras sobre o que é certo ou errado, libertando a criança da sua heteronomia, uma obediência cega, sem questionamento, sendo incapaz de distingui-los. Isso ocorre porque a criança não atingiu sua autonomia, pois a pessoa autônoma tem suas próprias convicções sobre o que é certo ou errado, sem se importar com recompensas e punições. Praticamente todas as crianças são heterônomas, mas com o crescimento e amadurecimento que o jogo proporciona, alguns se tornam autônomos. Segundo Piaget, a cooperação e a interação com outros indivíduos permitem esse desenvolvimento, pois diminui a dependência, dando-lhe o direito de construir seu próprio conhecimento.

É por meio dos jogos que meninos tímidos liberam as emoções reprimidas no seu eu, tendo a oportunidade de se mostrar e conhecer seus colegas. Esses conseguem sentir-se seguros a partir do momento em que se vêem inseridos no grupo. A interação é indispensável, pois o ponto de vista das crianças é diferente da de um adulto e a vida social da mesma acontece na maioria do tempo com seus colegas.

O ser humano tem necessidades físicas e sociais, estas supõem uma reestruturação da personalidade e respeito à heterogeneidade do mesmo. Similarmente acontece que a criança que tem uma vida escolar, percebe a necessidade de agir em harmonia com outras. Por isso são estabelecidas e respeitadas as normas de convivência e compartilham: participação, cooperação, interdependência e superação de conflitos.

Os jogos trabalham a ansiedade encontrada em muitas crianças, fazendo com que elas concentrem-se mais e melhore o seu relacionamento interpessoal e auto-estima. Quando realizados de forma prazerosa e atraente dentro da matemática, ajudam a diminuir problemas apresentados, desenvolvendo relação de confiança entre professor x alunos x alunos, bem como a comunicação de pensamento, corpo e espaço afim de interação no meio.

O jogo é uma atividade criativa e curativa, pois permite a criança reviver ativamente a situações dolorosas e ensaiando na brincadeira as suas expectativas da realidade.

Constitui-se numa importante ferramenta terapêutica, permitindo investigar, diagnosticar e remediar as dificuldades, sejam elas de ordem afetivas, cognitivas ou psicomotoras. Em termos cognitivos significa a via de acesso ao saber, entendido como a incorporação do conhecimento numa construção pessoal relacionada com o fazer (BOSSA, 1994, p. 85-88).

Segundo KISHIMOTO (1993), no jogo a criança é mais do que é na realidade, permitindo-lhe o aproveitamento de todo o seu potencial. Nele, a criança toma iniciativa, planeja, exercita, avalia. Enfim, ela aprende a tomar decisões a introjetar seu contexto social na matemática do faz-de-conta. Ela aprende e se desenvolve. O poder simbólico do jogo de faz-de-conta abre um espaço para apreensão de significados de seu contexto e oferece alternativas para novas conquistas no seu mundo imaginário.

2.6 – O papel do educador no ensino da matemática através de jogos

A infância é um momento único na vida de cada ser.

O desenvolvimento infantil está em processo acelerado de mudanças. As crianças estão desenvolvendo suas potencialidades precocemente em relação às teorias existentes e os educadores, muitas vezes, se perdem e não consegue mais atrair atenção, motivar seus alunos, pois se o educando mudou, o educador também precisa mudar.

Um dos pontos importantes para que o professor possa atualizar sua metodologia é perceber que a criança de hoje é extremamente questionadora.

É muito mais fácil e eficiente aprender por meio de jogos e isso é válido para todas as idades desde o maternal até a fase adulta. O professor pode adaptar o conteúdo programático ao jogo, tentando atingir diferentes objetivos simultaneamente.

Partindo desse princípio, cabe aos educadores mudarem sua concepção sobre a utilização dos jogos dentro do ensino matemático, pois ele serve de mediador entre o aluno e o conhecimento adquirido. O papel do professor torna-se imprescindível a fim de estabelecer objetivos, realizar intervenções, levar os alunos a construir relações, princípios, idéias, certificando-se que o mesmo é um processo pessoal pelo qual cada pessoa tem sua forma de raciocinar e tirar conclusões, promovendo o desenvolvimento do pensamento crítico, dinamizando o jogo, entusiasmando e integrando os alunos. O mestre tem a responsabilidade de fazer com que o aluno descubra, não o caminho propriamente dito, mas as vias de acesso a esse caminho, que devem conduzir a meta única (MASETTO, apud, EUGEM HERRIBEL, 1986).

O professor cumpre na prática pedagógica o exercício de avaliar processualmente os alunos a partir do encaminhamento seguido pelos mesmos, durante as atividades matemáticas propostas através dos jogos.

A escola tem de se preocupar com a aprendizagem, mas o prazer tem de ser maior, cabendo ao professor a imensa responsabilidade de aliar as duas coisas. A natureza infantil é essencialmente lúdica. Através da brincadeira a criança começa a aprender como o mundo funciona.

O educador deve procurar não despertar o sentimento de competição acirrada, aproveitando essa disposição natural da criança para jogar pelo simples prazer de jogar. Além disso, deve selecionar jogos simples, com poucas regras para serem praticadas pelas crianças que estão nesta fase de desenvolvimento.

Quando o educador manifesta uma atitude de compreensão e aceitação e quando o clima da sala de aula é de cooperação e respeito mútuo, a criança sente-se segura emocionalmente e tende a aceitar mais facilmente o fato de ganhar ou perder como algo natural decorrente do próprio jogo. O papel do educador é fundamental no sentido de preparar a criança para a competição sadia, na qual impera o respeito e a consideração pelo adversário durante o jogo. Dinamizar o grupo assumindo atitudes de atenção, entusiasmo, de encorajamento e, sobretudo, de mediador da aprendizagem; observar o aluno e o seu desempenho sem interferir durante a ação do jogo; promover o desenvolvimento do espírito crítico, possibilitando ao grupo superar obstáculos pelo uso de tentativas, ensaios e erros; estimular a criatividade, permitindo o uso das peças do jogo com mudanças, seja nas próprias peças, nas regras do jogo ou quaisquer alterações. Enriquecer os jogos mudando os objetivos e variando os grupos com jogadores em duplas, individuais ou grandes grupos, levando em conta uma compreensão mais integral e atual da vida, pode-se afirmar que o educador é aquele que inserido numa relação, se propõe a acolher, nutrir, sustentar e confrontar a experiência do outro.


3 – ANÁLISE DOS RESULTADOS

Para compreender como acontece o ensino da matemática nas séries iniciais, segue um breve questionário respondido por professores que atuam nesse processo e a análise dos resultados do mesmo:

1 – Como acontece o ensino da Matemática em sala de aula?

Professor 1 – A matemática faz parte da vida cotidiana das pessoas, por isso utilizo de experiências vividas pelos alunos para executar os conteúdos de matemática.

Prof. 2 – Acontece de forma clara e precisa. Uso a interdisciplinaridade sempre que posso. Acredito que desta forma a aprendizagem torna-se mais prazerosa e proveitosa.

Prof. 3 – Sabe-se que a matemática está presente na vida dos seres, e que é de fundamental importância para a convivência em sociedade. Esse ensino acontece com a participação prática dos alunos que reconhecem a necessidade de aprender a lidar com os números, a partir de suas experiências.

Prof. 4 – Procuro ensinar matemática de uma forma diversificada.

Uma boa parte do tempo eu procuro tratar das quatro operações, resolver problemas, trabalhar a geometria. Outra parte, introduzo o ensino da matemática de forma interdisciplinar, propiciando o desenvolvimento do espírito crítico, a criatividade, a capacidade de analisar, interpretar e envolver a matemática no seu cotidiano.

Prof. 5 – Acontece de forma direta, no esquema tradicional. Regularmente é introduzida de forma interdisciplinar e no último dia de aula da semana priorizo a ludicidade.

Prof. 6 – Se dá, visando dificuldades reais, partindo de problemas trazidos pelos próprios alunos despertando assim um interesse natural pela matemática, tornando-a mais prazerosa.

Mediante as respostas dadas pelos professores entrevistados referidas a questão 1:

Apontam que o ensino da matemática acontece utilizando a experiência vivida pelos próprios alunos, à interdisciplinaridade, os métodos básicos e o uso dos recursos lúdicos.

Isso nos mostra que o professor está sempre inovando saindo de um estado de passividade e acomodação, tornando-se um professor pesquisador.

2 – Que objetivos você prioriza no processo ensino-aprendizagem?

Prof. 1 – Resolver as quatro operações, problemas, expressões, frações, raciocínio lógico e cálculos mentais.

Prof. 2 – A resolução de situações – problemas, pois desenvolve o pensamento crítico e raciocínio lógico-matemático.

Prof. 3 – Objetivo com o ensino da matemática que o aluno seja capaz de resolver as quatro operações, problemas matemáticos, bem como desenvolver o raciocínio lógico-matemático.

Prof. 4 – Tento priorizar tais objetivos:

  • Estimular o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação, a capacidade de resolver problemas.
  • Resolver situações – problemas.
  • Desenvolver procedimentos de cálculos.
  • Analisar as estratégias adotadas pelos alunos ao alcançarem seus resultados, a partir de diferentes raciocínios.
  • Ampliar suas idéias e seus conhecimentos matemáticos.
  • Garantir que os alunos possam buscar suas estratégias de resolução.

Prof. 5 – Despertar o raciocínio lógico e crítico-matemático.

Prof. 6 – Além dos objetivos matemáticos, despertar o potencial crítico e lógico do aluno.

Mediante as respostas dadas pelos professores entrevistados referentes à questão 2:

Apontam que priorizam no ensino-aprendizagem da matemática os seguintes objetivos:

Desenvolver o raciocínio lógico; estimular o pensamento independente; a criatividade e capacidade de resolver problemas; aumentar a motivação para aprendizagem; resolver as quatro operações; ampliar a criticidade.

Além disso, educadores devem procurar alternativas para aumentar a motivação na aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, concentração, atenção, senso cooperativo, desenvolvendo a socialização e aumentando a interação do indivíduo com outras pessoas.

3 – Quais as metodologias utilizadas que facilitam a aprendizagem de matemática?

Prof. 1 – Sempre tento trabalhar de maneira descontraída, com materiais e exemplos concretos, se possível fazendo relação com o dia-a-dia dos alunos, utilizando jogos e brincadeiras.

Prof. 2 – Uso sempre o lúdico em sala de aula.

Preocupo-me com o desenvolvimento do raciocínio e das habilidades referentes à comunicação e expressão de nossas crianças.

Enfatizo que a sistematização na aprendizagem matemática não se faz por repetições exaustivas, mas sim pelo laço estabelecido entre os diferentes momentos da retomada intuitiva do desenvolvimento e na aplicação de conceitos.

Procuro atividades significativas e que estimulem a interpretação de nossos alunos.

Prof. 3 – São utilizados jogos, gincanas, aulas bem planejadas, em que os alunos possam participar ativamente das aulas.

Prof. 4 –

  • Jogos matemáticos;
  • Atividades escritas no quadro de giz;
  • Trabalhos individuais e coletivos;
  • Tabuadas com jogos;
  • Trabalhos com cálculos mentais;
  • Explicar através de material manipulativo de contagem (palitos, tampilhas, grãos e outros).

Prof. 5 – Uso muito o livro didático, atividades mimeografadas, o quadro-de-giz e alguns jogos e brincadeiras para facilitar o estudo de tabuada e problemas.

Prof. 6 – A aula é planejada para satisfazer as necessidades dos alunos. Além disso, é enriquecida com jogos e brincadeiras sendo um atrativo maior.

Mediante as respostas dadas pelos professores entrevistados referentes à questão 3:

Apontam que as metodologias usadas que facilitam a aprendizagem da matemática são:

Trabalhar de maneira descontraída; utilização de jogos e brincadeiras; aulas planejadas; livro didático; atividades mimeografadas; atividade individual e em grupo; utilização de materiais manipulativos;

Os jogos podem ser utilizados para introduzir, amadurecer conteúdos e preparar o aluno para aprofundar os itens já trabalhados. Devem ser escolhidos e preparados com cuidado para levar o estudante a adquirir conceitos matemáticos de importância (GROENWALD, 2001,07).


4 – METODOLOGIA

A competência para a elaboração de um trabalho cientifico, é representada por um conjunto de ações e condições imensuráveis, para que se alcance um resultado satisfatório. O conhecimento e o conhecer estão ligados a um processo investigatório. Este é um caminho para a aquisição daqueles. O trabalho científico no campo de pesquisa se dá pela conduta sistemática da observação ou do levantamento de dados sobre a problemática.

A pesquisa é definida como uma forma de estudo. Este estudo é sistemático e realizado com a finalidade de incorporar os resultados obtidos em expressões comunicáveis e comprovados aos níveis do conhecimento obtido. É produto de uma investigação, cujo objetivo é resolver problemas e solucionar duvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos. A investigação é a composição do ato de estudar, observar e experimentar os fenômenos, colocando de lado a sua compreensão a partir de apreensões superficiais, subjetivas e imediatas (BARROS, 2000, p. 14).

A metodologia adotada na elaboração deste trabalho iniciou com uma abordagem qualitativa sobre o ensino da matemática nas escolas, bem como a introdução dos jogos e suas contribuições nesse processo. Para isso, houve uma criteriosa seleção de literatura; para a elaboração da fundamentação teórica, fichamentos e sínteses críticas dos mesmos. Foram coletados também, dados acerca do ensino da matemática nas escolas do município de Macarani-BA, através de uma entrevista semi-estruturada realizada com professores de séries iniciais, e, conseqüentemente, foi feita a análise dos resultados e reflexão acerca dos mesmos.


5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

O ensino da matemática provoca sensações contraditórias nos sujeitos da educação – professor e aluno. Se por um lado é uma área do conhecimento indispensável ao desenvolvimento humano, pois permeia por toda vida do cidadão; do outro, revela insatisfação diante dos resultados obtidos, no momento em que se torna uma ciência abstrata. Ensinar matemática objetivando sucesso na aprendizagem se torna real, quando se procura um meio que satisfaça as necessidades dos educandos para que eles consigam aprender a relacioná-lo com seu cotidiano, visando uma educação holística, que leva em conta as múltiplas facetas: físicas, intelectuais, estéticas, emocionais e espirituais dos discentes, tendendo para a construção de um cidadão realizado, vivendo em harmonia consigo e com o mundo.

Assim, percebe-se que o jogo é um precioso recurso pedagógico, tornando a aprendizagem mais concreta e prazerosa. No ensino da matemática, o jogo é de relevante importância no processo de aprendizagem, pois transforma a sala de aula em um espaço gerador de conhecimentos. Por meio deles, a criança vivencia fatos reais do seu cotidiano, pois caminham juntos desde o momento em que fixa a imagem da criança como um ser que brinca. Portadora de uma especificidade que se expressa pelo lúdico, a infância carrega consigo as brincadeiras que se perpetuam e se renovam a cada geração.

O jogo adquire duas principais dimensões: a primeira como ponte de aperfeiçoamento de habilidades através da escola; a segunda, como forma de divertimento satisfazendo suas necessidades biopsicossociais. Prevalece a idéia de que o jogo é fundamental para a educação e o desenvolvimento infantil, quer se trate do jogo tradicional infantil, reduto da livre iniciativa da criança marcada pela transmissão oral, ou do jogo educativo que introduz conteúdos escolares e habilidades a serem adquiridos por meio da ação lúdica. Portanto, pode-se concluir que a matemática se faz presente em nosso dia-a-dia e que pode ser aprendida através de jogos educativos.


6 – REFERÊNCIAS

AGUIAR, Renan. Dicas para monografia. Disponível em:<http: www.saraivajur.com.br>. Acessado em 20 de agosto de 2006.

Bahia, Secretaria de educação. Jogos Matemáticos. 5 ed. Bird/MEC/C/Governo da Bahia: Salvador, 1997.

BARROS, Paes de Jesus; JESUS, Aidil de; LHFELD, Aparecida de Souza. Metodologia da Pesquisa. Rio de Janeiro: Vozes, 2000.

BOSSA, Nádia A. A Psicopedagogia no Brasil: Contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Animed Editora, 2000.

Brasil, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília MEC/SEF, 1997.

CONSTANCE, Kamiu; RHETA, De Vires. Jogos em Grupo na Educação Infantil: implicações da teoria de Piaget. São Paulo: Visor, 1991.

KISHIMOTO, Tisuko Morchida. O jogo e a educação infantil. 1 ed. São Paulo: Pioneira, 1994.

KISHIMOTO, Tisuko Morchida. O jogo, brinquedo, brincadeira e educação. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2000.

LOPES, Maria da Glória. Jogos na Educação: criar, fazer, jogar. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1999.

NETO, Ernesto Rosa. Didática: Matemática. Ed. Ática, São Paulo, 2003.

PILLETI, Nelson. Psicologia Educacional: motivação da aprendizagem. 2 ed. São Paulo: Ática, 1985

Autor: Denise Almeida Aguiar