MONOGRAFIA: A CONSTRUÇÃO DA LEITURA NO ENSINO FUNDAMENTAL

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Esta monografia tem como tema a construção da leitura na Escola de Ensino Fundamental II, da rede pública, que trata da problemática da leitura, que representa um importante instrumento de compreensão do mundo, objetivando analisar como os alunos se relacionam com a leitura, verificar como os professores estão trabalhando a leitura em sala de aula, refletir sobre o hábito da leitura entre os alunos do ensino fundamental II.

Para tanto escolhi vários teóricos que tratam sobre este assunto entre eles podemos destacar: FREIRE (1997); FERREIRO(1999); KATO(1998), entre outros.

A metodologia utilizada foi um questionário aplicado entre professores, alunos e gestores, foi pesquisado um aluno por série do ensino fundamental II, dois professores e dois gestores a análise feita constam em três blocos, sendo que o primeiro grupo é dos alunos, o segundo grupo é dos professores e o terceiro grupo dos gestores, a fim de descobrir opiniões de dados descritivos relacionado a temática. Pois sabemos que para desenvolver-se uma pesquisa qualitativa é preciso analisar cada situação, relações, causas , efeitos e consequência, significado e outros aspectos considerados necessários a compreensão da realidade estudada. Porque somente a partir daí é que passamos a conhecer a importância do estimulo pela leitura.

Nesse período de 0 a 6 anos as crianças devem ser incentivadas a terem o contato com a leitura, até mesmo a família pode e deve ser estimuladora no processo de interesse dos seus filhos. E como torna-lo interessado? A criança gosta muito de historinhas e os pais sempre que têm tempo, devem ler uma história para a criança, assim estimular seu filho a leitura.

Existem várias formas estimuladoras no processo de interesse pela leitura , mas muitas vezes os nossos pais não sabem ler. Neste caso reconhecemos os motivos pelo qual a família não pode incentiva-lo. Em caso contrário o que se sabe é que antes mesmo de aprender a ler a criança já traz um conhecimento de mundo, que chamamos de leitura incidental, como por exemplo ela não sabe ler a palavra, mas ela associa aquele objeto ao seu rótulo, ela já está lendo embora não domine o código lingüístico.

No caso do ensino fundamental II que é o meu objeto de estudo, descobri que nós professores podemos e devemos incentivar nossos alunos ao processo de interesse pela leitura. Como? Trabalhando várias formas de textos disponíveis que o aluno conseguir desde os rótulos dos produtos, jornais, revistas, entre outros.

Porque o que torna cansativo para os nossos alunos, principalmente do ensino fundamental II é aquele contato direto, digo somente com o livro didático.

E para finalizar concluo minha introdução com as definições de cada capítulo:

O primeiro capitulo trata sobre a leitura numa perspectiva interacionista e o segundo capitulo fala sobre a Leitura numa perspectiva social.

O terceiro capítulo trata da questão da pesquisa de campo.

O quarto capitulo retrata a questão de como incentivar a leitura, através de sugestões de atividades que irão subsidiar o professor a direcionar a prática de ler com seus alunos.


CAPITULO I – A LEITURA NUMA VISÂO INTERACIONISTA

1.1.OS PROCESSOS E AQUISIÇÃO DA LEITURA NA VISÃO DA PSICOGÊNESE

Sabemos que a criança para aprender a ler passa, por várias etapas de fundamental importância, razão pela qual levarmos em consideração que nesse período de sua vida a criança já leva para escola alguns conhecimentos, ou seja, ela já tem uma leitura de mundo.

Por que a criança quando começa a ler nesta fase, está associando as figuras e relacionando a palavra ao que está vendo. Por isso a família nesta etapa da vida, da criança tem um papel importantíssimo papel no incentivo pela leitura. E como incentivar a ler? Muitas vezes os pais gostam de contar história para as crianças então essa é uma das atividade que enriquece sua memória tendo em vista que os personagens da história podem ficar memorizados. E a criança começa a desenvolver o interesse pela leitura.

Nessa perspectiva cabe aos professores fazerem um elo entre o que a criança já aprendeu no seu dia a dia com os conhecimentos adquiridos na sala.

De acordo com , IVEL(1991), dois paradigmas básicos tem sido usado para descrever a aquisição da leitura. Em um deles o processo da leitura é visto de uma mesma forma tanto em relação ao leitor experiente quanto aos inexperientes. Para ambos os leitores enfatiza-se a sua realização se o conhecimento do mundo e da língua são vistos, como fatores primários que distingue bons e maus leitores.

O segundo paradigma baseia-se no pressuposto de que existem diferenças qualitativas nos processos de leitura entre leitores experientes e inexperientes. As diferenças qualitativas emergem proporção que o leitor adquire novas e mais eficientes maneiras de identificar palavras impressas.supõe-se que as diferenças nessa identificação relacionam-se ao conhecimento sobre ortografia do que ao desenvolvimento do conhecimento sintático ou semântico. Esta visão tem gerado modelos que descrevem estágios de leitura constituídas por momentos qualitativamente diferentes do processo de identificar palavras impressas.

O objetivo da leitura em ambos os paradigmas é a construção do significado. Eles diferem a cerca do modo pelo qual essa compreensão é alcançada. O primeiro sugere que o leitor é bem sucedido de usar um mínimo de informações gráficas. O segundo paradigma, em contrastes sugere o crescimento do uso rápido e eficiente do máximo de informação ortográfica para alcançar uma melhor compreensão. A criança progride através de estágios em que a informação gráfica é usada cada vez mais rápida e eficiente para identificar palavras expressas.

Do ponto de vista cognitivo o significado de leitura para as atividades das crianças são “leitura de experiência”, tendo em vista que quando a criança leva um objeto á boca, quando agarra, puxa e encaixa objetos e ainda quando ouve e imita sons entre outros ela está lendo o mundo que a cerca. Toda criança possui um esquema de absorção que passa por uma série de transformações de acordo com a etapa de desenvolvimento que atravessa. Nos primeiros anos ele é distintamente sensório-motor e simbólico, ou seja muitas das experiências que a criança realiza torna-se essencial para o seu desenvolvimento cognitivo e, logo para a aprendizagem.

A alfabetização deve ser compreendida, pois, como uma técnica que se inicia com a criança pegando ou ouvindo, combinando, experimentando objetos.

Logo em seguida, a ação da leitura dos símbolos gráficos(palavra).

A questão aqui passa a ser a substituição de um código auditivo-oral para o visual/escrita, isto é os esquemas de absorção usados pela criança transforma-se em operatórios.

Ensinar a ler e escrever, é essencial, mas compreender que ler e escrever constitui apenas uma etapa do desenvolvimento e que, sem uma firme base anterior(muitas experiências, de vocabulário entre outros) será mais difícil de alcançar.

Por esta razão é importante reiniciar todas as etapas anteriores do desenvolvimento a criança e proporcionar valores significativos, que levem a criança se envolver intensamente buscando o verdadeiro sentido da importância do ato de ler. Sem esse envolvimento a possibilidade seria menor em entender o verdadeiro significado da leitura.

A língua de um povo é uma produção cultural que permite a comunicação, a transmissão, registro e a preservação da memória de um grupo humano, que vive e constrói sua história.

É um processo construtivo, coletivo e que resulta no sistema lingüístico e comunicativo utilizado por um povo. Entretanto, a sociedade constrói através da interação sua realidade sócio-cultural da qual a escola faz parte, cabendo a esta enquanto instituição social, o ensino da língua materna. Segundo FERREIRO (1987):”A leitura e a escrita tem sido tradicionalmente considerados como objeto de uma instrução sistemática”. (p. 420.

Portanto a leitura e a escrita desde o início das civilizações tem sido de fundamental importância na vida dos indivíduos e da sociedade como todo, por que constitui um processo de organização lógica do raciocínio do ser humano, tal como algo que pretendemos atingir através do ensino sistemático. Sendo assim o valor significativo das letras.

Esse processo é contínuo e gradativo, podendo ser anterior a entrada da criança na escola, desde que ela tenha contato com matéria escrita que circulam na sociedade. O contato com todo tipo de material escrito influencia diretamente na intimidade no desejo de interagir com a língua escrita, ao mesmo tempo em que desperta na criança o interesse pela leitura.

A função da escola não é ensinar a criança a falar. Essa capacidade ela já traz ao ingressar na escola. O desenvolvimento da língua oral ocorre na comunicação diária não havendo a necessidade de uma ação sistemática e dirigida.

No entanto, a função da escola se faz presente em possibilitar o desenvolvimento da capacidade de produção oral e escrita que o aluno possui constituindo-se num ambiente que acolha a vez e a voz do aluno respeitando-o diferença e a diversidade. Dependem, sobretudo, da escola ensinar-lhe os usos e forma de fala adequada as diferentes atuações na vida.

Pesquisas de FERREIRO dizem “que as crianças possuem conceituações sobre a natureza da escrita muito antes da intervenção de um ensino sistemático “. (p. 960.)

1.2. A IMPORTÂNCIA DOS DIVERSOS PORTADORES DE TEXTO PARA A LEITURA

É importante ler textos, mas não só textos que transmitem através das palavras mensagens, como também ler os símbolos por exemplo, ler uma figura, desenho o que aquela gravura está transmitindo, o leitor que realmente ler poderá ser capaz de emitir mensagens através de um texto representado por figuras entre outras.

Sabemos que existe vários tipos de textos, que nós nos deparamos no nosso dia a dia, textos longos e breves, mas sempre com o objetivo de transmitir uma mensagem, uma idéia , para tanto existe textos que nós muita das vezes sentimos desestimulados pelo conteúdo por ser um pouco extenso, principalmente quando tem um contexto distante da realidade do leitor.

“Em relação aos tipos de textos para fins didáticos podemos classificar os textos em práticos, informativos ou literários e extraverbais, sendo que os três primeiros grupos foram introduzidos, por Landsmann. Essa classificação segundo ela tem o objetivo de facilitar o trabalho que teve o aluno a produzir e sistematizar conhecimentos.(NASPOLINE, 1996. p,39)

O objetivo é não somente levar o aluno a reconhece as diversas modalidades de texto, mas leva-lo a escrever cada uma delas. O contato da criança com textos variados facilita a descoberta das regras que regem a linguagem escrita.

Práticos

São os textos com os quais nos deparamos em nosso dia-a-dia. Por exemplo contas de água, luz e telefone,cheques , embalagens de todos os tipos , manuais, listagens, itinerários, ingressos, passagens, carnês, bulas de remédio, cardápios, receitas culinárias, notas fiscais, cartas, bilhetes, telegramas…p.39). NASPOLINE, 1996. p,39)

Para exemplificar, vejamos como atividades de aprendizagem sobre a carta podem ser desenvolvidas em ensino fundamental II, baseado-se na teoria de JOLIBERT(1994).

Cada criança deverá construir a noção de destinatário; apropriar-se da estrutura específica da carta com sua silhueta; ser capaz de argumentar, quando necessário; empregar corretamente a pontuação e a letra maiúscula; e adquirir vocabulário adquirido a situação.

Uma discussão pertinente diz respeito a funcionalidade desse tipo de texto. Questionar o porque escrever uma carta quando se poderia usar o telefone ou conversar pessoalmente. Aqui vários motivos podem ser levados: segurança, praticidade e economia por exemplo.

Quando se telefona, a pessoa pode não estar naquele exato momento; se deixarmos recado, ela pode não receber. E ás vezes mesmo que a pessoa more perto não tem tempo de ir até ela. Além disso há coisa que gostamos de dizer por escrito para organizar melhor as idéias ou para que possam ficar guardadas. Outra questão é o preço: na maior parte dos casos os telefonemas são mais caros que as cartas. (NASPOLINE,p.40,1996)..

Textos Informativos ou Científicos

Em relação a estes textos existem função específica que é manter o leitor informada e oferecer conhecimentos, para constatarmos esta versão vejamos o que diz a seguinte citação:

São os textos ou já a função é trazer ao leitor conhecimentos, descobertas e novidades em geral. Exemplo disso são as noticias de jornal, enciclopédias, dicionários, gramáticas, revistas, entrevistas, os textos científicos, históricos e geográficos, tabelas e gráficos”. (p. 44).

É interessante destacar que cada texto tem sua atividade especial, no caso dos textos acima citados, cada um exerce de forma especial sua atividade a exemplo disso temos o jornal cuja sua função é informar das noticias, sobre os acontecimentos ocorridos no mundo no nosso dia a dia.

Como trabalhar textos informativos em sala de aula com alunos do ensino fundamental II por exemplo.

Que os mesmos levam as noticias dos jornais

Recorte aquela que mais lhe chama atenção

Cole e fale o que entendem sobre a informação

Já em relação a texto literário

Identificar que é o autor do texto

Qual é a idéia central

Quais são os personagens

Textos Extraverbais

Baseando-se em leituras de textos de autores que escreveram sobre leitura e escrita constatou-se que na visão de um autor, o código lingüístico não é o único a permitir a leitura, pois existe outras formas de textos, que são: ilustrações, figuras entre outras.

“A partir do momento em que entendemos por texto, tudo que conseguimos compreender e interpretar. Desta visão, o código lingüístico não é o único a permitir a leitura. “Existem “os textos” que não são escritos com palavras, mas empregam outros códigos não lingüísticos ou além dos lingüísticos- os textos extraverbais. Exemplos: figuras, ilustrações, arquitetura, história em quadrinhos, charque, quadro de arte, música, gastos entre outros.” (p.46, NASPOLINE,1996).

Como vimos, o código lingüístico, não é exclusivo a leitura, se a partir daí conseguirmos compreender por que na realidade “os textos” que não são escritos através das palavras, porém fazem uso de outros códigos lingüísticos – que são os textos extra-verbais. Exemplos : história em quadrinhos, quadro de arte entre outros.

Síntese

Ser alfabetizado pe antes de tudo experiênciar-se ao dia a dia. Esse aspecto destaca os chamados “usos práticos ou funcionais da linguagem”. Além do mais, uma pessoa alfabetizada possui certos privilégios que os demais não tem. E por fim, quem lê e escreve tem facilidade de expressar-se.

Textos Literários

São os textos que aparecem em forma de história contadas por autores para despertar o interesse pela leitura do mesmo.

Vejamos um trecho do seguinte texto

Um Homem de Consciência

“Clamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto dos homens. Honestíssimo e Lealissímo, com um defeito apenas: não dá o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro , a coisa de menos importância no mundo era João Teodoro”. (NASPOLINE, 1996. p,45)

O texto citado fala de um homem que na realidade não valorizava a si mesmo.


2. CAPITULO II _ A LEITURA NUMA PERSPECTIVA SOCIAL

2.1. A importância do ato de ler e a conscientização política

Abordar o tema leitura sobre o aspecto de uma compreensão crítica do ato de ler, consiste em uma tarefa que envolve todo processo pelo qual devemos compreender que o desenvolvimento da importância do ato de ler deva ser uma prática pedagógica.

Falar sobre esse assunto é algo bastante complexo, já que a leitura é fundamental na vida das pessoas, pois é somente através da leitura que nós possamos conhecer outras realidades , outros pensamentos e tipos de cultura através da leitura é que você cria outros pensamentos ou seja, reconstruí e produz a partir de algo que você deu outras idéias. “A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posteriori leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele”. (FREIRE, 1997).

Entretanto, a compreensão do texto vai depender do contexto em que está inserido o leitor, pois é a partir daí que o leitor vai poder formular seus questionamentos e, afirmar uma construção de novas idéias baseadas em realidade coerente e de experiências adquiridas. Segundo Paulo Freire “da palavra mundo” a retomada da infância distante buscando compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória – me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, recrio e revivo no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como um mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos” as “palavras” e as letras daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas , objetos de sinais cuja compreensão eu ia aprendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais”. (FREIRE, 1982,p.12-3).

“Daquele contexto – o do mundo imediato – fazia parte por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, comunicando as suas convicções, seus gestos, suas incertezas, os seus valores. Tudo isso ligado ao contexto mais vasto que o do seu mundo imediato e de cuja existência não podia sequer suspeitar. FREIRE, 1982,p.14)

A importância do ato de ler contribui para a conscientização política que está muito ligado a leitura não só de “textos” escritos, mas a leitura da realidade em que o rodeia, ou seja tudo que faz parte da sua convivência do seu dia a dia está inserida no contexto da leitura desde sua própria casa e até mesmo familiares seu desenvolvimento desde a infância até chegar a vida adulta, relembrado momentos essenciais da vida da infância e da adolescência.

Todos esses aspectos fundamentais na vida de Paulo Freire, foram citados no livro A Importância do Ato de Ler (1982). Portanto creio que seria interessante a nossa insistência, enquanto professores e gestores, em que os estudantes “leiam.

Exemplificamos textos que fazem parte do seu contexto entre outros, pois só assim os estudantes também seriam capazes de questionar sobre aquela realidade já que a mesma estaria relacionada a perspectiva futura.

Enquanto isso não ocorre, não é motivo para nós nos sentirmos desestimulados por que se formos descobrir as causas por que os estudantes não gostam de ler muitas vezes se deparam com leitura, altamente filosófica que requer de certa forma um grande esforço para a que o mesmo possa compreender as idéias contidas. Naquele texto e possa se manifestar um certo desinteresse.

Mas o que se percebe é que atualmente existe um grande avanço em relação a leitura por que antes os alunos tinham que memorizar mecanicamente e não procurar produzir o novo a partir do velho, mas aprender a sua significação profunda, porque memorizar mecanicamente revela uma visão mágica da palavra escrita. “Visão que urge ser superada”. A mesma ,ainda representa desde outro ângulo, que se encontra por exemplo em quem escreve.

2.2. Enfoque de Compreensão no Processo de leitura Acerca dos Portadores de Texto

Para compreender um texto devemos antes de mais nada, fazer uma leitura e observar que tipo de texto esse assunto pertence.

E não ler por ler, mas analisar, refletir que mensagem esse texto quer transmitir, para quem foi escrito o texto? Qual o objetivo? Entre outros. A partir daí passamos a descobrir o que somos capazes de produzir, através da leitura e desenvolver potencialidade.. Para a compreensão de um texto, fazemos perguntas mentalmente. Isso significa que levantamos hipóteses, inferimos estratégias, pesquisamos novas alternativas que o texto não nos fornece de imediato, e assim por diante.

Quando lemos: analisamos dados que nos são fornecidos pelo conteúdo, pela estrutura que determina cada modalidade e pelo discurso propriamente dito. A cada uma dessas possibilidades de leitura denominamos enforque de compreensão.

O trabalho escolar deve considerar os três enfoques e não apenas um ou dois. Tradicionalmente, as perguntas que seguem uma leitura silenciosa, versam sobre o conteúdo ou a estrutura do texto, não priorizando a análise do discurso? (NASPOLINE,1996,p.53)

Enfoque Conteudístico

Em relação ao enfoque conteudistico o método é procurar expor minuciosamente um processo de ensino-aprendizagem que estimule o aluno a entender a mensagem do texto e questioná-lo.

“Desenvolver um processo de ensino aprendizagem da leitura pautado pelo enfoque conteudistico é levar o aluno a compreender a mensagem do texto e a responder questões empregando as palavras e idéias expressas no texto. É o aspecto decodificador da leitura”. (NASPOLINE, 1996, p.55).

Na realidade instruir-se um processo de ensino-aprendizagem da leitura pelo método “enfoque conteudístico” é levar o aluno a interpretar a mensagem do texto.

Enfoque Estruturalista

Como o próprio tema está explicando no caso enfoque estruturalista ou seja forma característica como é organizado a estrutura do texto apresenta suas próprias características.

“Todo texto apresenta uma determinada estrutura que o caracteriza como sendo de um e não de outro uso. Assim toda narrativa traz personagens, ambiente, clímax e desfecho, por exemplo. Toda carta traz local, data, nome do destinatário, mensagem ou conteúdo, despedida e assinatura. Tais elementos constituem o que chamamos superestrutura esquemática de um texto”.(p.56. NASPOLINE,1996).

Para que possamos identificar um texto, ou seja dizer que tipo de texto é esse; é necessário observar as suas características.

Por que cada texto traz uma determinada composição ou seja uma preparação e organização na qual sustenta seu desenvolvimento.

Enfoque Discursivo

Em primeiro lugar quando você ler é por que tem um objetivo a alcançar, seja ele para qual quer finalidade, ex: para passar em concurso, para conhecer melhor um assunto enfim a leitura proporciona ao leitor um conhecimento a cerca do conteúdo, e uma relação entre teoria e prática, pois é através da teoria que colocamos em prática o que aprendemos , mas nem sempre colocamos em prática aquilo entre emissor e receptor.

“Quando o aluno lê interage com o texto. Isso significa que leitor e texto se influenciam mutuamente. No enfoque discursivo o trabalho visa buscar os efeitos que o texto produziu no leitor. Esses efeitos seriam as contribuições que o leitor estariam apresentando ao texto, caracterizado, por isso como aberto. Há, assim, várias possibilidades de leitura, o que requer necessariamente reflexão, discussão, análise e síntese”. (NASPOLINE, 1996, P.56).

A forma como vem organizado o texto é que determina a organização que o caracteriza por exemplo: Ata, data da reunião local, participantes, descrição ou relato dos fatos discutidos, decisões, assinatura dos participantes.


CAPITULO III – PESQUISA DE CAMPO

3.1 Quais são os tipos de leitura abordados no ensino fundamental II

Durante minha atividade docente, percebi através de conversas informais com alguns alunos que em Trairi está havendo um envolvimento bastante significativo entre os professores e as novas formas de despertar o gosto pela leitura. Esses alunos explanaram que as atividades estão mais dinâmicas e que estão mais participativos no, processo ensino aprendizagem.

Percebe-se que os professores estão se esforçando para trabalhar numa perspectiva sóciointeracionista , ou seja buscam através da interação professor –aluno construir o conhecimento.

Portanto os métodos tradicionais – ‘revistos ou avaliados” estão perdendo espaço nas atividades pedagógicas, que é um fenômeno relevante e positivo para a melhoria da qualidade do ensino.

Tendo em vista que alguns colégios em Itapipoca já desenvolvem projetos de leitura, pode-se perceber que essas atividades foram observadas quando fiz um estágio, no Ciclo I na Escola de Ensino Fundamental e Médio Jonas Henrique de Azevedo. Vale ressaltar que durante este período a escola foi envolvida com um projeto III Seminário de Leitura com o Tema : Carlos Drummond de Andrade e foi desenvolvido em parceria com o CREDE II .

Essa iniciativa foi muito importante , pois sabemos que é um grande desafio para nós professores incentivar nossos alunos a ler e interpretar porém não é impossível, basta o envolvimento de todos: escola, alunos e famílias. É de fundamental importância essa participação para o exercício da cidadania visto que vive-se em tempos neoliberais em que delimita-se o espaço de leitura, discussões e envolvimento sóciopolítico.

Estabelece-se uma relação de contradição: “sociedade caminha” para o modernismo e ler é um processo fundamental na vida de todos, tendo em vista os grandes avanços da tecnologia e o sistema capitalista exige que nossa sociedade seja letrada, porém não dá oportunidade para nós nos posicionarmos diante da realidade que nos está posta.

Diante do que foi mencionado percebe-se o quanto é importante a leitura para sairmos do senso comum, por isso devemos incentivar e oportunizar que nossos alunos possam desenvolver sua consciência crítica. Porém para que isso ocorra é necessário envolver a comunidade itapipoquense.

Segundo Stanevich:

O ato de ler consiste em relacionar o novo ao conhecimento, ligando as informações novas das mensagens escritas. As informações estocadas na memória do leitor. Essas duas fontes de informações são usadas.

Entretanto precisamos adquirir uma consciência de como envolver os estudantes na participação da leitura,um incentivo que nasce do próprio ser atuante na sociedade , que não fosse uma coisa forçada, mas prazerosa, que os mesmos leitores sentissem prazer de ler.

Observando os meus alunos percebi que ás vezes eles trazem para escola textos diferentes, livros didáticos. Como exemplo gostaria de citar revistas, letras de música entre outros.

Tive uma conversa com a professora do meu filho e descobri que quando ela leva-o para a sala de leitura e pede para o mesmo ler livros infantis ele lê com entusiasmo, principalmente os livros de historinha já que o mesmo se encontra na primeira série e tem sete anos.

A partir daí constata-se que uma das formas de estimular nossos alunos a leitura é proporcionarmos o contato com textos diversificados assim, eles se sentiram com mais estímulo porque estamos valorizando o conhecimento da educação formal e informal.

Ou seja aquilo que o aluno aprende fora da escola, vai aprofundar através de uma educação sistematizada na escola, por exemplo quando o mesmo ouve uma informação através do rádio ou TV, quando ele lê vai perceber detalhes. Segundo Stanovch:

O ato de ler consiste em relacionar o novo ao conhecido, ligando as informações estocadas na memória do leitor. Essa duas fontes de informações e coordenadamente, pois para identificar e construir unidades de significados o leitor se vale dos estímulos visuais e de suas estruturas globais de conhecimento.(1998 , p.54).

Portanto percebi que no texto o autor faz questão de falar sobre a importância que existe entre o fato da pessoa relacionar o novo ao conhecido, porque se uma pessoa observa por exemplo um texto que é novo mas quando você lê acaba descobrindo que conhece e a partir daí, vai resgatar aquilo que estava guardado na sua memória, e passa-se então a construir seus próprios conhecimentos.

Entretanto precisamos adquirir uma consciência de como envolver os estudantes na participação da leitura, um incentivo que nascesse do próprio ser atuante na sociedade, que não fosse uma coisa forçada mas prazerosa, que os mesmos leitores sentissem prazer de ler. Observando os meus alunos percebo que às vezes eles trazem para escola textos diferentes , livro didático como exemplo gostaria de citar revistas, letras de música entre outros.

Portanto para que nossos alunos se estimule é necessário textos interessantes.Por que meu aluno não lê?

Na minha concepção os alunos não gostam de ler por que desconhecem o valor que tem quando uma pessoa ler ao ponto de que sejam pessoas instruídas que tem consciência dos seus direitos e deveres.

Segundo a autora KLEIMAN questiona o tipo de leitura em sala de aula, pois segundo ela a leitura é áspera e não trata diretamente do assunto, causando assim uma dificuldade em compreender palavras.

Os meus alunos não gostam de ler? É, sem dúvida, a queixa mais comumente ouvida entre professores , porque essa realidade? Aspectos macroestruturais que também influenciam no fracasso da escola quanto a formação e leitores não serão aqui discutidos. Refiro, por exemplo, ao lugar cada vez menor que a leitura tem no cotidiano do brasileiro, á pobreza no seu ambiente ele lê o material escrito com o qual ele entra, em contato, tanto dentro como fora da escola), ou ainda à própria formação precária de um grande número de profissionais da escrita que não são leitores, tendo, no entanto, que ensinar a ler e a gostar de ler.(1997, p.17).

Para formar leitores, devemos ter paixão pela leitura. Concordamos com o autor francês Bellenger quando diz: Um leitor apaixonado de um país de leitores apaixonados, que a leitura se baseia no desejo e no prazer”(1997:15)

A atividade árida e tortuosa de decifração de palavras que é chamada de leitura em sala de aula, não tem nada haver com a atividade prazerosa descrita por Bellenger. E de fato , não é leitura por mais que esteja legitimada pela tradição escolar.Ninguém gosta de fazer aquilo que é demais, nem aquilo que é demais, nem aquilo do qual não consegue extrair o sentido. Essa é uma boa caracterização da tarefa de ler uma sala de aula: Para uma grande maioria dos alunos ela é difícil demais, juntamente porque, ela não faz sentido (ÂNGELA KLEIMAN, 1997).

Percebi que este assunto destaca a questão de uma leitura prazerosa e clava de acordo com a realidade do aluno, a fim de que o mesmo possa se sentir atraído pela a mesma.

3.2. Análise da Pesquisa de Campo

3.2.1. A Visão dos Alunos

A pesquisa realizada entre os alunos do ensino fundamental II pretendia saber o que eles entendiam por leitura, já que era o assunto focalizado pelo pesquisador, e diante das respostas percebe que dos quatro alunos pesquisados o que eles mais deram ênfase foi a questão da importância que tem a leitura para o mesmo no qual pude constatar na seguinte versão:A leitura é muito importante para todos nós sabermos o que acontece no nosso mundo e sem informação não podemos ter opinião”.(FSF).

Realmente o aluno tem razão, pois esta realidade está presente em nosso dia a dia, por que o fato de não ser ler dificulta até mesmo o ingresso no mercado de trabalho.

Continuando a análise dos alunos, o que interessava saber a respeito de leitura era justamente se eles gostavam de ler por quê? Os mesmos gostavam de ler e entretanto conclui que dentre as respostas o que eles queriam transmitir era uma mensagem de otimismo que muito embora se perceba que eles não gostam de ler, mas fizeram questão de dizer realmente gostavam de ler, por que é através da leitura que uma pessoas se desenvolve.

O certo é que realmente grande parte do nosso desenvolvimento intelectual está no fato de uma pessoa ler muito, entre as respostas destacadas. Venho dá ênfase na seguinte;

“Sim, porque é através da leitura que, a gente se desenvolve, etc.” (RIO A).

Muito bem, pois sabemos que o desenvolvimento intelectual, também depende da leitura, não só mais a leitura é de fundamental importância.

Em relação ao terceiro questionamento focaliza, a questão como está sendo desenvolvida a leitura na escola dos mesmos, se havia participação de todos, se realmente havia interesse tanto por parte do corpo docente como discente? E o que pude perceber entre as respostas dadas é que estava sendo desenvolvida com muita força de vontade por todos como posso confirmar através da seguinte citação:“Com muita força de vontade e interesse dos alunos”. (FSF)

Concordo com a aluna, porque o interesse não deve ser somente do professor, mas dos alunos também, no caso do professor realmente ele é quem deve criar mecanismo que incentive a leitura.

A quarta questão queria saber como os professores trabalhavam a leitura na sala de aula. Pelo que percebei os alunos se posicionaram mais a respeito da leitura que era trabalhada de forma variada, ou seja a leitura individual com diversos textos tornando assim as aulas mais atrativas e estimuladoras pela leitura: “Eles sempre trazem textos para a sala de aula para que possamos trabalhar com eles. Isso sempre com interesse em nos tornar pessoas capazes”. (FSF)

Sabemos que é de competência do professor se utilizar de métodos que estimule a leitura então se o professor no ensino fundamental II, está pelo menos utilizando diversos textos como forma de incentivo a leitura já é um passo, mas não é suficiente, porque existem mais formas que estimulam o processo de ensino-aprendizagem da leitura.

A quinta reflexão sobre leitura estava interessada em saber diversos detalhes sobre a realidade dos alunos, inclusive em relação a família se a mesma incentiva a leitura, e de que forma e portanto constatei que os alunos falavam mais que suas famílias, incentivavam bastante: Sim, todos gostavam de ler e sempre dão força para que sempre eu nunca desista da leitura”. (MOA)

Bem, já que a família contribui com esse estímulo resta a nós professores também buscarmos mecanismos que estimule esse processo no caso ensino-aprendizagem da leitura. De que forma? Ler autores que falam sobre esse assunto e coloca-los em prática.

Outro aspecto que pretendíamos saber, era justamente, se na escola destes alunos pesquisados existia algum trabalho que envolvesse todos sobre a leitura, na qual pudemos constatar que na realidade eles deram um sim. Por que como nós sabemos o fato de se estudar está ligado a questão do ensino-aprendizagem da leitura:”Sim, existem vários trabalhos que envolvem todos sobre a leitura”. (RIO.A)

Na realidade existem vários trabalhos que os alunos acabam se envolvendo na leitura, mas não é projeto específico sobre leitura.

3.2.2. A Visão do Professor

Inicialmente o questionário dos professores queria saber quantos anos os mesmos lecionavam, foram entrevistados dois, sendo que, o (JP), tem 07 anos e o (FJM) 6 anos..

Na segunda análise queria saber há quanto tempo os mesmos trabalhavam nesta instituição, sendo que o (JP) 4 anos e o (FJM) 6 anos.

A diferença aí percebida de um para o outro é de dois anos. A terceira análise pretendia saber sobre as disciplinas que os professores lecionavam, sendo que o (JO) Língua Portuguesa e Estrangeira e o (FJM) História, Geografia, Português, Arte e Inglês.

Em seguida continuando com a análise desta feita a intenção era descobrir e refletir sobre como devemos estimular a leitura, segundo a opinião entre as opiniões dadas pude perceber que os professores ressaltaram a questão da variedade, de texto proposto em sala de aula, como também promover seminários e oficinas, é uma forma de incentivar seria o próprio professor gostar de ler:”Lendo com os alunos, levando para sala de aula textos agradáveis e interessantes, poemas promovendo seminários e oficinas de leitura”. (JP).

Na realidade o professor ressaltou muito bem a questão de promover seminários por que é uma das formas do aluno ler mais pesquisar e apresentar mais não é suficiente, o professor tem que ler mais teóricos que falam sobre esse assunto.

A quinta pergunta queria saber qual era o significado de ler para eles, entretanto percebi que os mesmo falaram pouco a respeito desse significado:”Ler é entender além da escrita, é entender o contexto não apenas o texto”. (FJM).

Percebi que ler é saber interpretar o texto e mais ainda saber em qual contexto o texto está inserido e não apenas ler por ler mais dizer o que aquele texto quis transmitir.

A sexta pergunta tenta saber qual é a postura do professor diante de um aluno com dificuldade na leitura, diante das respostas dada pude perceber os dois professores tentam estimular com textos considerados fáceis de entender como mostrar as vantagens que existe entre uma pessoa que lê bastante:”Dar maior atenção, procurando fazer com que mesmo se interesse, mostrando as vantagens”. (FJM).

Na minha concepção o fato de “dar maior atenção” não é suficiente por que o professor antes de mais nada tem que procurar desenvolver no aluno atividades que estimulem esse hábito.

A sétima pergunta especulava a respeito do que os professores achavam, se os seus alunos gostavam de ler? Por que? E diante das respostas dadas percebi que os professores se posicionavam de forma negativa, tanto é que os mesmos acham que realmente os alunos não gostam de ler:”Não. Por que a maioria não foram estimulados”. (FJM).

Sim, mas se os mesmos não receberam estímulos por que não os professores estimularem, por que se os mesmos não foram estimulados nós não devemos cruzar os braços e de procurar mecanismos que estimulem.

A oitava reflexão indagava sobre a formação dos professores se realmente os mesmos tinham formação adequada para trabalharem a leitura; e diante das respostas dadas podemos perceber que na realidade os professores não têm formação específica, mas os mesmos estão imbuídos de propósitos para atingir esse fim como podemos demonstrar abaixo:”Formação não. Mas cada um deve ter consciência do seu papel de “educador”, “formador” (FJM).

Concordo com a colega quando a mesma, diz que cada um deve ter consciência, mas não basta ter consciência, mas sim, bastante estudo acerca do assunto.

A pesquisa realizada entre os professores pretendia saberá ainda se existiu projetos que desenvolvessem o hábito da leitura e a resposta foi negativa.

Percebi que os professores falaram que não existia um projeto específico, mas que existia outros projetos que através dos mesmos os alunos também participavam da leitura.

A décima reflexão queria saber qual era a opinião dos professores acerca do envolvimento da família no processo de leitura, junto com a escola, a partir daí percebi que os professores tinham a intenção de conscientizar sobre a importância de tal fato:”Fazendo uma conscientização da importância da leitura juntamente com os pais e elaborando projetos”. (FJM).

Percebi que a partir de uma leitura aprofundada o leitor é capaz de se posicionar diante de tal fato colocando sua opinião cerca daquele assunto e chegando a ter consciência daquilo que quer transmitir para as outras pessoas ou o mundo que o rodeia.

A décima primeira questão queria saber qual era a sua opinião sobre leitura e conscientização política; entretanto pude perceber diante das respostas que nós professores é quem temos que ter compromisso, ou seja criar formas para que nosso aluno leia de maneira crítica para que futuramente esses leitores críticos coloquem em prática a teoria, que não fique somente nos falsos discursos como podemos colocar a seguir:

“A leitura abre horizontes e afina o senso crítico das pessoas”. (JP).

Com certeza é somente a partir da leitura que somos capazes de desenvolver o nosso senso crítico, por que a partir dai é que podemos formar a nossa opinião diante de qualquer assunto, mas é necessário lermos e interpretarmos tais colocações para nos tornarmos leitores críticos.

3.2.3. A Visão dos Gestores

Foi elaborado um questionário com onze questões para serem respondidas por dois gestores, inicialmente a primeira pergunta era em relação ao tempo de ação docente dos dois entrevistados, apenas um respondeu que era seis anos.

A segunda pergunta pretendia saber quanto tempo de ação docente nesta instituição, das respostas dada apenas um respondeu que foi quatro anos.

A terceira pergunta era saber qual era a disciplina que os mesmos lecionavam, apenas um respondeu que atualmente estava ausente da sala de aula, o outro não respondeu nada.

A quarta questão queria saber como devemos estimular a leitura na concepção dos mesmos, pelo que entendi as respostas foram em alguns pontos, já que os mesmos falaram que o estimulo pela leitura deve ser despertado em primeiro lugar pelos professores, pois os mesmos são quem conhecem a realidade do aluno, portanto são eles quem devem desenvolver esse interesse:

“Antes de mais nada o professor como conhecedor da realidade da turma, deve e pode desenvolver uma leitura dinâmica e prazerosa procurar dentro da sua realidade práticas que facilitam seu trabalho. Não adianta questionar, direção, secretária, Estado e Município, não procurar diagnosticar e curar o grave problemas da leitura e da escrita”. (FHS).

Na realidade nós professores é quem somos responsáveis por esta atividade que é de desenvolver no aluno o interesse pela leitura, mas não é demais os demais setores da educação da sua parcela de contribuição, já que muitas vezes o professor sequer dispõe de material suficiente para esta atividade.

O quinto questionamento indagava sobre o significado de leitura para os gestores, e pelo que compreendi é que os mesmos falaram mais da questão do entendimento mais amplo sobre a ação que os seres humanos realizam para dar significado ao mundo em que nos rodeia. “A leitura nada mais é do que o enriquecimento do ser humano. É viajar através das palavras”. (FHS).

Realmente pegando aqui o fio da meada quando o gestor diz “Viajar através das palavras” por que quando você lê, vai conhecer pensamentos, dizeres de outras realidades e você vai descobrir outras idéias de outras pessoas então você viaja sem sair do lugar é claro.

A sexta reflexão, queria saber qual era sua postura diante do aluno com dificuldade na leitura, pelo que é atuar como mediador seria um dos caminhos para introduzi-lo no mundo da leitura e mais trabalhar com músicas, poemas, todos esses textos seriam interessantes para melhorar o processo de ensino-aprendizagem da leitura.”Quando estou em sala, procuro e gosto muito de trabalhar a musicalidade, ou seja, música, poemas, para mim, conseguem estimular de modo agradável a leitura. Procuro também desenvolver atividades especiais sem discriminá-los. (FHS).

A partir da leitura já feitas concluo que esta é uma das formas, mas não é somente através destas atividade que os professores podem desenvolver o hábito pela leitura.

A sétima indagação queria saber se na opinião dos gestores os alunos gostavam de ler? Por quê? As percepções das respostas foram que havia divergência ou seja nem todos gostam de ler, por que toda regra há exceções, não podemos dizer que todos não gostam de ler, é claro que existe alunos que gostam:”Por que o ato de ler é um ato de apreender, de conhecer de compreender o mundo em que nos rodeia”. (MCC).

Se é através da leitura que você conhece diversos assuntos e idéias, costumes, tradições, por que não valorizar esta “coisa” tão significativa na nossa vida que é a leitura?

A oitava indagação queria saber se os professores tinham formação adequada para trabalhar nos processos de leitura. Pelo que entendi realmente os professores não tem formação especifica, mas procuram desenvolver atividades que estimulem os alunos o interesse pela leitura.”Não existe um regra definida para se trabalhar o assunto este ou aquele dentro da sala. Como falei anteriormente o professor é quem deve ser responsável e preocupado com a sala, para que possa desenvolver atividades que procure suprir as carências da turma”.

Na minha concepção o fato do professor ser formado especificamente naquele assunto facilita mais desenvolver suas atividades diferente daquele que é leigo naquele assunto.

A nossa reflexão queria saber se existia projetos de leitura na escola, ou seja para desenvolver o hábito da leitura. Uma resposta foi sim, a outra diz que não tinha projetos freqüentes , mas que enquanto educadores procuramos ter consciência da importância.

“Projeto de Leitura e Escrita”MCC. Creio que esse projeto seja muito importante já que vem desenvolver tanto o hábito pela leitura como também a escrita.

A décima questão queria saber qual era a opinião dos gestores em relação ao envolvimento da família no processo de leitura junto com a escola e as respostas foram semelhantes no caso é que em primeiro lugar os pais tem que ter consciência que o processo de ensino-aprendizagem da leitura tem que ser estimulado também por eles, o problema é que muitas vezes eles nem sabem como estimular.”Conscientizando os pais de que a leitura é um processo que não acontece apenas na escola. E que o lar pode ser a continuidade de tal” . (FHS).

Realmente se a escola propor sugestões de como incentivar os seus filhos a ler , é claro que, qual é esse pai que vai recuar, pois os pais é quem primeiro devem interessar-se por seus filhos para que futuramente sejam pessoas que possam usufruir de seus direitos e privilégios, que uma pessoa tem se é também informada e conhecedora das idéias formadas por pessoas capacitadas.

A décima primeira trata da opinião que os mesmos têm acerca do que seja Leitura e a Conscientização Política, pelo que percebi os professores gestores enfatizaram a questão da boa leitura com certeza ficará mais fácil entender que nós não somos políticos pois tudo depende da política.”Todo cidadão que desenvolve uma boa leitura, é um ser que procura através dela integrar-se ao mundo. E conhecendo o mundo através dele, automaticamente, ele poderá dispor de um conhecimento maior do mundo político”. (FHS).

Se o cidadão conseguir compreender a mensagem que é transmitida através de um texto a partir daí ele poderá dar sua opinião a cerca desta idéia assim o mesmo poderá dizer que desenvolver uma leitura e entender o mundo que nos rodeia.


Capitulo IV – SUGESTÔES DE ATIVIDADES PARA DESENVOLVER A LEITURA

Para que possamos desenvolver a capacidade de aprender das crianças do ensino fundamental teremos que nos valer de três meios básicos ou habilidades básicas: a leitura, a escrita e o cálculo.

Na verdade, não se trata apenas de ler, escrever e calcular, de qualquer jeito, ou seja, de forma rudimentar, mas atingir o pleno domínio dessas habilidades.

A leitura, a escrita e o cálculo são meios básicos para o desenvolvimento da capacidade de aprender. Desses três meios básicos, o desempenho leitor tem se mostrado muito precário, até mesmo, superior ao desempenho escritor ou matemático das crianças. A lei, de alguma maneira, nos parece sugerir que a importância da leitura está diretamente relacionada ao desenvolvimento da capacidade de aprender. Não há desenvolvimento ou aprendizagem que não passem pela leitura, seja em situação normal ou especial.

Ler para aprender é meio, pois, para desenvolvimento da capacidade de aprender. Mas, para que ingressamos nessa tarefa de ler para aprender é necessário, antes de tudo, aprender a ler.

E aprender a ler é habilidade que exige da escola uma concepção nova de leitura, ou seja, leitura é decodificação (reconhecimento das letras e discriminação das vogais, por exemplo) e compreensão (sentido dado à pré-leitura, leitura e a pós-leitura).

É a leitura compreensiva, isto é, ler e entender o que se lê, descobrir o propósito do escritor, que irá desenvolver a capacidade de aprender das crianças.

A aprendizagem da leitura depende de três fatores. O primeiro, o querer aprender a ler, o equivalente a uma formação de atitudes do educando de se dispor a ler. Esta disposição pode ser refletida nas formas de expectativas, interesses, motivação, atenção, compreensão e participação. Querer aprender a ler é o primeiro passo para se ler para aprender. Para se desenvolver em leitura é preciso, antes, envolver-se em leitura, gostar de ler, isto é, a obra está no centro de seu interesse (dentro do ser) em ler a obra

Se há disposição para aprender a ler, há possibilidade de chegarmos à capacidade de aprender a ler, e sobretudo, do educando, considerar que pode aprender lendo. Aqui vale o ditado: querer é poder. A partir da leitura de uma obra regional ou nacional, uma criança pode desenvolver aptidões ou competências e habilidades de natureza intelectiva e procedimental. A aptidão intelectual ajuda a ler para aprender a pensar a prática social e aptidão procedimental a ler para aprender a atuar no mundo do trabalho.

Os pais são a fonte mais rica de informação. E, sem exageros, são os que mais podem estimular o desenvolvimento intelectual e físico de seus filhos. Existem várias recomendações que os especialistas nas novas correntes ressaltam como importantes e seguindo-as talvez possamos criar um pequeno gênio dentro de casa, e somente com nosso apoio. Estas recomendações não são complicadas, tão pouco exige-se que sejam adquiridos quaisquer tipos de materiais em livrarias ou papelarias.O mais importante é ter tempo para orientar e estimular as crianças. É mais fácil do que se imagina.Educar uma criança, como todos nós sabemos, é uma tarefa diária em que só faz falta uma boa dose de bom senso, muito amor – não dependência – e qualidades morais. Desta forma, para que possamos incentivar a leitura na criança é preciso saber lidar com as mesmas:

1- Quando falarmos com ela, não importa a idade, devemos utilizar um vocabulário amplo, rico e avançado.

Por exemplo, usar palavras como enorme, descomunal e gigantesco, ao invés de apenas dizer grande. A criança ampliará seu vocabulário ao conversar. Sempre devemos fazer com que ela note detalhes tanto em objetos como em situações. Dessa maneira ela desenvolverá uma atenção seletiva e reterá em sua memória o importante e os aspectos de maior interesse, o que lhe será muito útil ao longo de sua carreira, no xadrez e na vida.

2 – Para estimular sua capacidade de observação, apresente problemas para que ela os resolva.

A criança precisa comprovar dados e informações. Dessa forma, certos exercícios a estimulam a atuar e resolver, o que além de ser fascinante para a maioria das crianças, é importante para seu desenvolvimento intelectual. Exercícios como montar quebra-cabeças, resolver enigmas, problemas matemáticos, ou jogar xadrez!

3 – Quando realizar uma atividade, respeitar sua concentração e, mais ainda, estimular que ela se concentre.

Crianças concentram-se tanto no que estão fazendo que o mundo desaparece ao seu redor. Sendo assim, não devemos interrompê-las e sua tarefa merece todo o respeito. Temos que permitir sua independência quando deseja fazer as coisas por si mesma. A independência nos leva a desenvolver um pensamento criativo. Ao experimentar, explorar e provar idéias, aprendemos mais. Isto sem mencionar a importância de desempenhar atividades em grupo, como o xadrez, e aprender a compartilhar e trocar conhecimentos com os demais.

4 – Devemos fazer com que a criança se interesse pela leitura.

Essa atividade trará como conseqüência uma necessidade de ler constantemente sobre qualquer tema. Uma vez criado o habito e o gosto pela leitura, nos surpreenderemos ao ver a criança, por si só, pegar seus livros e começar a ler. A leitura é a base do conhecimento. Quanto mais amor a criança venha a desenvolver pela leitura, mais a aprendizagem é facilitada.

5 – Fazer com que a criança não tenha pavor do xadrez e das ciências exatas.

Se observarmos um pouco veremos que a criança sempre está buscando algo novo e excitante para fazer.

Quando observarmos que nossos filhos esgotaram suas possibilidades em uma área devemos fazer com que procurem outra atividade. Aprender é a grande aventura da vida, é desejável, vital e o jogo mais excitante. O amor envolvendo a aprendizagem é um laço forte entre pais e filhos, mantendo-os unidos por toda a vida. Quando se ensina com amor, alegria e respeito, a inteligência se desenvolve mais.

Ler é uma das competências mais importantes a serem trabalhadas com o aluno, principalmente após recentes pesquisas que apontam ser esta uma das principais deficiências do estudante brasileiro. Não basta identificar as palavras, mas fazê-las ter sentido, compreender, interpretar, relacionar e reter o que for mais relevante. Qualquer leitor, portanto, tem como primeiro desafio o de estar pronto para ler: disposto a aprender e aproveitar a leitura. Mesmo em caso de tratar-se, à primeira vista, de mera tarefa e não de algo que possa lhe dar prazer. Essa preparação exige dois pré-requisitos: prestar atenção e evitar a avidez. Devorar centenas de páginas não leva a nada.

Você vai ler? Saiba então que a compreensão de um texto exige mais do que o simples correr dos olhos sobre as letras. Comece por escolher um local tranqüilo, confortável, bem iluminado. E não se apavore em caso de não conseguir entender tudo de imediato. A compreensão depende do nível cultural do leitor, que vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem ter entendido bem o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, se preciso, recorrendo a dicionários e enciclopédias. No entanto, não se deve interromper demais a leitura. Por isso, conforme-se em aprender o significado geral, sabendo que, com o hábito de ler, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.
Lembre-se sempre que um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor que quer ou precisa aprender. A leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em fases:

Faça um reconhecimento do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance é bom ter uma idéia do tema central.

Procure isolar as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens.

Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura.

Procure separar os fatos, das interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas.

Assim, você estará pronto para estabelecer suas próprias idéias sobre o texto. Mas lembre-se: o trabalho intelectual exige rigor. Por isso nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento. Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula, em livros, em pesquisas de campo. Manter os apontamentos é fundamental. Logo, nada de rabiscar em folhas soltas. Mas também não se deve ir escrevendo no caderno tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas supõe rapidez e economia. Por isso, as anotações têm de ser:

  • suficientemente claras e detalhadas, para que sejam compreendidas mesmo depois de algum tempo;
  • suficientemente sintéticas, para não ser preciso recorrer ao registro completo, ou quase, de uma lição. Anotar é uma técnica pessoal do estudante. Pode comportar letras, sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro. Deve-se passar as notas para o caderno de estudos. O aluno tem de se acostumar à síntese: aprender a apagar mentalmente palavras e trechos menos importantes para anotar somente palavras e conceitos fundamentais. Outros recursos: jamais anotar dados conhecidos a ponto de serem óbvios; eliminar artigos, conjunções, preposições e usar abreviaturas.
    É preciso compreender que anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais.

Como educar a memória

Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em reter o que foi lido, reproduzir e reconhecer uma série de experiências e pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória. Logo após o estudo de algum ponto ou matéria, nota-se que o esquecimento também trabalha: a mente elimina noções dispensáveis. Sem disciplina, entretanto, nunca haverá um jogo útil entre memória e esquecimento, entre horas de estudo e horas de descanso.Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é importante, mas não só: saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico. As técnicas psicológicas de memorização são complexas, mas podem ser utilizadas simplificadamente pelo estudante. Algumas indicações:

  • ler mentalmente e compreender o assunto;
  • reler em voz alta;
  • concentrar a atenção em aspectos específicos: nomes, datas, ambientes, etc.;
  • notar semelhanças, diferenças, relações;
  • repetir várias vezes em voz alta ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);
  • fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a seqüência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;
  • nunca esquecer de repousar, pois uma mente cansada aprende pouco e retém com dificuldade.

Como estudar em grupo

Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se idéias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.

Dois princípios a serem pensados:

  • o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;
  • as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.

Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.
Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo:

  • Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião;
  • Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento;
  • Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois.

É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.

Como fazer uma redação

Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.

Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, “A descoberta do Brasil”, falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.

Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.

Pra piorar, a leitura é amplamente desestimulada pela mídia que, incessantemente, nos bombardeia com estímulos visuais muito mais chamativos e hipnóticos do que um texto escrito, gerando uma espécie de cultura da ignorância que, a todo momento, parece justificar o semi-analfabetismo como algo normal e até desejável. As pessoas não mais se sentem inferiores por não conseguir ler um livro. Ao contrário, gabam-se de não ter paciência ou tempo para leitura, assistem apenas os filmes da moda, não perdem a novela por nada, e riem daqueles que ainda têm a capacidade de se encantar com uma história bem escrita, rotulando-os de nerds e cdf’s.

A função é do educador. A criança tem que ser induzida, pois ela pode até ter curiosidade, gostar de ouvir histórias, mas chegar e ler, não. Vai precisar que haja um trabalho em que ela esteja envolvida numa operação de imitação de um adulto, porque, se ninguém em volta dela lê, ela não tem isso espontaneamente, tem que ser adquirido. Isso é função da escola, porque, hoje, a literatura não é entretenimento, não dá para competir com a televisão, com o vídeo game; ela é um instrumento de conhecimento de mundo, que tem que ser prazeroso e gratificante, senão a criança não aceita. A criança não vai trocar o vídeo game pela leitura, porque o vídeo game é muito mais interessante do ponto de vista técnico. Mas tudo tem que ser contrabalançado com a leitura, que leva a uma interação íntima. mente se desenvolve através da leitura. E a literatura é a convergência da vida, tudo que acontece na vida está na literatura ou está na história. A literatura é um instrumento de desenvolvimento da mente, existencial, ético e vai ao encontro da necessidade humana de nomeação do mundo, porque interage com a palavra, que é a chave no nosso mundo. A imagem não é nada se não tiver a palavra, ela precisa de texto e o professor não pode esquecer isso, ele tem que dominar o texto. Apesar de parecer difícil, nós já estamos na hora do florescimento. A época hoje é propícia para a criação, estamos em um momento muito positivo, embora não pareça, e o professor é fundamental, porque ele domina o pensamento. Não há uma grande nação que não tenha tido grandes professores a criarem o hábito de buscarem o conhecimento do qual elas irão precisar, para serem bem sucedidas na vida pessoal e profissional, é simplesmente ler alto para elas, começando com isto desde cedo.

A habilidade para ler e entender o que está escrito capacita as crianças a serem auto suficientes, a serem melhores estudantes, mais confiantes, levando-as desse modo às melhores oportunidades na vida profissional e a uma vida mais divertida, tranquila e agradável.

Aprender e a criar neles o gosto pela leitura.

Leia em Voz Alta, para seu filho diáriamente. Do nascimento até os seis meses, ele provávelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas tudo bem assim mesmo.
A idéia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.

Para começar, use Livros Ilustrados sem textos ou com bem poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar a criança coisas que mais tarde vão ajudá-la a aprender a ler.
Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem – que existem espaços entre as palavras e que a escrita vai da esquerda para a direita.

Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida conforme for contando a história, com os personagens ou coisas da trama. Aponte para as coisas no livro que ela possa associar com o seu dia a dia. “Veja este desenho de macaco. Você lembra do macaco que vimos no Circo?”

Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.

Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então começe a desenvolver o hábito de brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como: “Vamos descobrir o que isto significa?”

Faça com que Materiais de Escrever, tais como lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.

Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.

Visite com freqüência uma Biblioteca. Comece fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros da biblioteca. Muitas bibliotecas permitem que crianças tenham seus próprios cartões personalizados com seu nome impresso, caso ela queira, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.

Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho. Dentre as dificuldades enfrentadas por pessoas no processo da leitura, encontra-se a questão do desenvolvimento da capacidade de ler e escrever.Desenvolver o hábito e o gosto pela leitura, e fazer perceber a sua importância numa sociedade letrada, tem sido a maior dificuldade encontrada pelo homem.Demonstram-se os altos índices de reprovação nas séries iniciais, onde as crianças não dominam a leitura, a escrita. A alfabetização é restrita somente no domínio de textos e livros didáticos, não havendo uma preocupação em colocar as crianças em contato com diferentes tipos de textos que circulam dentro e fora do convívio da criança. Tal situação, não se encontra distante da nossa realidade.

Observa-se que a população enfrenta bastantes dificuldades em dominar a leitura de forma genérica, não só no sentido de conceber idéias, mas no sentido de criá-las e recriá-las. Entendendo que o desenvolvimento do homem, se dá pela aquisição do conhecimento historicamente acumulado, assim, como pela evolução do conhecimento, faz-se imprescindível incentivar todo cidadão, ao gosto pela leitura, e escrita, de forma a desenvolver o hábito e o prazer em busca de novos conhecimentos que contribuirá decisivamente para o seu aperfeiçoamento, quer como ser humano, quer como profissional.
Considerando as questões relacionadas anteriormente, este projeto consiste em uma série de atividades inter relacionadas que abrangerão o trabalho de sensibilização à prática da leitura.Para tanto, delineiam-se algumas atividades:

  • Palestras; sobre a importância da formação de grupos de leitores;Oficina de leiturização, que venha envolver os mais diversos grupos;
  • Visitas dos alunos as bibliotecas com acompanhamento de professores, bibliotecários, vindo acontecer atividades como : conversas informais sobre o uso das mesmas, e a importância da leitura no cotidiano de uma sociedade letrada, etc.
  • Atividades teórico-práticas de leitura, através do lúdico: modelagens, desenhos, produções de histórias e textos, painéis, entrevistas, teatro de bonecos e dramatizações;

Retomada de exposição de livros e obras de arte com apoio de bancos comerciais e artistas plásticos/escultores locais em Estabelecimentos Bancários, Universidades, Restaurantes, Empresas Estatais e Privadas. Exposições dos trabalhos confeccionados pelos alunos, como um estimulo às práticas criativas. No Brasil, as crianças não são tratadas com respeito e a dignidade que merecem.

O hábito da leitura é um bem que vai favorecer sua qualidade de vida, devendo ser semeada desde a infância, no convívio familiar. É um caminho a ser percorrido partindo da conscientização social, pois acreditamos que a leitura é possível em todas as fases da vida do ser humano.

A população ainda se encontra em um estágio muito inferior em se tratando do hábito de ler. Por isso, torna-se fundamental em um país como o nosso, darmos enfoque ao hábito da leitura.Com essa atitude contribuiremos para uma vida melhor dentro do contexto social da história de vida do homem, proporcionando a capacitação para o exercício pleno da cidadania Um bom hábito é acostumar-se a carregar consigo um livro, ainda que supondo que não haverá tempo de abri-lo. Em poucos dias, constata-se quanto se leu! A Bíblia é o livro mais divulgado de todos os tempos. Cada pessoa deveria lê-la ao menos uma vez na vida. A leitura diária de jornais é um bom hábito para quem quer se manter informado do que ocorre no Brasil e no mundo.

Hoje, informação é poder. E como o trabalho mental tende a superar o manual, a leitura torna-se o pão nosso de cada dia. Há, certamente, os fatores externos, as possíveis estimulações, que são recursos que podem despertar o interesse do aluno para um determinado tema, numa atitude de curiosidade e atenção. Mas a realidade é que ninguém controla o modo como o outro aprende, ou quando chegará a aprender o que pretende ensinar. A prova disso é que aprendemos muito com nossos pais (e não apenas do que esperavam que aprendêssemos!), mas há certas áreas em que eles nunca conseguiram modificar nosso jeito de pensar.E assim também acontece com as nossas crianças. Dizer que cada criança é um mundo parece clichê, mas é a mais pura verdade. Tudo o que ela já viveu, nesta encarnação e nas anteriores; tudo o que já fez, descobriu, percebeu, intuiu e pensou; os filmes que assistiu, as conversas que ouviu, as histórias que leu; tudo participa do seu modo de ver o mundo e de aprender. Que conceitos adquiridos entram na formação de suas conclusões sobre as coisas? Nunca saberemos totalmente. Mas o que se sabe é que as informações e os exemplos a que se expõe sempre podem influenciá-la mais ou menos intensamente – o que é nossa porta de entrada, como educadores, neste seu mundo tão particular.

O que se pode fazer é criar um meio propício, é oferecer, à inteligência, a argamassa, o material de construção em quantidade e qualidade suficientes para que a criança construa suas estruturas de pensamento da melhor maneira, com o melhor tipo de informação e os melhores exemplos possíveis.Ler é saber. O primeiro resultado da leitura é o aumento de conhecimento geral ou específico.Ler é trocar. Ler não é só receber. Ler é comparar as experiências próprias com as narradas pelo escritor, comparar o próprio ponto de vista com o dele, recriando idéias e revendo conceitos.Ler é dialogar. Quando lemos, estabelecemos um diálogo com a obra, compreendendo intenções do autor.

Somos levados a fazer perguntas e procurar Ler é exercitar o discernimento. Quando lemos, colocamo-nos de modo favorável ou não aos pontos de vista, pesamos argumentos e argumentamos dentro de nós mesmos, refletimos sobre opções dos personagens ou sobre as idéias defendidas pelo autor.Ler é ampliar a percepção. A tarefa de ler um livro literário requer um grau considerado de conhecimento, de reflexão, de interpretação da nossa história social e pessoal. E isso só conseguimos realizar no decorrer de toda uma trajetória de vida, investigando a obra em busca de uma compensação que mova e comova o leitor. Na verdade, à medida que o indivíduo desenvolve as capacidades sensoriais, emocionais e racionais também se desenvolvem as suas leituras.Ter intimidade com as palavras, entendê-las e fazer com elas o que se quiser é o sentido maior da literatura.

A oportunidade de crescer deve ser dada ao aluno, através das aulas de leitura da Literatura, tornando-as prazerosas, estimulando para uma descoberta constante e propiciando a manifestação espontânea. Não é em livros de teoria literária, que se aprende a fazer boa leitura da literatura; aprende-se por intuição, na convivência íntima e prolongada com os textos variados, libertando a emoção de uma forma talvez nunca manifestada.Desenvolver nos alunos o espírito crítico, tão temido por alguns tempos, é imprescindível para que todos nós, contínuos estudantes, possamos discernir entre ler uma obra artística com satisfação ou simplesmente lê-las sem nenhum acréscimo produtivo.Ler é ser motivado à observação de aspectos da vida que antes nos passavam despercebidos.Ler bons livros é capacitar-se para ler a vida.

Deve-se dar, à criança, acesso ao manuseamento livre de livros, revistas, catálogos, etc; ler histórias para ela, procurando indicar a orientação da leitura (movimento com o dedo), respondendo, de forma clara, a todas as suas questões; ler as legendas de um filme animado; ir a uma biblioteca, fazendo-se acompanhar da criança; fazer uso de jornais, revistas ou outros meios de comunicação, comentando, na sua presença, o que se lê; procurar, no dicionário, o significado de palavras solicitadas pela criança; identificar, primeiramente, com a palavra escrita em maiúsculas impressas, bens pertencentes à criança (primeiro, o nome da criança e, só posteriormente, os dos restantes elementos da família); proporcionar a descoberta de palavras referentes a marcas de estabelecimentos comerciais, hipermercados, filmes que ela gosta e produtos de uso diário.São apenas alguns exemplos de entre tantos que existem.

O que é crucial é que a criança reconheça a importância do saber ler. Não basta o contacto com o livro e com o código escrito (como já referi anteriormente). A criança procura explicações para tudo o que a rodeia. É, portanto, crucial, que o adulto se disponibilize, desprovido de preocupações e limitações temporais. Por outro lado, convém salientar de que é necessário ter-se algum cuidado com a escolha dos livros para crianças. Deverão ser excluídos os livros que enaltecem os heróis que abusam da violência e que saem triunfantes, bem como aqueles livros que são desprovidos de conteúdo e que em nada contribuem para o desenvolvimento da criatividade e do crescimento social e maturacional da criança. Convém não esquecer que as realidades ilustradas em alguns livros, nem sempre correspondem à nossa realidade (refiro-me, por exemplo, a rotinas da população estrangeira que não correspondem às nossas). Com o louvável intuito de se promover o gosto pela leitura, cai-se, muitas vezes, no erro de se adquirir um livro apenas pela atraente aparência…o que está errado. Desta forma, é importante que se saiba escolher de forma coerente os métodos utilizados para que o aluno possa desenvolver a leitura de forma a compreender o mundo em que vive.


Considerações finais

A introdução, fala da temática da monografia; marco teórico e definições dos capítulos. O Capitulo I, estuda a leitura numa perspectiva interacionais no qual analisa os processos e aquisição da leitura numa visão da psicogênese, como também a importância dos diversos portadores de texto para leitura.

No Capitulo II, trata da leitura numa perspectiva social, foi investigado também a importância do ato de ler e a conscientização política, por que quando uma pessoa tem uma boa leitura com certeza terá uma visão crítica a cerca de qualquer assunto, dando uma seqüência foi refletido sobre o enfoque de compreensão no processo de leitura a cerca dos portadores de textos.

No terceiro capítulo, referi-me a questão da pesquisa de campo, onde foi elaborado um questionário para um aluno de cada série do ensino fundamental II, e outro para os dois professores como também para os dois gestores, com o objetivo de analisar como os alunos se relacionam com a leitura em sala de aula, constatar o hábito da leitura na família, focalizando ainda a fim de reconhecer os tipos de leitura abordada no ensino fundamental II em Itapipoca.

No quarto capitulo, fala sobre as sugestões de atividades para desenvolver a leitura e versa também sobre a importância de se praticar o ato de ler e de como é de vital importância que os pais auxiliem seus filhos a terem incentivo pela leitura.


BIBLIOGRAFIA

Freire, Paulo. A Importância do Hábito de ler: São Paulo . maio de 1982.

Ferreiro, Emília e teberosky, Ana. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre. Artmed,1999.

GUSDORF, Georges, Porquoides professeuros – Pour une pedagogia, Paris, Payot, 1996, p. 143.

KANT, Immanuel Nachricht Von Der Einnichtung Seiner Vorlesungen im dem Winterhalbenjahre Von 1756-1766, kants Werke, Edição da academia de Berlim, Tomo II. P.306.

Kato, Mary Aet al. Estudos em Alfabetização. Campinas, SP. Pontes; Juiz de Fora, MG. Editora da Universidade Federal de Juiz de Fora, 1998.

KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura, São Paulo. 5a Edição, 1997.

Naspoline, Ana Tereza. Didática de Português: Tijolo por Tijolo: Leitura e Produção Escrita. São Paulo: FTD, 1996.

Teberosky, Ana. Aprender a Ler e a Escreve uma Proposta Construtivista. Porto alegre. Artmed. 2003.


ANEXOS

ANEXO I

Questionário destinado ao professor

Tempo de ação docente/

Quanto tempo de ação docente nesta instituição?

Que disciplina leciona?

Para você como devemos estimular a leitura?

O que significa leitura para você?

Qual a sua postura diante de aluno com dificuldade na leitura?

Você acha que os alunos gostam de ler? Por quê?

Os professores têm formação adequada para trabalhar nos processos de leitura?

Na sua escola existe projetos que desenvolvam o hábito de leitura ? Quais são?

Na sua opinião como envolver a família no processo de leitura junto com a escola?

Qual é a sua opinião sobre leitura e a conscientização política?

ANEXO II

Questionário destinado ao aluno

O que é leitura?

Você gosta de ler? Por quê?

Como está sendo desenvolvida a leitura na sua escola?

Como seus professores trabalham a leitura na sala de aula?

Sua família estimula você a realizar boas leituras? Como acontece?

Na sua escola existem trabalhos que envolvam a todos sobre leitura?

ANEXO III

Questionário destinado ao Gestor

1.Tempo de ação docente?

2.Quanto tempo de ação docente nesta instituição?

3.Que disciplina leciona?

4.Para você como devemos estimular a leitura?

5.O que significa leitura para você?

6.Qual a sua postura diante de aluno com dificuldade na leitura?

7.Você acha que os alunos gostam de ler? Por quê?

8.Os professores têm formação adequada para trabalhar nos processos de leitura?

9.Na sua escola existe projetos que desenvolvam o hábito de leitura ? Quais são?

10.Na sua opinião como envolver a família no processo de leitura junto com a escola?

11.Qual é a sua opinião sobre leitura e a conscientização política?

Autor: Vera Braga

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