FICHAMENTO DO LIVRO: APRENDER TEM QUE SER GOSTOSO

Fichamento do Livro: Aprender tem que ser gostoso

FICHAMENTO:

ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Aprender tem que ser gostoso…

1. Aprender tem que ser gostoso… (p. 11 a 15)

1.1 [...] Ensino, instrução, polidez, cortesia… Tantas palavras, tantos significados, porém, vamos considerar a educação sob dois aspectos:

1.2 [...] Aquele que diz respeito a qualquer ato que tenha efeito formativo sobre a inteligência, o caráter e até sobre a capacidade física do ser humano. [...]

1.3 [...] Aquele que diz respeito ao sentido técnico, onde a educação é um processo pelo qual a sociedade transmite sua herança cultural por meio de instrução formal centrada em instituições escolares. [...]

1.4 [...] As mudanças sociais, as exigências da modernidade, colocaram a educação formal como um produto dos mais importantes a ser adquirido. [...]

1.5 [...].Sem tirar de foco o aspecto formativo das crianças, nossa preocupação com a aprendizagem dever ser revista com freqüência, de forma a torná-la verdadeiramente eficaz, ou seja, quando o aluno aprende a aprender, com prazer.[...]

1.6 [...] Qualquer atividade educacional antes de ser proposta ao aluno deve ser avaliada com base na seguinte pergunta: é do interesse dele?[...]

2 As necessidades Humanas (p. 16)

2.1 [...] É responsabilidade de pais e educadores proporcionar às crianças a satisfação de suas necessidade, se não totalmente, pelo menos em parte [...]

2.2 [...] A escola deve proporcionar atividades que permitam a realização das necessidades das crianças e adolescentes [...]

2.3 [...] As necessidades são intrínsecas ao ser humano, gerando certos tipos de comportamentos observáveis. [...]

3 Necessidades fisiológicas(p. 17 a 24)

3.1 [...] São naturalmente provocadas pelo organismo e, geralmente denominadas primárias. [...]

3.2 [...] a alimentação deve ser equilibrada, evitando excessos principalmente de doces [...]

3.3 [...] Estimule o consumo de frutas para substituir o açúcar dos doces industrializados [...]

3.4 [...] Balas, doces, chocolates são recursos que os pré-adolescentes utilizam para compensar sentimentos que os incomodam [...]

3.5 [...] A água é a grande responsável pela energia que desprendemos em nossas atividades físicas e intelectuais [...]

3.6 [...] Muitas vezes, os pedidos constantes para “tomar água”, são, na realidade, sinais de que a aula não está interessante, gostosa, prazerosa [...]

3.7 [...] O professor deve estar atento para discernir se o aluno está realmente cansado, com sono ou se está entediado [...]

3.8 [...] As vezes, também a sonolência pode ser devido à “dificuldade” diante de alguma tarefa mais complexa ou de interesse duvidoso para o aluno. [...]

3.9 [...] Ao sentir que eles estão cansados, de forma bem rápida, sem sair da sala, um alongamento do corpo, em pé ou mesmo sentados, exercícios respiratórios, troca de lugares. [...]

3.10 [...] É da natureza humana da criança a necessidade do movimento, da atividade, da ação [...]

3.11 [...] Precisamos proporcionar atividades para que elas “utilizem” a energia sabendo que é preciso equilíbrio entre repouso e atividade. [...]

3.12 [...] No movimento e na ação do aluno está implícito o direito que ele tem a aulas estimulantes, gostosas, prazerosas, sem tédio [...]

3.13 [...] Com frio, sem abrigo das intempéries do tempo, não temos condições de exigir nada das crianças [...]

3.14 [...] Atingindo mais aos alunos acima de 11 anos, a escola e a família não podem ignorar a existência da necessidade da educação sexual [...]

3.14 [...] a procura de informação deve ser atendida por pais e educadores [...]

3.15 [...] É preciso uma educação sexual que respeite as fases evolutivas do ser humano [...]

3.16 [...] A escola que está atenta, e não ignora esta necessidade humana, deverá apresentar situações para que este impulso sexual seja sublimado. [...]

4 Necessidades psicológicas (p. 25 a)

4.1 [...] Diferente das necessidades físicas, as psicológicas nunca são inteiramente satisfeitas. Uma pessoa pode saciar a sede com água, mas não saciar toda a necessidade de amor que gostaria de receber [...]

4.2 [...] Amar e ser amado – muitas vezes na fase adulta, um ser humano apresenta total falta de amor com seus semelhantes. Isso se deve ao fato que ele pode ter sido rejeitado, na primeira infância. [...]

4.3 [...] É muito importante o amor familiar para que, mais tarde, com a maturidade a pessoas possa incluir outras pessoas: amigos, namoradas (os), cônjuge, filhos… [...]

4.4 [...] Todo cuidado é pouco na primeira infância, onde serão lançadas as bases afetivas do futuro adulto [...]

4.5 [...] É comprovada a influência que o afeto exerce no desenvolvimento físico e até intelectual das crianças [...]

4.6 [...] Segurança / Autonomia – é preciso amar nossos filhos e alunos dando-lhes segurança, ajudando-os a encontrar o próprio destino [...]

4.7 [...] As crianças precisam de oportunidades para se desenvolver [...]

4.8 [...] Se não deixarmos que façam algumas escolhas não estaremos preparando-os para a vida [...]

4.9 [...] O dia em que todos entendermos o quanto é importante para o ser humano a independência, a autonomia, teremos uma sociedade mais equilibrada, mais justa e mais feliz. [...]

4.10 [...] Auto-estima / Consideração – está em nossas mãos, pais e educadores, estimular nossas crianças para que construam uma boa imagem sobre elas mesmas ou fazê-las perderem a autoconfiança e, conseqüentemente, a auto-estima [...]

4.11 [...] É muito comum crianças receberem rótulos: bagunceiro, chorão, burro, grosseiro, mentiroso, etc. [...]

4.11 [...] Temos necessidade de sentir, de saber se o que estamos fazendo é aceito pelo meio social [...]

4.12 [...] Pais e professores que não exigem perfeição das crianças, que permitem que elas errem e acertem, estão colaborando para que elas cresçam mais seguras e confiantes [...]

4.13 [...] Quem tem uma auto-estima boa é mais persistente, aceita desafios, encara fracassos com mais naturalidade; o erro acaba se tornando lição de vida [...]

4.14 [...] Todos nós temos direito à felicidade. Há pessoas que não são felizes porque não acreditam nelas mesmas, acham que não possuem nenhum talento.

4.15 [...] Você tem que acreditar sempre que é capaz e que pode fazer, pode realizar [...]

4.16 [...] Realização – Desde os primeiros meses de vida, devemos valorizar as primeiras realizações da criança [...]

4.17 [...] A criança e o jovem precisam de atividades que estimulem sua capacidade de realização, que sejam desafios gostosos de serem vencidos, que os façam aprender a aprender [...]

4.18 [...] É desastroso aquele professor desequilibrado que se delicia quando todos os alunos não conseguem resultados satisfatórios [...]

4.19 [...] No caso do aluno, o professor é o grande responsável pelo reconhecimento social que ele espera; talvez o professor seja a única pessoa que reconhecerá o trabalho da criança, do jovem [...]

4.20 [...] No caso dos adolescentes, é muito comum eles aderirem a certas modas, hábitos e atitudes como forma de serem aceitos pela “turma” [...]

5 O meio em que vivemos (p. 37 a 38)

5.1 [...] Viver é ajustar-se contínuo ao meio em que se vive procurando satisfazer nossas necessidades físicas e psicológicas [...]

5.2 [...] Devemos considerar a ação favorável ou não do meio sobre o indivíduo e vice-versa [...]

5.3 [...] É fundamental, também o professor trabalhar consciente da importância da motivação no processo ensino-aprendizagem [...]

6 Motivação: um desafio constante (p. 39 a )

6.1 [...] Nada acontece, nenhum passo é dado se o ser humano não tem um motivo, uma razão. Portanto, é preciso que ele tenha um motivo para realizar qualquer ação [...]

6.2 [...] Alguns estudiosos do comportamento humano citam que o motivo tem suas funções bem determinadas: ativadores do organismo; orientadores do comportamento.

6.3 [...] Devemos tomar cuidado quando pretendemos trabalhar com motivação das pessoas: ninguém consegue motivar ninguém se ele não quiser [...]

6.4 [...] O que precisamos fazer é orientar nossos alunos e filhos para que aprendam a traçar objetivos adequados e eficazes para conseguirem atingir um grau de motivação que leve a realização de algo desejado [...]

6.5 [...] É comum dizermos que tensão procura resolução, ou estimula uma ação para resolver aquela situação. [...]

6.6 [...] Um exemplo clássico de tensão é o da pessoa gorda que vai fazer regime. Um dia, ela se olha no espelho e se assusta com a imagem. Cria o estado de tensão que vai motivá-la a fazer o regime. Nos primeiro quilos eliminados a tensão diminui, ela relaxa no regime e volta a adquirir peso.

6.7 [...] É preciso que, a cada dia, estejamos motivados para aprender, para acompanhar as mudanças, vencer o comodismo, ler, estudar, melhorar. [...]

7 Motivação Interna (ou intrínseca) (p. 44 a 50)

7.1 [...] Os instintos – O instinto não é algo que se agrupa à vida – é a própria vida. [...]

7.2 [...] Nos seres humanos em formação os instintos têm uma força bastante significativa [...]

7.3 [...] Os instintos relevantes na fase de escolaridade são: de grupo ou gregário; Lúdico; Rivalidade; Curiosidade.

7.4 [...] Os hábitos – Chamamos de hábito uma disposição que se torna duradoura depois de adequada ou incorporada [...]

7.5 [...] A repetição de uma ação ou gesto vai transformá-la em hábito, automatizá-la [...]

7.6 [...] Atitudes – Podemos entender que atitudes são padrões de comportamento aprendidos, que predispõem o ser humano a agir desta ou daquela maneira, dependendo da situação em que se encontra [...]

7.7 [...] As atitudes, físicas ou mentais, são diferentes, variando de acordo com as experiências passadas, a altura, a idade, nível socioeconômico [...]

7.8 [...] Uma pessoa pode até mudar seus hábitos alimentares, mas dificilmente mudará seus conceitos sobre diferenças sociais, raciais, religiosas e outras mais 7.9 [...] A aprendizagem simultânea ou informal, muitas vezes, é mais importante do que a aprendizagem dos conteúdos propostos principalmente no que diz respeito às atitudes [...]

7.10 [...] Ideais – Todo ser humano tem seus ideais de vida, muitas vezes objeto de sua mais alta inspiração [...]

7.11 [...] Os ideais que motivam o ser humano podem ter caráter utilitário ou humanitário [...]

8 Motivação Externa (p. 50 a 61)

8.1 [...] Sabemos que a motivação real da criança depende da satisfação de seus motivos, que são internos [...]

8.2 [...] Os educadores, devem estar atentos também aos motivos externos da criança e estimular a ação por meio de estratégias, de incentivos, calcados nos motivos deles e não nos nossos.

8.3 [...] professor / educador – vários pecados são comuns no caso da motivação externa, principalmente com relação à personalidade dos educadores. [...]

8.4 [...] a criança e o jovem sentem a falta de interesse do professor ou dos pais para com ele quando dão soltos para fazerem o que quiserem [...]

8.5 [...] De acordo com a nova ordem mundial, o professor deve desenvolver sua missão de educador preocupando-se com a educação em forma de processo e não como tarefa apenas [...]

8.6 [...] Os educadores devem ter características especiais, pois em suas mãos está uma grande parcela de responsabilidade sobre a formação e também a aprendizagem da nova geração [...]

8.7 [...] Ele é o mediador entre este mundo real e o mundo ideal para o desenvolvimento dos seres humanos que ele tem em mãos [...]

8.8 [...] O toque – Todas as pessoas que trabalham com crianças e jovens deveriam usar o toque como recursos na motivação externa [...]

8.9 [...] O bebê ao nascer, precisa do toque físico para desenvolver-se [...]

8.10 [...] Todas as teorias da motivação podem ser regidas pelas leis dos toques

8.11 [...] Meio social e cultural – A influência do meio social e cultural também é fator fundamental na motivação do ser humano. [...]

8.12 [...] O professor pode preparar ou sugerir aos alunos atividades que atendam seus interesses, tendo sempre em foco procurar satisfazer os motivos, as necessidades de cada um [...]

8.13 [...] Devemos lembrar que os seres humanos têm a capacidade inata para a educação: é desejo humano melhorar, crescer… [...]

8.14 [...] A escola de hoje deve possibilitar ao aluno situações que ele desenvolva o pensar, o raciocinar, o criar hipóteses, o aprender a aprender [...]

8.16 [...] O ambiente físico e recursos – são importantes desde que bem explorados pelo professor. [...]

9 Aprendizagem ( p. 62 )

9.1 [...] Toda aprendizagem só é autêntica quando se incorpora à nossa vida. Portanto aprender é modificar comportamentos [...]

10 Etapas do processo de aprendizagem (p. 62)

10.1 [...] Com o objetivo de explicitar a aprendizagem, muitos estudiosos apresentam passos ou etapas do processo de aprender, são elas: motivação, reforço, respostas, dificuldade, prontidão, Generalização. [...]

11 Leis da Aprendizagem (p 67 a 69)

11.1 [...] Independente da motivação, das necessidades, das habilidades e capacidades individuais estamos sujeitos a algumas leis da aprendizagem, são elas: [...]

11.2 [...] Ensaio e erro – explica a aprendizagem como uma sucessão de tentativas que se renova, caso haja erro. [...]

11.3 [...] Condicionamento – Exemplo desta lei: Ana Carolina (8 meses) cada vez que o pai pega o chaveiro, que tem a chave do carro, joga-se para seu colo e começa a dar “tchau” abanando a mãozinha para os presentes. [...]

11.4 [...] O estimulo para deixar de ser indiferente, ou seja, para ser eficaz tem que passar por exercício ou treino (repetição) [...]

11.5 [...] Apreensão de formas ou configuração [...]

12 Conclusão (p. 70)

12.1 [...] Estas três teorias da lei de aprendizagem são convergentes, uma não exclui a outra: o ensaio e o erro estão contidos na apreensão que está contida no condicionamento e assim por diante. [...]

12.2 [...] Em todos os casos e exemplos a motivação tem papel decisivo para que a aprendizagem aconteça [...]

13 Idéias Interessantes (p 71 a 73)

13.1 [...] Se vivemos num mundo globalizado, onde a socialização se torna cada dia mais importante, temos que preparar nossos jovens para essa situação [...]

13.2 [...] Dentre os métodos socializados, dois tiveram destaque pelo fato de serem globais, abrangendo a totalidade de ensino; [...]

13.2 [...] Método Decroly – conhecido pelo nome de “centro de interesse” e o método de projetos de John Dewey [...]

13.3 [...] O trabalho pedagógico com uma idéia central facilita a aprendizagem, pois os múltiplos conceitos apresentados relacionam-se numa questão única e são divinamente amparados pela repetição. [...]

14 O método Decroly (p. 73 a 76)

14.1 [...] É essencialmente vitalista: faz-se necessário ligar a vida com a escola [...]

14.2 [...] Inspirado na psicologia, ele propunha que em cada assunto o aluno deveria percorrer sucessivamente três fases importantes do pensamento: observação, associação e expressão [...]

14.3 [...] Cabe ao professor estimular a criança para que ela se expresse de alguma forma produzindo um trabalho, que esta produção provoque satisfação pessoal, causando-lhe o prazer de realizar [...]

15. Método de projetos (p. 76 a 78)

15.1 [...] O interesse em relação a vontade, e o interesse e o esforço, procuravam responder aos que se opunham a idéia de um ensino com base em atividades de interesse dos alunos [...]

15.2 [...] a oposição dizia que essa forma de trabalho com o discente destruiria o sentimento de esforço e o cultivo da vontade. [...]

15.3 [...] Quatro são os elementos de um projeto: formar o raciocínio, buscar a informação de acordo com as oportunidades; o aprender deve acontecer em ambiente natural; o problema antecede os princípios [...]

15.4 [...] de acordo com a finalidade, os projetos podem ser classificados em quatro tipos: incorporar alguma técnica ou idéia; experimentar sensações novas; resolver uma dificuldade intelectual; obtenção de informação para ampliar o conhecimento. [...]

16 Núcleos interessantes (p. 78)

16.1 [...] é um trabalho pedagógicos que propõe uma ação pedagógica baseada em uma idéia central, busca seu tema nas necessidades humanas e requer do professor uma atenção especial sobre a motivação do aluno [...]

17 Desenvolvendo um núcleo interessante (p. 79)

17.1 [...] O professor pode trabalhar em consonância com seu conteúdo programático enriquecendo-o [...]

18 Cuidados na escolha (p. 79 a 82)

18.1 [...] Todo cuidado é pouco na escolha de um núcleo de interesse [...]

18.2 [...] O tema deve ser bem selecionado para manter o interesse e a motivação dos alunos [...]

18.3 [...] Deve ser flexível, permitindo ao professor um trabalho pedagógico natural, sem rigidez [...]

19 Sugestões de Tema (p. 83)

19.1 [...] as estações do ano; animais da fazenda, da floresta, do circo; plantas; elementos da natureza; soldados; meios de comunicação; indústria; profissões; comércio; casa; escola; minha cidade, etc.[...]

20 O planejamento (p. 84 a 85)

20.1 [...] É preciso lembrar da importância de reconhecer a vida do aluno e do meio em que ele vive [...]

20.2 [...] traçar objetivos que pretende atingir com o desenvolvimento do trabalho [...]

20.3 [...] o ambiente da sala de aula deve ser rico em estímulos [...]

20.4 [...] itens de um núcleo interessante: título, introdução, objetivos, atividades, artes plásticas, língua portuguesa, matemática, história e geografia, ciências, música, educação física. [...]

21 Conclusão (p. 86)

21.1 [...] Este livro tem a finalidade de lembrar que nossas maiores realizações sempre estão vinculadas ao prazer que sentimos na ação de executá-las. [...]

Autor: Adriana Pereira Gomes